Cientistas fotografam pela primeira vez a “bola de golfe gigante” que orbita nosso Sol

13/02/2020

Asteroide com um sétimo do tamanho da Lua vive em colisões e é coberto por “dimples”

Pallas, o terceiro maior objeto do cinturão de esteroides, tem uma semelhança incrível com uma bola de golfe

por | Ricardo Fonseca

Por mais longe que os profissionais estejam batendo, a ponto de preocupar USGA e R&A, até esta semana acreditava-se que as duas bolas de golfe batidas pelo astronauta Alan Shepard, comandante da Apollo 14, dia 6 de fevereiro de 1971, na superfície da Lua, fossem as únicas que existiam fora de nosso planeta. A primeira se perdeu numa tacada ruim; a segunda, um slice da “banca” que Shepard descreveu ter voado “milhas e milhas” (200 jardas na verdade) parou dentro da cratera Fra Mauro.

Houve uma terceira bola de golfe no espaço, batida pela cosmonauta russo Mikhail Tyurin, dia 22 de novembro de 2006, durante uma missão do lado de fora da Estação Espacial Internacional, ação promocional de um fabricante de tacos canadense, a Element 21 (o escândio, mesmo material do revestimento externo da Estação), mas, segundo a revista New Scientist, com o decaimento da órbita, essa bola deve ter sido destruída na reentrada da Terra uma década atrás, antes de 2010.

Bola de Golfe – Mas, esta semana, a revista Nature Astronomy surpreendeu golfistas de todo o mundo ao publicar as primeiras fotografias do asteroide gigante Pallas, batizado em homenagem à deusa grega da Sabedoria, chamada Minervina pelos romanos. Terceiro maior objeto do cinturão de asteroides que orbita o Sol entre Marte e Júpiter (tem 544 km de diâmetro), Pallas é bem veloz, com período orbital de 4,62 anos, tempo que demora para dar uma volta completa no Sol.

Além de rápido, Pallas tem uma trajetória bem inclinada em relação aos vários milhões de asteroides do cinturão e vai se chocando com vários deles, provocando impactos de alta velocidade. Isso criou em sua superfície o que lembra os dimples de uma bola de golfe, na verdade crateras com 30 km ou mais cada. Dimples que lhe renderam o apelido de “Bola de Golfe”, após a divulgação dessas imagens feitas entre 2017 e 2019 pelo Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, quando ele se encontrava na máxima aproximação da Terra.

Descoberta – Pallas foi visto pela primeira vez em março de 1802 pelo astrônomo alemão Heinrich Wilhelm Matthäus Olbers, que na verdade procurava por Ceres, o maior e o primeiro asteroide a ser descoberto, um ano antes. O paládio (Pd), metal de número atômico 46, foi batizado por seu descobridor, William Hyde Wollaston, em julho de 1802, em homenagem ao asteroide Pallas, descoberto meses antes. Em 2006, Pallas, por ter formato esférico, foi promovido a “planeta anão”, na mesma redefinição de corpos celeste que rebaixou a “planeta anão” Plutão, que fica em outro cinturão, o de Kuiper, além da órbita de Netuno.

Hoje, Pallas é o maior objeto da “Família Pallas, batizada pelo astrônomo japonês Kiyotsugu Hirayama, que em 1917 descobriu vários corpos com movimentos semelhantes ao da “Bola de Golfe, ou seja, afélios (ponto de órbita mais afastado do Sol) e uma inclinação orbital relativamente elevada ao plano da eclíptica. Michael Marsset, pós-doutorando do MIT e principal autor do artigo da Nature Astronomy desta semana, diz que nunca se viu um objeto mais craterado do que Pallas, que teria inclusive um satélite próprio (a confirmar), com 1 km de diâmetro.

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