Brasil amarga suas piores colocações no Mundial de Golfe por Equipes de todos os tempos

09/09/2018

45º lugar no masculino e 50º no feminino mostram como país ficou para trás no cenário mundial

Dinamarca conquista seu primeiro título mundial, tendo como destaque gêmeos idênticos de 17 anos. Fotos: USGA/Steven Gibbons

por: Ricardo Fonseca

 Apesar de excelente atuação de Lucas Park na rodada final, quando fez seis birdies, numa volta sem bogeys, para jogar 66 tacadas, seis abaixo do par, a melhor marca do dia no Montgomerie Course, o Brasil encerrou sua participação no Troféu Eisenhower, a competição masculina do Campeonato Mundial de Golfe por Equipes (WATC), jogada de 5 a 8 de setembro, em Carton House, perto de Dublin, na Irlanda, com sua pior colocação de todos os tempos. Na semana anterior, na competição feminina (WWATC) – o Troféu Espírito Santo -, no mesmo local, o Brasil já tinha amargado sua pior participação na história da competição ao terminar em 50º lugar (veja gráficos).

   continua abaixo dos gráficos…

Única equipe, além da dos Estados Unidos, a competir em todas as 31 edições do Troféu Eisenhower, por muito tempo considerada a verdadeira competição olímpica do golfe, o Brasil ficou aquém do que poderia ou do que seria um bom resultado. Ninguém sonhava com vitória ou um Top 10, mas já seria de comemorar se a equipe conseguisse “passar o corte”, ou seja, terminar os dois primeiros dias entre os 36 primeiros, a metade superior do placar, ganhando o direito de jogar no grupo dos melhores países, nas duas voltas finais.

Brasil – A equipe masculina do Brasil teve, além de Lucas, o gaúcho Herik Machado, o melhor brasileiro do ranking mundial, que estava treinando nos EUA e não competia havia dois meses, e o carioca Daniel Kenji Ishii. Eles eram, pela ordem, os três melhores do ranking nacional, quando da convocação do time. O gaúcho Andrey Xavier ultrapassou os três na última semana para ser o melhor brasileiro do ranking nacional, liderado pelo coreano Jinbo Há.

Tirando as atuações de Lucas, no primeiro dia, no O’Meara Course, onde jogou 73, o par do campo, e os 66 (-6) da rodada final, o outro único resultado do Brasil a se destacar foi o de Herik no terceiro dia, quando marcou 70 (-3), no O´Meara Course. Kenji não conseguiu jogar bem nenhum dia e não pontou para a equipe. O Brasil, que jogou no O’Meara course (par 73) no 1º e 3º dias, e no Montgomerie Course (par 72) no 3º e 4º, (O-M-O-M), terminou o torneio em 45º lugar, com 582 tacadas (+8).

Campeã – A Dinamarca conquistou seu primeiro título mundial ao somar 541 tacadas, 39 abaixo do par, comandada pelos gêmeos idênticos de 17 anos Nicolai Hojgaard, campeão amador europeu de 2018, e Rasmus Hojgaard. Em 2010, na Argentina, os dinamarqueses já haviam sido vice-campeões. Os EUA ficaram em segundo, com 542 (-38) e a Espanha em terceiro, com 544 (-36). No total, 42 equipes terminaram abaixo do par. Entre os sul-americanos, o Brasil só ficou à frente do Uruguai (53º). Argentina e Chile empataram em 18º lugar, Peru terminou em 43º e a Venezuela empatou com o Brasil em 45º.

Individualmente, Lucas ficou em 76º lugar, com 288 (73-75-74-66) tacadas (-2), seguido por Herik, em 106º, com 294 (75-76-70-73) tacadas (+4), e por Daniel Kenji Ishii em 173º, com 31 (77-77-77-80) tacadas (+21). Participaram 210 jogadores (outros cinco abandonaram o torneio no meio). O melhor resultado individual foi do espanhol Alejandro Del Rey, (O-M-M-O) com 267 (70-64-68-65) tacadas (-23), seguido pelo japonês Takumi Kanaya (M-O-M-O), com 268 (66-68-67-67) tacadas (-22). No total, 86 jogadores, incluindo Lucas, terminaram abaixo do par.

Desde o ano 2000, o Brasil não consegue terminar entre os Top 20, acumulando sete de suas piores colocações nas últimas dez edições, incluindo as três últimas. Desde que o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu, em 2009, pela volta do golfe aos Jogos Olímpicos, a partir do Rio 2016, o Brasil acumulou quatro de seus piores resultados, nas cinco edições do Mundial jogadas desde então. Antes de 2000, o Brasil nunca ficou fora dos Top 30 no Mundial e ainda foi medalha de bronze, em 1974. De 2000 em diante, só terminou uma vez entre os Top 30.

Feminino – Também não se cobrava muito da equipe feminina, que contava com a experiência da paulista Lauren Grinberg, da Barry University de Miami, que jogou ao lado Laura Caetano, de Brasília, e da estreante Fernanda Lacaz, do São Fernando, que substituiu a juvenil carioca Beatriz Junqueira, do Itanhangá, contundida. Mas torcia-se para que elas se superassem e conseguissem classificar o Brasil entre a metade superior da chave recorde de 57 países. Não deu.

   continua abaixo da foto …

O Brasil terminou em 50º lugar, entre 56 participantes, ao somar 629 tacadas, 49 acima, jogando na mesma ordem de campos do masculino (O-M-O-M). Os melhores resultados foram de Lauren, que jogou 74 (+1) no O’Meara Course e 73 (+1) no Montgomerie. Fernanda e Laura só quebram 80 uma vez cada. Fernando com um 79 (+6) no O’Meara, e Laura com 79 (+7) no Montgomerie.

Vitória – Os EUA, competindo com as melhores do mundo – Jennifer Kupcho, a número 1 do ranking; Lilia Vu (2) e Kristen Gillman (3) – sobram na turma, aumentando para 14 seu recorde de vitórias no WWATC, ao mesmo tempo em que colocavam fim a um jejum de 20 anos (não venciam desde 1998, no Chile). Os EUA, que não subiam ao pódio desde 2010, na Argentina, foram campeões com 551 tacadas, 29 abaixo do par.

O Japão ficou em segundo, com 561 (-19), seguido pela Coréia, que vencera três das quatro últimas competições do WATC (2010, 2012 e 2106), e ficou em terceiro, com 562 (-17). No total, 17 países terminaram abaixo do par. Paraguai, em 20º, foi o melhor sul-americano, seguido por Venezuela em 25º; Colômbia, em 29º; Argentina, em 30º; Peru, em 40º; Chile, em 42º e Uruguai, em 44º. O Brasil fechou a lista.

Brasil – Antes uma potência do golfe amador feminino mundial, com três colocações entre as dez primeiras, cinco entre as 15 melhores, e 13 entre as Top 20, incluindo o terceiro lugar em Portugal, em 1976, o Brasil não termina entre os 20 primeiros no Mundial Feminino desde 2000, quando foi 15º colocado. Desde 2010, a situação se agravou, com o time feminino do Brasil terminando 42º lugar na Argentina; 44º, em 2012, na Turquia; em 36º, em 2014, no Japão; em 36º, em 2016, no México; e agora em 50º, na Irlanda.

Nenhum das brasileiras terminou entre as Top 100 na chave de 167 jogadoras (mais três que abandonaram o jogo). Lauren, com 310 (74-84-79-73), 20 acima, ficou em 121º; Laura, com 321 (80-81-81-79), 31 acima, em 148º; e Fernanda, com 334 (88-84-79-83), 44 acima, em 153º. As melhores do torneio jogaram na sequência inversa da das brasileiras (M-O-M-O). A campeã individual foi a coreana Ayean Cho, com 273 (68-64-71-70), tacadas 17 abaixo, seguida pela americana Jennifer Kupcho, com 275 (70-65-71-69), que empatou em segundo com a japonesa Yuka Yasuda (65-67-72-71), ambas com 15 abaixo. No total, 29 jogadoras terminaram abaixo do par e mais cinco par.

Hole-in-one – O colombiano Esteban Restrepo fez o primeiro hole-in-one do Troféu Eisenhower desde 2010, ao usar um ferro 8 para embocar de primeira no buraco 7, de par 3, do O’Meara Course, na volta final. O próximo Mundial (32º masculino e 29º feminino) será jogado em Hong Kong, em 2020, no Old e no New Courses do Hong Kong Golf Club. O Mundial seguinte, em 2022, será jogado na França, no Le Golf National, sede da Ryder Cup deste ano, e no Golf de Saint-Nom-La-Bretèche, perto de Paris.

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