Ações de Marketing ajudam a atrair interesse e novos golfistas para a Federação Paulista de Golfe

18/07/2019

Golfe Nota 10 é o destaque entre programas de grande potencial criados pela entidade

Premiação de uma das etapas do Golfe Nota 10: sucesso entre as crianças, pais e professores

Responsável aproximadamente pela metade dos clubes e dos golfistas do Brasil, a Federação Paulista de Golfe (FPG) não passou imune pela recessão econômica que engessa o país há anos, tendo que recorrer à criatividade para manter o interesse pelo esporte e incentivar os golfistas a continuar competir, ao mesmo tempo em que procura aumentar a base de jogadores de seus clubes filiados, com programas de estímulo ao golfe nas mais diversas frentes, em especial junto às crianças.

Não é de agora que o programa de maior sucesso e o que merece maior carinho da entidade tem sido o “Golfe Nota 10”, que já levou o ensino do esporte para milhares de crianças de escolas públicas e particulares do interior do estado, através da formação e capacitação de professores de Educação Física que aceitaram incluir o golfe em suas aulas regulares. Pelo Golfe Nota 10 já passaram golfistas de alto rendimento como Luiza Altmann, hoje profissional de golfe com atuação na Europa e Ásia e potencial para chegar aos Jogos Olímpicos, entre muitos outros que estiveram ou estão entre os melhores do país.

De cima para baixo, premiação do Golfe Nota 10 e crianças utilizando um dos infláveis do programa; premiação da equipe do São Paulo Futebol Clube Golfe, em competição do Clubes & Clubs; equipámento do Ana a Zé pronto para ser usado em um shopping center; e grupo de um escritório participante do Office & Clubs

Potencial – Mas, além do Golfe Nota 10, várias outras ações foram criadas e testadas, mostrando que têm potencial para ser utilizadas mais vezes. Esse é o caso do “Clubes & Clubs”, que levou o esporte a clubes esportivos sem campos de golfe e estimulou alguns deles a criar um departamento específico, dois já filiados à FPG, e do “Golfe de Ana a Zé”, que levou degustações de golfe para dentro de parques e shoppings de cidades onde aconteciam os Abertos dos clubes locais, atraindo a mídia da cidade e elevando o interesse do público, que se divertia arriscando suas tacadas nos infláveis fornecidos pela FPG.

Todas são ações de grande importância para o golfe, não só de São Paulo, mas de todo o país, por manter o esporte em evidência, mostrar à população que o acesso a ele é mais fácil do que muitos imaginavam e por ter, aqui e ali, angariado novos adeptos, dos quais muitos acabam se tornando golfistas e se associando aos clubes filiados à FPG. Por mais enxutas que fossem, essas ações demandavam recursos cada vez mais escassos e exigiram criatividade e dedicação pessoal de seus responsáveis para serem levadas adiante.

Perto de completar seu segundo mandato como presidente da FPG, Antônio Carlos Padula faz, nessa entrevista, um balanço de como essas e outras ações de marketing e divulgação do golfe foram levadas adiante por sua diretoria e como contribuíram para o golfe.


 

Em seu primeiro mandato, como a diretoria da FPG encarou o desafio e dever estatutário de organizar e desenvolver o golfe no estado de São Paulo e em seus clubes filiados em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul?

Antônio Carlos Padula: O objetivo inicial de uma federação esportiva é atender às necessidades de todos os clubes a elas filiados, mas, para isso, é preciso conhecer melhor as suas demandas. Foi por isso que em todos os 32 Campeonatos Abertos de nossos clubes, em 2014 e 2015, criamos o que chamamos de “Federação Itinerante”, levando a sede da FPG, através da minha presença e de diversos vice-presidentes e diretores, para esses clubes e cidades. Isso ajudou muito os clubes, levou-lhes prestigio, conseguiu bastante repercussão nas mídias locais, principalmente jornais e rádios, e fez com que os jogadores desses clubes se sentissem valorizados.

Essa foi uma forma que encontramos para conhecer mais a fundo a necessidade de nossos clubes, estando fisicamente junto a seus gestores, que são gente que gosta do esporte, pessoas abnegadas, mas que, em sua maioria, têm suas atividades particulares e pouco tempo para se dedicar à função de dirigente. Com a FPG Itinerante, rodamos mais de 50 mil km para visitar todos os 51 clubes filiados, sem exceção, e aprendemos muito com esse processo, com os erros e acertos, é claro, mas sabemos agora como tornar esse contato direto mais proveitoso e estamos prontos para, se procurados, ajudar a nova diretoria, que assume a partir de 2020, a dar prosseguimento à ideia.

Poucas ações da FPG vem tendo mais sucesso do que o Golfe Nota 10 que leva a golfe para a base, para as crianças que são o futuro do esporte. Os resultados vêm sendo o esperado?

ACP: Todas as ações bem sucedidas são uma somatória de esforços, e não uma realização pessoal. O Golfe Nota 10 não foi criado por nossa diretoria, mas fizemos questão de dar continuidade e investir ainda mais no projeto, que hoje é o nosso xodó. Diretorias não são eleitas para mudar tudo o que foi feito. São eleitas para continuar àquilo que funciona, melhorar aquilo que não funciona como pode e criar o que for necessário para cumprir seu papel.

O Golfe Nota 10, que é basicamente para crianças de até 12 anos, mas não se limita a elas, nasceu em São Vicente, com o Márcio de Melo, ex-presidente da FPG. Eu, inclusive, tive o prazer de ser capitão de golfe na gestão dele como presidente do Santos São Vicente. Por ser bom, muito bom, o projeto foi encampado pela FPG e teve continuidade nas gestões do Manuel Gama e agora nas nossas gestões, que estamos fazendo o possível para expandi-lo.

A forma que encontramos de levar o Golfe Nota 10 adiante e ampliá-lo foi fazer parceiras com clubes de golfe do interior e suas cidades. Em Bauru, onde temos uma continuidade razoável, estamos nas escolas estaduais de ensino fundamental e ensino médio, atingindo crianças e adolescentes de até 16 anos. Em Itapeva, o Golfe Nota 10 também é um sucesso e já temos grupos de 30 a 40 crianças, que se destacaram nas escolas, treinando no campo do Itapeva a cada 15 dias. E, em breve, teremos alguns deles meninos e meninas revelados no Golfe Nota 10 competindo. O acordo que a gente faz com as prefeituras é capacitar os professores, doar o material para as aulas nas escolas, os melhores a gente leva para o campo de golfe e os que se sobressaem no campo de golfe, a Federação banca para competir.

Em Itapevi, fizemos o convênio com a prefeitura, capacitamos os professores, compramos e doamos os equipamentos que é usado em rodízio nas aulas de Educação Física nas escolas, as crianças adoram, mas temos dificuldades, que é a falta verba para o transporte dos melhores alunos para um campo de golfe. Quando você depende do poder público é um risco que corre. Mas não desistimos. Ponho grande fé no coordenador do programa Aprendizagem pelo Movimento da cidade, Mario César de Oliveira, que tem muita boa vontade, gosta de levar às crianças esportes diferentes, como esgrima, tiro com arco e agora golfe, é um cara que tem uma visão diferente.

Agora, com Ademir Mazon, vice-presidente de Desenvolvimento e Novos Projetos da FPG, à frente, estamos finalizando acordo para levar o Golfe Nota 10 a Indaiatuba e ao Sapezal, o campo de oficial de nove buracos da FPG, o que facilita muito as coisas. Indaiatuba é um município rico, uma cidade de muitos empresários; muitas fábricas e indústria na cidade; e o prefeito e a primeira dama da cidade, como já noticiamos, se empolgaram, se encantaram com o projeto. Lá nós temos certeza que o Golfe Nota 10 vai dar muito certo.

Demora um pouco para começar porque temos que capacitar os professores, fornecer o material, e esperar que os professores apresentem na Secretaria da Educação seu plano de ensino, que tem que ser aprovado e seguido à risca, mas só a partir do ano letivo seguinte. Por envolver escolas públicas, é um trabalho grande e que tem que ser implantado aos pouquinhos. Mas isso não ocorre nas escolas particulares, porque não dependem da Secretaria. A escola particular informa à Secretaria o que vai implantar na cidade, mas não depende da autorização. Estamos trabalhando junto a elas também.

Quais são os principais jogadores que começaram a competir devido ao Golfe Nota 10?

ACP: A hoje profissional Luiza Altman é o grande destaque entre os golfistas que passaram pelo Golfe Nota 10. Luiz Jacintho, de Bauru, durante muitos anos um dos melhores golfistas do Brasil, começou no Nota 10. Hoje ele está nos EUA, formando-se em Engenharia, com pouco tempo para competir. Ana Sung Marques e Samire Oliveira, duas das melhores jogadoras de São Paulo e do Brasil também começaram no Golfe Nota 10, assim como Kenzo Yui e Pedro Miyata, duas revelações do golfe paulista, para ficarmos apenas nos principais exemplos. O Golfe Nota 10 não é mais um programa da FPG, já é um programa que pertence do ao golfe brasileiro, pois realmente forma bons jogadores e deverá servir de exemplo para muitos.

E o “Golfe de Ana a Zé”? Vimos muito retorno de mídia local, nas cidades por onde passou, mas realmente funcionou?

ACP: Quando a gente assumiu, em 2014, além de levar a sede itinerante da FPF para as cidades onde estavas acontecendo os Abertos, criamos o Golfe de Ana a Zé para aproveitar a competição na cidade, muitas com a presença dos melhores jogadores do estado, para levar mais gente a se interessar pelo golfe e até para que fossem ao clube assistir a competição.

Criamos esse projeto, patrocinado pela TNT, uma empresa internacional de serviços de entrega, que garantiu o dinheiro para a compra dos infláveis, camisetas etc. Com isso, pudemos levar o golfe para ser degustado por centenas de pessoas em cada cidade, milhares no total, em shopping centers ou praças públicas, dependendo do município. Ia muita gente, às vezes famílias inteiras, que se divertiam batendo bolas dentro do inflável, e a gente dava o convite para a pessoa apresentar nos clubes e ir assistir um pouco da competição do Aberto.

O Ana a Zé funcionou muito. O Iguatemi até nos convocou várias vezes para levar os infláveis e a estrutura para diversos de seus shoppings. Tínhamos o apoio do Cristiano Koga, da TNT, golfista apaixonado que hoje está nos EUA. Mantivemos o projeto em 2014, 2015 e começo de 2016, mas tivemos que parar. O resultado era muito bom, despertava o interesse de todos e da mídia – cansei de dar entrevistas para tevês locais em frente ao inflável – e esperamos que o Ana a Zé possa voltar um dia, mais forte e estruturado.

O “Clubes & Clubs” também foi outro projeto da FPG que deu o que falar e, ao que parece, com frutos importantes para o golfe paulista. Você pensa assim?

ACP: Um projeto sensacional, que teve à frente o Eduardo Bradaschia, nosso vice-presidente de Marketing, e em muitos aspectos melhor que o Ana a Zé. A ideia original era levar o golfe para degustação em vários clubes esportivos que não têm campo de golfe. Dois deles hoje são filiados à FPG e muito ativos: o Paulistano e o São Paulo Futebol Clube; inclusive demos aulas de golfe dentro do estádio, no gramado do Morumbi. Na capital fomos ainda ao Hebraica, Paineiras, Espéria, Harmonia, Ipê Clube, Círculo Militar, Ipiranga e Helvetia, entre outros.

Como no Golfe Nota 10, no Clubes & Clubs capacitamos os professores de Educação Física para dar aulas de golfe, só que nesse caso, os professores eram do próprio clube. A gente montava a estrutura lá e eles davam as aulas. Chegamos a fazer um Interclubes com jogadores desses clubes sem campo, em 2015, no Honda Golf Center da FPG, com 40 participantes, gente que nunca tinham entrado num campo de golfe, e eles adoraram. Desses, metade virou golfista a seguir e acabou se filiando a clubes. Agora que já passou um tempo, está na hora de repetir a experiência de uma forma ainda mais efetiva, pois aprendemos muito com o projeto inicial.

Tivemos também sob a coordenação do Bradaschia o Office & Clubs, uma experiência que em vez de focar em clubes esportivo, como o Clubes & Clubs, era destinado a levar o golfe para grupos dentro de empresas. Fizemos algumas experiências muito bacanas e acredito que é outro modelo de incentivo ao golfe que poderá voltar a ser promovido com sucesso.

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