Aberto do Estado de São Paulo: melhores golfistas do Brasil treinam em clima de verão, no Damha

10/08/2017

Treinos desta 5ª feira foram com temperaturas acima de 30 graus e veranico prossegue até domingo

Sede do Damha 650

 

Um veranico em pleno inverno paulistano, com temperaturas acima dos 30º C,  recebeu os melhores golfistas do Brasil para a volta de treino do  68º Aberto do Estado de São Paulo, que começa nesta sexta-feira, 11 de agosto, e prossegue até domingo, no campo do Damha Golf Club, em São Carlos (SP). O Aberto de São Paulo, organizado pela Federação Paulista de Golfe (FPG), tem patrocínio da Embrase, e apoio do R&A, como evento válido para o Ranking Mundial Amador de Golfe (WAGR); Confederação Brasileira de Golfe (CBG);Damha e Santa Emília/Honda, que está oferecendo um Civic Touring 1.5 Turbo, no valor de R$ 125 mil para quem fizer um hole-in-one no buraco 6, par 3 com um green-ilha que é o cartão postal do clube.

Ao chegar para treinar nesta quinta-feira, 10, os paulistas Pedro Nagayama, do São Fernando, e Lauren Grinberg, do Lago Azul, foram surpreendidos por grandes banners com suas fotos em seus respectivos tees no buraco 1. Uma homenagem os que irão defender seu título contra os melhores jogadores do país, neste torneio que é um dos maiores, mais antigos e mais importantes do calendário nacional. Os jogadores scratch (handicaps índex até 8,5, no masculino, e até 16, no feminino), jogam 54 buracos a partir desta quinta. As demais categorias (feminino de 16,1 a 25,7 e masculino de 8,6 a 14; de 14,1 a 19,4; e de 19,5 a 25,7) que jogam apenas 36 buracos, só entram em campo no sábado.

Favoritos – O gaúcho Herik Machado, do Belém Novo, número 1 do Brasil, que treinou ao lado de Sandro Gonçalves, seu companheiro de clube, e dos irmãos André e Filipe Rossi, do São Paulo, entra em campo como principal favorito, tem um desafio à parte: o Aberto do Estado de São Paulo é o único grande torneio que ele nunca venceu no Brasil. Do Damha, ele guarda boas recordações, depois de ter sido vice-campeão da Faldo Series, há cinco anos.

Lauren, que além de defender o título é a número 1 do Brasil e de São Paulo, é a franca favorita, sobretudo depois que muitas jogadoras juvenis, que estão entre as melhores do ranking, desistiram de jogar em São Paulo devido à transferência de uma etapa do Tour Nacional Juvenil para a próxima semana, no Paraná. Para a maioria, é muita aula a ser perdida logo na volta das férias.

Elite em campo – A competição masculina do Aberto de São Paulo, com 39 jogadores com handicap índex máximo de 8,5, será uma das mais fortes do ano, reunindo nove dos dez primeiros dos rankings paulista e brasileiro, e os oito primeiros brasileiros do ranking mundial de golfe que moram no país. No feminino, duas das cinco melhores do Brasil estarão em campo.

Apesar da prolongada estiagem no interior paulista, onde não chove a quase dois meses, o campo do Damha, desenhado por Ricardo Rossi, está com tees, raias e greens em excelentes condições e mais desafiador do que nunca. O campo tem par 72 (36-36), com 7.078 jardas do tee dourado, 6.638 do tee azul e 6.105 do tee branco e distribuição tradicional, com dois pares 3 e dois pares 5 em cada metade do percurso. A água entra em jogo em apenas quatro buracos – 6, 9, 17 e 18 – com destaque para o buraco 17, que exige um tiro para o green por cima de um grande lago, e para o green-ilha do buraco 6.

Confira os principais jogadores em campo

Herik Machado, Belém Novo (RS)

Número 1 do ranking amador brasileiro, Herik é o melhor brasileiro do ranking mundial amador, na 165ª colocação. Ele vem de um terceiro lugar, como melhor brasileiro, do Amador do Brasil, no Curitibano, no início de julho. Mas, antes disso, venceu o Aberto do Paraná, em junho, também no Curitibano; foi campeão geral da etapa sul-americana da Faldo Series, em junho, no Alphaville; venceu o Aberto do Brasília, em abril, e abriu o ano ganhando o Aberto de Curitiba, no Graciosa. O único torneio que não venceu ou foi o melhor brasileiro, foi o Sul-Brasileiro, em maio, no Porto Alegre CC, onde terminou em quinto, atrás de três estrangeiros e de Pedro Nagayama, que ficou em terceiro

 

Pedro Nagayama, São Fernando (SP)

Número 2 do ranking brasileiro e do ranking paulista, e quarto melhor brasileiro do ranking mundial (918º) Nagayama costuma conseguir voltas recordes nos torneios que disputa, mas nem sempre mantém a regularidade. Ele liderou o Amador do Brasil, no Curitibano, no primeiro dia, com a melhor volta da semana (-5), antes de terminar em oitavo lugar. Antes disso ficou em quinto no Aberto do Paraná, igualando a melhor volta da semana (-4) no segundo dia; foi terceiro colocado e melhor brasileiro do Sul-Brasileiro, com mais um recorde da competição (-4); terceiro em Brasília; e sexto no Aberto do Curitiba.

 

Jinbo Há, Terras de São José (SP)

Número 3 do Brasil e número 1 do ranking paulista, Jinbo Há, coreano radicado em São Paulo, vem de um décimo lugar no Amador do Brasil, onde só jogou duas boas voltas. Antes disso, foi terceiro no Aberto do Paraná; venceu de ponta a ponta o Campeonato Bandeirantes, em junho, no Lago Azul; foi vice-campeão do Faldo Series; vice-campeão e melhor brasileiro do Sul-Brasileiro, vice-campeão em Brasília e terceiro colocado no Aberto de Curitiba.

 

Daniel Kenji Ishii, Itanhangá (RJ)

Kenji, quarto do ranking brasileiro e segundo melhor brasileiro do ranking mundial (593º) vem de uma vitória de ponta a ponta e por nove tacadas de vantagem no Aberto da Federação Paranaense e Catarinense de Golfe, no Alphaville, na última semana, incluindo o recorde de 66 (-6) no segundo dia.  Antes disso, foi décimo no Amador do Brasil (quinto brasileiro); quinto no Aberto do Paraná; terceiro colocado e segundo melhor brasileiro do Sul-Brasileiro; e vice-campeão no Aberto de Curitiba.

 

Lucas Park 328Lucas Park, Paradise (SP)

Aos 16 anos, o mais velho dos três irmãos que estão fazendo a diferença no golfe paulista, é o juvenil número 2 do Brasil e quinto colocado dos rankings brasileiro e paulista. Ele vem de um vice-campeonato no Aberto da FPGC. Antes disso, venceu o Juvenil de Inverno de São Paulo, no Terras de São José; foi campeão brasileiro juvenil, no Clube de Campo, ambos em julho; ficou em quarto no Bandeirantes; empatou em terceiro na Faldo Series; e foi quarto colocado em Brasília.

 

Marcos Negrini, Damha (SP)

Quarto colocado do ranking paulista, Negrini terá a vantagem de jogar em casa, no campo onde aprendeu golfe, há 11 anos. Depois de diminuir bastante o ritmo de torneios por causa do trabalho e do estudo, Negrini vem jogando com mais intensidade nos últimos meses, mas só em São Paulo, e ainda se recente de falta de ritmo de competição, como no Amador do Brasil, onde terminou em 22º após um 80 no segundo dia. Mas vem de um quarto lugar no Bandeirantes e venceu o Aberto do Clube de Campo, derrotando Roberto Gomez, em casa, no segundo buraco do Playoff.

 

Daniel Celestino, Graciosa (PR)

Juvenil número 1 do Brasil e sétimo do ranking adulto, ele se prepara para representar o Brasil no Juvenil do Chile, no final do mês. Celestino vem de um quinto lugar no Aberto da FPCG, além de ter disso vice-campeão brasileiro juvenil apenas duas tacadas atrás de Lucas. Antes disso, foi terceiro colocado (empatado com Jimbo), no Aberto do Paraná; terceiro colocado e segundo melhor brasileiro, na Faldo Series; e Top 10 em dois outros torneios do ranking nacional adulto: Sul-Brasileiro (7º) e Brasília (9º).

 

Lauren Grinberg, Lago Azul (SP)

Número 1 do Brasil e de São Paulo, Lauren Grinberg não vem em boa fase e viu seu domínio no golfe feminino do Brasil ser constantemente desafiado por meninas como Laura Caetano, de Brasília, que ganhou dela no Amador do Brasil e em outros dois torneios recentes, e por Beatriz Junqueira, do Itanhangá, que a derrotou no Aberto da FPGC na semana passada. Mas, antes disso, Lauren foi vice-campeã e melhor brasileira do Aberto do Paraná; venceu o Bandeirantes, em casa; foi quarta colocada e melhor brasileira do Sul-Brasileiro; além de vencer em Brasília e no Aberto de Curitiba.

 

Outros destaques no masculino

Também merecem citação outros dois gaúchos Top 10 do ranking brasileiro, Matheus Balestrin (6º) e Sandro Gonçalves (8º), ambos da equipe de Alto Rendimento do Belém Novo. Outro Top 10 do Brasil em ascensão é Filipe Rossi (9º), do São Paulo, que já teve quatro importantes Top 10 este ano, nos Aberto da FPGC (8º), Aberto do Paraná (6º), Aberto Bandeirantes (3º) e Faldo Series (9º). Filipe é também o sexto do ranking paulista.

Completam a lista Fernando Augusto Silva, da Academia GolfRange Campinas, que vem investindo muito em seu jogo e já o terceiro colocado do ranking paulista, onde tem dois vice-campeonatos, cinco Top 10 e passou dez torneios seguidos subindo no pódio scratch ou com handicap. E Guilherme Grinberg, de 14 anos, do Lago Azul, campeão brasileiro pré-juvenil e nono do ranking paulista adulto. Gui vem de bons resultados no Aberto da FPGC (7º), Juvenil de Inverno (10º), Amador do Brasil (17º e oitavo brasileiro), Aberto do Paraná (9º) e Bandeirantes (6º).

Outros destaques no feminino

As outras únicas Top 10 do Brasil em campo serão Roberta Moretti Avery (5º), que também é segunda do ranking paulista; e a indonésia Meidy Gama, radicada no Rio (9ª). Roberta vem de um sexto lugar no Aberto do Paraná, com Meidy em sétimo; de um vice-campeonato no Bandeirantes, e de um terceiro lugar em Brasília.

Merecem destaque ainda Fernanda Harada da Silva, filiada diretamente à FPG, quarta do ranking paulista; e a Fernanda Lacaz, do São Fernando, Top 10 do ranking nacional juvenil, que vem em grande ascensão, incluindo o vice-campeonato do Juvenil de Inverno; um sexto lugar no Brasileiro Juvenil, onde foi quarta colocada entre as juvenis (16 a 18 anos); e um quinto lugar no Feminino do Gávea.

Balestrin Kenji, Fernanda e Lauren650 Herik Andre Sandro Filipe 650 Green do 17 650

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