Colômbia dá o exemplo e libera medidores de distância para amadores

03/04/2014

Medida segue o que R&A e USGA já adotam em suas competições de alto rendimento

 

Depois do R&A e a USGA darem o exemplo, Colômbia adota inovação nas Regras do Golfe

por: Ricardo Fonseca

Depois que o R&A e a USGA anunciaram, em janeiro, que suas principais competições amadoras de 2014 em diante, incluindo o US Amateur e o British Amateur, dois dos majors do golfe mundial, poderiam ser jogados com o uso de medidores de distância, a Colômbia, que tem um dos golfes mais fortes do continente sul-americano, decidiu fazer o mesmo autorizando, a partir de 1º de abril (e não é pegadinha), o uso desses aparelhos em todas as suas competições amadoras de alto rendimento.

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A Federação Colombiana de Golfe soltou um circular para todos os seus filiados anunciando a medida, que se baseia na Nota da Regra 14-3 (Dispositivos Artificiais, equipamentos incomuns e uso incomum de equipamento, que diz: “A Comissão pode, através de uma Regra Local, permitir o uso de equipamentos com a finalidade exclusiva de medir ou aferir distancias”. Essa regra existe desde 2008, mas só agora, quando o uso desses aparelhos já se tornou bastante comum, inclusive para fins de handicap, é que começa a ser adotada para valer em todo o mundo.

É importante observar que só se pode usar equipamentos para medir distância e a aparelhos mistos ou outros que meçam inclinação do terreno, velocidade do vento e até temperatura (sabe-se lá por que, já que costuma haver termômetros em muitas sedes e casas de starters) continuam proibidos. Se um jogador, numa volta estipulado usar um aparelho que meça esses outros parâmetros, ele será desclassificado.

CBGNo Brasil, ainda não se tem uma posição oficial a respeito da liberação de medidores de distância nem para as competições amadoras de alto rendimento, nem para as profissionais do CBG Pro Tour. Nico Barcellos, diretor técnico da Confederação Brasileira de Golfe, comentou informalmente num grupo de discussão dobre Regras, no Facebook, que é a favor de adotar e medida, pois o jogo fica mais rápido. “O grande problema é que nem todos terão acesso (aos equipamentos), pois é caro, e não há no Brasil onde comprar”, ponderou na ocasião. “Já comentei com Nigel (Wynn-Jones) e John (Byers) – os dois são árbitros internacionais – e eles tem a mesma opinião: só liberar se todos tiverem acesso”.

Barcellos lembra que os clubes podem liberar os medidores de torneios para seus torneios internos “São Paulo já faz isso há anos e as Federações podem liberar para os eventos que não sejam do ranking nacional ou mundial”, diz.

A favor – Leonardo Conrado, que foi o amador número 1 do Brasil em 2013, não aceita esse argumento. “Nos EUA este aparelho custa a partir de uns 250-300 dólares”, lembra, também nesse grupo de discussão. “Assim como todos os materiais vem de lá, este também e praticamente todos os jogadores que conheço e que disputam o Ranking Nacional já possuem um”, argumenta. “Acho que não haverá jogadores prejudicados, até porque quem não tem o dispositivo, saberá que em determinado torneio estará liberado e pedirá emprestado para um amigo que o tenha”.

O profissional Steve Bergner, professor de Rafa Becker, também é a favor da liberação. “Os range finders continuam sem liberação em apenas quatro torneios do R&A e da USGA: British Open, US Open, US Women`s Open e US Senior Open, que são a exceção”, lembra. Quanto à falta de acesso, ele faz uma comparação. “O range finder é apenas um equipamento, igual a um taco. Se eu trouxer um driver novo que ainda não está a venda no Brasil, vou ser impedido de jogar com ele?”, indaga.

 

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