Com patrocínio de empresa banida dos EUA, Haotong Li é o primeiro chinês a liderar um major

08/08/2020

Tiger, McIlroy e o nº 1 Thomas sofreram para passar o corte do PGA Championship

WeChat é o principal patrocinador de Haotong Li, chinês que está fazendo história na América

por | Ricardo Fonseca

Na noite de quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ordens executivas para banir, em 45 dias, dois aplicativos de mídias sociais chinesas do país – o WeChat e o TikTok –, em sua guerra comercial, política e propagandística contra a China. Mas, apenas um dia depois, teve que engolir, justo em seu esporte predileto e no maior evento da PGA of America, o sorridente Haotong Li, de 25 anos, com o logo do WeChat, seu principal patrocinador, estampado em seu boné, tornar-se o primeiro chinês da história a liderar qualquer rodada de qualquer major.

Veja, abaixo, o draw deste sábado e horário da YV

Depois de estrear, na quinta-feira, com quatro birdies e um único bogey-4 no 17, onde errou o green, Haotong Li jogou 65 nesta sexta, 7 de agosto, numa volta sem bogey, para chegar à metade do PGA Championship, no TPG Harding Park, em São Francisco, na Califórnia, liderando por duas tacadas o mais forte grupo de jogadores em um torneio de 2020. Li soma 132 (67-65) tacadas, oito abaixo do par, contra seis abaixo de seis jogadores empatados em segundo lugar, entre eles o também improvável francês Mike Lorenzo-Vera.

Atenção – Haotong Li, 114º do ranking mundial de golfe (OWGR) chamou a atenção do mundo do golfe pela primeira vez, há três anos, quando jogou 63 na volta final do British Open de 2017, para terminar em terceiro lugar Royal Birkdale em seu melhor resultado de um major. Apenas outros cinco jogadores já marcaram 63 na volta final de um major. LI, que começou a carreira no PGA Tour China, já tem quatro títulos profissionais, dois deles no Tour Europeu, o último no Dubai Desert Classic de 2018, onde bateu Rory McIlroy por uma tacada.

Li estava na China quando a pandemia de Covid-19 parou o golfe. Ele só voltou aos EUA há três semanas, para não passar o corte no Memorial. Na semana passada, no WGC Invitational, terminou em 75º entre os 78 jogadores do torneio da série mundial. Mas se sentia em casa, depois de rapidamente ter feito muitos amigos no circuito, com sua personalidade extrovertida, sorriso fácil e um jogo agressivo, sempre para a bandeira.

Está certo que pouco mais da metade dos jogadores acertaram as raias nesta sexta-feira, num dia de condições muito difíceis no Harding Par e seu majestosos Ciprestes. Mas ver Li, que acertou apenas quatro das raias liderar, foi uma grande surpresa. Ainda mais quando o pelotão deste sábado teve Lorenzo-Vera ao lado de Li até o francês fazer seu único bogey do dia no 18, e isso com um putt de cinco metros.

Tiger – Muito distante de Li, a ponto de provavelmente terminar de jogar bem antes de Li entrar em campo, vem Tiger Woods. De nada adiantou testar e trocar de putter, Woods foi apenas o 131º sobre os greens entre 156 jogadores e esteve na linha de corte até quase o final, antes de um birdie redentor no 16 seu segundo de um dia onde fez quatro bogeys. Terminou com 140 (68-72), o par do campo, em 44º lugar, apenas uma tacada à frente de 20 jogadores que passaram o corte raspando, com uma acima.

Jogar mal não foi privilégio de Tiger que viu seus parceiros de jogo sofrendo a seu lado. McIlroy, 31º com 139 (70-69), uma abaixo, até parecia que ia se redimir da estreia e se colocar perto do topo do placas depois de fazer quatro birdies seguidos, do 7 ao 19, antes de fazer um triplo bogey-7 no 12, onde deu três putts depois de errar as três primeiras tacadas e entre com a quarta. Justin Thomas, reestreando como número 1 do mundo, fez bogey no 12 e duplo bogey, seu terceiro da semana, no 13 para passar o corte raspando com 141 (71-70) tacadas, depois de salvar o par no 18.

Destaques – entre os vice-líderes famosos está Brooks Koepka, duplo defensor do título do PGA Championship, que fez birdie no 18 para somar 134 (66-68), seis abaixo. Ele divide o posto com os ingleses Tommy Fleetwood (70-64), que fez a melhor volta do dia, e Justin Rose (66-68), o australiano Jason Day (65-67), o francês Mike Lorenzo-Vera (66-68) e o americano Daniel Berger (67-67). Os 24 primeiros do placar estão separados por cinco tacadas.

Entre os que não passaram o corte estão Rickie Fowler, que errou de menos de um palmo para dar três putts no 6, seu 15º buraco do dia, fazer duplo bogey e ficar fora do final de semana com (73-69), duas acima; e Cameron Tringale (73-68), uma acima, o suficiente para jogar no final de semana, mas que se desclassificou de seu primeiro major em quatro anos ao perceber, durante o lanche, que tinha assinado o cartão errado – marcou par no lugar de bogey – no buraco 8 (Regra 3.3b-3). O pior que é a segunda vez que ele faz isso em majors, tendo sido desclassificado pelo mesmo motivo no PGA Championship de 2014, em Valhalla.

Outra vítima da rodada desta sexta-feira foi Jay Monahan, comissário do PGA Tour, uma das raras pessoas em campo, uma vez que o público continua proibido nos torneios de golfe. Distraído, ele foi atingido por uma bola errante após um drive de Matt Fitzpatrick, que o atingiu no ombro, sem outros danos, a não ser no ego.

Horários – Abaixo, os horários de saída deste sábado, com a ESPN 2 transmitindo ao vivo a partir das 12 horas, provavelmente até quase meia noite. Para os horários do Brasil (BRT) acrescentar quatro horas. O Golf.TV não está mostrando esse torneio no Brasil.

 

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