Amador de handicap 10 faz dois holes-in-one na mesma volta, com bolas de marcas diferentes

03/02/2020

A probabilidade disso acontecer é igual a de ser atingido por um raio enquanto um tubarão te morde

Gary Choyka com as bolas Callaway e Titleist com que fez os holes-in-one. Arquivo pessoal

por | Ricardo Fonseca

Matemáticos críticos da Mega-Sena brincam que é mais fácil você ser atingido por um raio ao mesmo tempo em que é atacado por um tubarão do que acertar os seis números com uma aposta de seis dezenas. A probabilidade de ficar milionário do dia para a noite com uma aposta simples é de menos de uma em 50 milhões (ou C60,6 para quem acabou de fazer o ENEM). Ainda assim, mais fácil do que o que aconteceu com o amador Gary Choyka, de 67 anos, professor aposentado, de handicap índex 10,5.

Gary fez dois holes-in-one na mesma rodada, jogando em seu habitual grupo de quatro golfistas na quarta-feira passada, 29 de janeiro, no Jones Course do LPGA International, em Daytona Beach, na Flórida. Calcula-se a probabilidade de um amador fazer um hole-in-one é de 12.500 para uma. O que resulta que a probabilidade de fazer dois holes-in-one no mesmo dia em um campo com quatro buracos de par 3 é algo em torno de uma em 78 milhões. Muito mais difícil do que acertar a Mega-Sena ou de ser atacado pelo tubarão na hora que o raio te acerta. Mas, como vemos, acontece.

Mesmo taco, bolas diferentes – Ambos os holes-in-one de Gary foram feitos com o mesmo taco, um ferro 7. O primeiro no buraco 3, de 152 jardas, que ele jogou contra um vento leve, e o segundo no buraco 14, em sentido aposto, com 162 jardas. No primeiro, usava uma bola Callaway, no segundo uma Titleist. O primeiro e até então único hole-in-one de Gary aconteceu no mesmo buraco 3, em abril. Naquele mesmo dia, Gary havia visto Tammie Green, ex jogadora do LPGA Tour, tirar sua bola do mesmo buraco 3 após fazer seu hole-in-one.

Por mais raro que seja, outros dois americanos fizeram holes-in-one na mesma rodada, em 2019. O primeiro, em fevereiro, foi o amador Jerry Bass, de 75 anos, que fez dois holes-in-one num intervalo de sete buracos, mas em dias seguidos, no Crane Lakes Golf Club, em Port Orange, também na Flórida. O segundo foi Chuck Miller, de 81 anos, que fez seus dois holes-in-one num intervalo de seis buracos, no mesmo dia de agosto, em Reno, Nevada.

Profissionais – Pelas estatísticas dos EUA um profissional tem probabilidade 10 vezes maior de fazer um hole-in-one do que um amador. Mas em toda a história do PGA Tour um jogador fazer dois holes-in-one no mesmo dia só aconteceu três vezes, a mais recente delas por Brian Harman, em setembro de 2015, nos buracos 3 e 14 da volta final do The Barclays. Antes dele, conseguiram esse feito Bill Whedon (1955) e Yusaku Miyazato (2005).

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