Amador do Brasil começa nesta 5ª feira, no Campo Olímpico, com duelo pelo posto de nº 1 do país

03/07/2019

Gaúcho Andrey Xavier pode perder a posição para o carioca Daniel Kenji neste domingo

 Andrey e Kenji. Foto: Thais Pastor/F2 Comunicação

por | Ricardo Fonseca

Além das disputa pelos títulos de campeão brasileiro, masculino e feminino, de 2019, e de suas duas competições por equipes (duplas), as taças Mario Gonzalez e Beth Nickhorn, o 89º Campeonato Amador de Golfe do Brasil – 2019, de quinta a domingo, 4 a 7 de junho, no Campo Olímpico de Golfe do Rio de Janeiro, com a presença de jogadores de dez países da América do Sul, terá uma disputa à parte pelo posto de número 1 do Brasil, entre Andrey Xavier e Daniel Kenji Ishii.

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No feminino, mesmo morando fora do Brasil há um ano, Lauren Grinberg é líder do ranking e segue sem ser ameaçada, uma vez que suas duas principais perseguidoras não irão jogar: Laura Caetano, de Brasília, desistiu de participar juntamente com a gêmea, Luiza, e Fernanda Lacaz, do São Fernando, não se inscreveu.

O gaúcho Herik Machado, campeão em 2018, virou profissional e não poderá defender o título, mas a peruana Micaela Farah volta ao Campo Olímpico para tentar o bicampeonato, enquanto a argentina Agustina Gomez Cisterna, campeã em 2017 e vice em 2018, também estará em campo, assim como a paraguaia Giovanna Fernandez Lopez, terceira colocada na edição passada. O outro único ex-campeão do Amador que jogará este ano será o sênior Roberto Gomez, quatro vezes campeão do torneio, em quatro décadas diferentes (1980, 1981, 1991 e 2004).

Contas – Apesar de o ranking nacional ainda não ter sido atualizado até esta quarta-feira, com os resultados do Honda Open – Campeonato Bandeirantes, encerrado domingo passado, Andrey seguirá líder, na nova listagem. Mas esta semana ele defenderá os pontos de vice-campeão do Amador do Brasil de 2018 (ficou em sexto, como segundo melhor brasileiro), enquanto Kenji, que acaba de vencer o Bandeirantes, não tem pontos a defender na competição.

Assim que o ranking for atualizado, Andrey vai aparecer com os mesmos 172 pontos que tinha antes, enquanto Kenji perderá 32 pontos do Aberto do Paraná de junho de 2018, que caducaram, e receberá 20 pontos de campeão do Bandeirantes, passando a ficar com 138 no total, 34 pontos atrás de Andrey. Acontece, que sem os 39 pontos do Amador de 2018, Andrey ficará com 134, contra 138 de Kenji. Os pontos do Bandeirantes de 2018 já haviam caducado, com mais de 12 meses, pois o torneio foi jogado em março do ano passado.

Pontuando no Amador do Brasil, Kenji terá mais 12 pontos a descartar (valem apenas sete resultados em 12 meses), ou seja, estaria oito atrás de Andrey. Assim, para ser o novo número 1 do Brasil o carioca precisa ser o melhor brasileiro esta semana, ou ser o segundo ou terceiro melhor do pais, dois postos à frente de Andrey. Kenji também será o nº 1 se terminar de quarto a sétimo melhor brasileiro, dois postos à frente de Andrey.

Destaques – Andrey, do Belém Novo, que ainda não venceu torneios do ranking nacional em 2019, e Kenji, do Itanhangá, que já venceu dois (Sul-Brasileiro e Bandeirantes) são dois dos principais favoritos entre os brasileiros, ao lado de Fred Biondi, que mora nos EUA e começa a carreira universitária no segundo semestre defendendo os Gators, da Flórida, na NCAA, como o melhor brasileiro do ranking mundial e único entre os Top 500.

Os demais destaques do Brasil são Matheus Park, do Paradise, terceiro do ranking nacional, campeão do Aberto do Gávea e vice no PL; Pedro Nagayama, do São Fernando, ainda sem resultados mais expressivos este ano (vem de dois terceiros, no Gávea e no PL) e Gui Grinberg, do São Paulo, que em nove torneios do ranking mundial jogados no Brasil, em 2019, venceu três, foi duas vezes vice-campeão e nunca ficou além da sexta colocação. Lucas Park, quinto do ranking, está nos EUA e não joga.

Estrangeiros – Cinco dos seis estrangeiros que foram Top 10 no Campo Olímpico, em 2018 não jogam este ano. O único desses que retornou foi o argentino Juan Noba, quarto colocado na edição passada. Em 2018, o Campo Olímpico foi um desafio e tanto no Amador do Brasil: dos 62 jogadores, apenas dois terminaram abaixo do par, somente 15 quebraram o par em alguma rodada, e apenas cinco deles fizeram isso em duas das quatro rodadas.

O maior destaque entre os estrangeiros é German Tagle, Top 300 do mundo e melhor ranqueado em campo, apesar de só ter entrado para o WAGR este ano. Ele vem de dois vice-campeonatos, na Copa de Oro, no Uruguai, e no Aberto do Centro, na Argentina, e tem se destacado em torneios profissionais na argentina: Foi Top 20 no Abierto del Sur, sétimo no Abierto del Centro, do PGA Tour Latinoamérica, e 11º no Abierto del Norte. Outro que merece atenção é o venezuelano Konrad Brauckmeyer, 690º do mundo, destaque dos Broncos da Santa Clara University, do Vale do Silício.

Mais destaques – Os outros jogadores de ponta são o peruano Patricio Freundt-Thurne, 847º do mundo, que vem de duas vitórias no ranking de seu país e que também joga nos EUA (Jacksonville State University), o chileno Benjamin Saiz-Wenz, 849º do mundo, que vem de cinco torneios profissionais seguidos em seu país, com um Top 10 e três cortes passados, e está para virar profissional; e o peruano Eduardo Galdos, 927º do mundo, que já venceu quatro torneios juvenis em seu país em 2019.

 

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