De volta ao passado: Tour Europeu prepara a maior revolução da história moderna do golfe

04/02/2016

Campeonatos de 12 buracos, como em St. Andrews até 1764, e fusão com Tour Asiático podem vir em 2017

 

Pelley: executivo com ideias revolucionárias para adequar o golfe ao século 21. Foto: reprodução TV

por: Ricardo Fonseca

Se você estranhou o Tour Europeu liberar o uso de bermudas para seus profissionais nas voltas de treino e Pro-Ams, estudando fazer o mesmo, em breve, para os dias de jogos, vai se surpreender com o que ainda vem por aí. Decidido a virar um jogo que vem sendo perdido e tornar o golfe mais atrativo para as novas gerações e mais adequado às demandas de tempo da vida moderna, Keith Pelley, que desde abril passado é o comissário e executivo-chefe do Tour Europeu, quer fazer o golfe voltar 250 anos no tempo para modernizá-lo.

Em uma longa entrevista para o programa Living Golf, da CNN, o executivo canadense de 52 anos, que revolucionou a mídia e o esporte do seu país quando presidiu a Canadian Football League, o consórcio responsável pelas transmissões do Jogos de Inverno de 2010, e a Rogers Media, subsidiária da Rogers Communications, a gigante canadense dos meios de comunicação, quer agora fazer o mesmo no Tour Europeu, começando em 2017.

Transformação – Baseado em estudos recentes que sugerem que a tradicional forma de jogar golfe é incompatível com a vida moderna, o que levou a participação no esporte a um declínio, Pelley aprofundou-se no assunto com novas pesquisas e acredita que o interesse pelo esporte não está em queda livre, mas sim em transformação. Uma das soluções apresentadas por Pelley é “voltar 250 anos no passado e reduzir de 18 para 12 buracos o jogo de golfe”.

Antes de tratá-lo como herege, veja os argumentos de Pelley. “As pessoas dizem que nós somos a Indústria do Golfe. Sim, somos a Indústria do Golfe, mas também uma Indústria de Negócios e uma Indústria de Entretenimento”, afirma o executivo. “O golfe é a nossa plataforma para a Indústria do Entretenimento onde nossos jogadores são nossas estrelas e apoiá-los e torná-los estrelas ainda maiores é o ponto decisivo para crescer” diz Pelley. “Nós só vamos crescer se crescermos com eles”.

Demanda – “É cada vez mais claro que a forma tradicional de jogar golfe em 18 buracos está em declínio, mas a participação no golfe está crescendo, e muito, em outros aspectos, como o golfe de aventura, o golfe de turismo, e na participação em driving ranges e campos de pitch e putt”, argumenta Pelley. “No geral, a participação no golfe – acredito piamente – é bastante forte e há demanda pelo esporte de uma forma ampla.”

O que Pelley quer agora é transformar o Tour Europeu em uma alternativa viável para o muito mais lucrativo PGA Tour dos EUA, valorizando o que a Europa tem de mais forte: seus jogadores. E ele quer fazer isso com mais torneios, maiores prêmios e maior exposição e interesse para ambos, jogadores e torcedores. Pelley acredita que essa revolução tem que vir já, mas com 2016 comprometido com a volta do golfe os Jogos Olímpicos e a Ryder Cup e a World Cup, ele pretende que esta seja uma temporada para consolidar as ideias e começar a transformar o circuito em 2017.

Elite – Para começar, Pelley quer que a elite de jogadores da Europa que hoje passa grande parte da temporada jogando nos EUA, dê preferência a seu próprio continente. “No final das contas, esse jogadores são uma elite internacional e assim devem ser tratados, com mais torneios, campos perfeitos, acomodação de alto nível e tratamento que eles merecem”.

Pelley também tem bem claro que o lugar do mundo onde o golfe mais cresce é na Ásia, e portanto pretende retomar as negociações para a fusão dos dois circuitos, o Europeu e o Asiático, que são o segundo e terceiro maiores do mundo, e, com isso, criar um único circuito tão grande quando o americano, mas diferente em sua modernidade e valorização dos profissionais.

De volta ao futuro – “Em resumo, se você quer crescer tem que entender as novas gerações, aproximar-se delas, oferecer o que elas querem e tê-las a seu lado desde muito cedo, de forma a engajá-las definitivamente para que caminhem a seu lado”, diz Pelley. Na verdade, ao olhar para o passado, o que ele quer mesmo é levar o golfe de volta a seu futuro. É esperar para ver.

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