Com 11º lugar no México, Rodrigo Lee salva semana triste do golfe profissional brasileiro

12/09/2016

Dos sete jogadores em atividade no circuito mundial, paulista foi o único a passar o corte

 

Rodrigo Lee: salvando a pátria esta semana, num triste legado pós-olímpico para o golfe profissional

por Ricardo Fonseca

O legado pós-olímpico do golfe profissional brasileiro vem sendo um dos piores possíveis, com a categoria sofrendo uma de suas maiores crises, dentro e fora do país. O fim dos grandes torneios profissionais no país – restaram apenas dois mini-tours – e a falta de patrocinadores, não só estão impedindo a renovação da categoria, como ainda tem se refletido em resultados preocupantes no circuito mundial, onde Lucas Lee, que era nosso único jogador no PGA Tour, não só perdeu o cartão como ainda não tem circuito para jogar em 2017.

Uma triste mostra das dificuldades do golfe profissional brasileiro no exterior, aconteceu na semana encerrada neste domingo, quando dos sete jogadores em atividade no circuito internacional, apenas Rodrigo Lee passou o corte. Mesmo jogando apenas uma volta abaixo do par, o profissional paulista foi o 11º colocado no San Luis Championship, do PGA Tour Latinoamérica, no México, onde seus companheiros Daniel Stapff, do Paraná, e Rafa Becker, de São Paulo, não passaram o corte.

PGA Tour LA – Rodrigo, que somou 284 (69-73-71-71) tacadas, quatro abaixo do par, e ficou a duas tacadas de pontuar para o ranking mundial de golfe ganhou US$ 4,2 mil, o suficiente para subir para o 44º lugar do ranking do circuito, com US$ 12,4 mil ganhos em nove torneios, e melhorar um pouco sua posição como o único brasileiro entre os Top 60, a zona de manutenção do cartão para 2017.

Os outros dois brasileiros do circuito – Daniel Stapff e Rafa Becker – não tiveram a mesma sorte. Stapff jogou voltas de 76 e 75 tacadas, para somar 151 e não passar o corte por três tacadas. Becker marcou 81 e 74, somou 155 e ficou fora do final de semana por sete. Stapff caiu para 96º do ranking do PGA Tour LA, com US$ 4,3 mil ganhos em oito torneios, enquanto Becker é o 100º da lista, com US$ 4 mil ganhos em cinco campeonatos. O título ficou para o americano Nathan Lashley, que venceu um quádruplo playoff contra os colombianos Andres Echavarria e David Vanegas, e o americano Robert Rohanna, após empate em sete abaixo.

Web.com Tour – Quem também não passou o corte foi Alexandre Rocha, que depois de fazer um birdie no último buraco do último torneio da temporada regular para manter seu cartão para a temporada de 2017 do Web.com Tour, começou esta semana a disputa dos quatro torneios dos Finals, onde estão em jogo 25 cartões para o PGA Tour. Rocha, que além de Rodrigo, é, por enquanto, o único brasileiro com cartão para o circuito mundial de 2017, tem agora apenas três torneios para manter vivo seu sonho de voltar ao PGA Tour.

Rocha jogou 72 e 73, cinco acima no total, no Canterbury Golf Club, no Ohio, para ficar fora das rodadas finais do DAP Championship, por cinco tacadas. Dos ex-jogadores do PGA Tour que se juntaram aos do Web.com Tour para disputar os 25 cartões, 55 ganharam algum dinheiro na etapa. Rocha e os demais não.

O título ficou para o americano Bryson DeChambeau, melhor amador do Masters, que perdeu seu cartão do PGA Tour e deu um grande passo para recuperá-lo. DeChambeau venceu um quádruplo playoff contra os americanos Andres Gonzales e Nicholas Lindheim e o argentino Julian Etulain, após empate em sete abaixo nos 72 buracos regulares.

Feminino – Quem também não passou o corte foram as duas jogadoras olímpicas do Brasil – Miriam Nagl e Victoria Lovelady, que disputaram o European Masters, do Tour Europeu Feminino (LET), no Golf Club Hubbelrath, na Alemanha. O torneio foi ganho pela coreana In-Kyung Kim, com 271 tacadas, 17 abaixo, com a espanhola Belen Mozo em segundo, com 12 abaixo, seguida pela sueca Camilla Lennarth e pela alemã Sangra Gal, com 11 abaixo.

Miriam, que vinha classificada até perto do final da segundo rodada, fez três bogeys nos cinco últimos buracos, para jogar 74 e 76, seis acima do par, e terminar em 79º lugar ficar fora das finais por duas. Lovelady estourou no primeiro dia e mesmo melhorando no segundo somou 155 (81-74), 11 acima, para ser a 123ª colocada e não passar o corte por sete. Lovelady é agora a 68ª do ranking e Miriam a 80º, no limite para manter o cartão para 2017.

Outra a tropeçar esta semana foi Luciane Lee, que jogar sua segundo temporada no Symetra Tour, o circuito de acesso ao LPGA Tour. Ela disputou p Garden City Charity Classic de Buffalo Dunes, em Garden Coty, no Kansas. A profissional paulista, irmã de Lucas Lee, jogou 73 e 83 para somar 12 acima e perder o corte por seis tacadas. Venceu a americana Dana Finkelstein, com 11 abaixo do par.

Brasil – A semana também começa triste no Brasil para o profissionais locais, que pela primeira vez em décadas verão o Aberto do Arujá, esta semana, não ter competição profissional. O único torneio grande jogado em 2016 no país até agora foi o Aberto do PL.

Com o fim do CBG Pro Tour, que deixou de existir este ano, restaram aos profissionais brasileiros apenas dois circuitos pequenos, onde casam o dinheiro do prêmio para permanecer em atividade: o Mini Tour Profissional de Golfe, com eventos de dois dias, e o Golf Pro Tour, com eventos de um dia. O Bratour – Tour Brasileiro de Profissionais de Golfe, da PGA do Brasil, que reuniria eventos do clubes, até agora só teve o torneio do PL.

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