Artigo: Miriam Nagl fala sobre sua possível participação nos Jogos Olímpicos do Rio

06/04/2016

Brasileira nascida em Curitiba e radicada em Berlim, na Alemanha, está com um pé no Golfe 2016

 

Miriam Nagl no evento teste do Rio

por Miriam Nagl*

O Brasil é um país emocionante, vibrante e bonito, mas não é um local naturalmente associado com o golfe. Assim, quando se trata de história olímpica e dos campeões que o Brasil têm, eles vêm, naturalmente, de outros esportes e suas medalhas de ouro foram conseguidas em eventos tão diversos como a vela, vôlei, tiro e em várias modalidades do atletismo. Nos últimos Jogos de Londres, em 2012, a incrível campeão de judô Sarah Menezes foi a primeira brasileira a ganhar uma medalha de ouro nesse esporte. E qualquer conversa de campeões olímpicos do Brasil deve sempre incluir o lendário corredor de meia distância Joaquim Cruz, que ganhou o ouro nos 800 metros nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, batendo Sebastian Coe-se, o segundo colocado.

Eu estava pensando nessas pessoas muito recentemente, ao jogar no campo Olímpico no Rio de Janeiro no evento-teste oficial, na primeira vez em que o percurso desenhado Gil Hanse foi aberto para jogo. Eu não quero ir muito longe, por isso, tudo o que vou dizer agora é que o campo está em grande forma e será um verdadeiro teste para definir o campeão olímpico em agosto. Eu só sei que muita gente se reunirá para ver os melhores jogadores do mundo jogando lado a lado pelo ouro, prata e bronze, na primeira vez que nosso esporte vai competir no Maior Espetáculo da Terra desde 1904.

Ambição – Meu objetivo para a temporada é garantir pontos no ranking mundial para que eu chegue ano tee do 1 dos Jogos do Rio 2016 com as cores do país onde nasci. Se eu tiver sorte o suficiente para atingir esse objetivo, terei cumprido a ambição de uma vida e o ponto alto de uma viagem improvável.

A minha rota de Curitiba, onde nasci, no Sul do Brasil, ao Tour Europeu Feminino, não foi um simples e teve muitos percalços ao longo do caminho. Aos oito anos, minha família se mudou para a Alemanha, na época da queda do muro de Berlim. Foi lá que eu comecei no golfe, para jogar com o meu pai e com meu irmão Michael. Devo ter me mostrado promissora pois foi escolhida para a equipa nacional alemã e, em seguida, ganhei uma bolsa de estudos para a Academia de David Leadbetter, em Bradenton, Florida. A partir daí, a minha educação no golfe continuou na Universidade Estadual do Arizona, com uma aparição na Junior Ryder Cup de 1995.

Como eu tenho dupla nacionalidade, brasileira e alemã, surgiu a possibilidade de competir no Rio, pelo meu país de nascimento, quando eu estava esperando minha primeira filham a Laura, agora é pouco mais de um ano de idade. Eu ainda era muito jovem para perceber o significado dos cinco anéis olímpicos, e, no tempo certo, eu vou contar tudo sobre a minha caminhada para o Rio.

* Artigo publicado originalmente no LET

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