Fred Biondi vai ser o quinto brasileiro a jogar no US Open, um dos quatro majors do golfe mundial

07/06/2022

Paulista de Universidade da Flórida é o primeiro amador e terceiro jogador do país a se classificar via seletivas

por | Ricardo Fonseca

Fred Biondi foi dormir em quarto lugar nas seletivas finais do The Club at Admiral’s Cove, na Flórida, para o US Open, onde 70 jogadores disputavam quatro vagas, mas teve que esperar até a manhã desta terça-feira, quando o jogo suspenso ao anoitecer foi concluído e os dois únicos jogadores que poderiam ameaçar o brasileiro, não conseguiram empatar com ele.

Biondi, que começou a carreira no São Paulo Golf Club, antes de mudar para os EUA, onde hoje defende a equipe de golfe dos Gators, da Universidade da Flórida, somou 139 (70-67) tacadas, três abaixo do par, para ficar com a quarta e última vaga da seletiva e agora vai defender o Brasil de 16 a 19 de junho, no US Open, que vai ser jogado no The Country Club, em Brookline, Massachusetts.

Melhor volta – Biondi havia feito três bogeys e dois birdies na primeira volta, para jogar 72, uma acima, e ficar distante da linha de corte. Mas na segunda rodada ele fez quatro birdies, numa volta sem bogeys, para conseguir o maior feito de sua carreira até agora. Sua volta de 67 tacadas (-4) foi a melhor da segunda rodada, só igualada por Rickie Fowler.

As outras vagas da seletiva ficaram para o americano Ryan Gerard (66-71) e para o escocês Sean Jacklin (66-71), que somaram 137 tacadas e foram medalhistas com cinco abaixo, e para o americano Keith Greene, que ficou em terceiro, com 138 (70-68), quatro abaixo. Quatro jogadores empataram em quinto, com 140 (-2), a uma tacada de forçar um playoff contra o brasileiro para a vaga final, entre eles Rickie Fowler, que terminou com 67 (-4) depois de errar um putt curto no 18.

Feitos – Biondi é hoje o brasileiro mais bem colocado no ranking mundial amador de golfe (WAGR), e o melhor sul-americano, na 48ª colocação, com resultados excepcionais desde que venceu o Florida Amateur Championship, em junho de 2021. Fred abriu 2022 sendo vice-campeão do LAAC (Latin America Amateur Championship), a uma tacada do campeão e da vaga para jogar no Masters, no The Open e de entrar direto na seletiva final para o US Open. Depois, venceu dois torneios e foi duas vezes vice-campeão pelos Gators.

O brasileiro acaba de ser eleito para o Division I Ping First Team All-America, em votos da Golf Coaches Association of America (GCAA). Biondi foi ainda o número 1 da classificação da Golfstat Cup, e quinto melhor, entre todos, pela Golfweek, e oitavo, pela GolfStat, por sua atuação na temporada. Fred foi ainda Top 20 na classificação individual do National Championships, ajudando os Gators a chegar muito perto dos Top 8 que se classificaram para o Match Play que definiu o campeão da temporada da NCAA.

História – Até hoje apenas quatro brasileiros conseguiram participar do US Open. Os primeiros foram o mestre Mario Gonzalez e Walter Ratto, do Gávea, que jogaram, ainda como amadores, no US Open de 1941, como convidados, a pedido do presidente-golfista Getúlio Vargas, já que um temporal no Caribe atrasou o navio em que viajavam e impediu que eles jogassem a seletiva. Mário somou 158 tacadas nos dois primeiros dias e não passou o corte por duas. Ratto somou 190.

Depois deles, o Brasil só voltou ao US Open 67 anos depois, com o carioca Philippe Gasnier, que, em 2008, tornou-se o primeiro profissional brasileiro a se classificar para o US Open através das seletivas. Gasnier jogou em Torrey Pines, num ano especial, com Tiger Woods, conquistando o seu 14º major num playoff em 18 buracos, na segunda-feira, com uma fratura na perna. Gasnier somou 161 (86-75) tacadas e não passou o corte, que ficou em 149.

Primeiro corte – Coube a Alexandre Rocha, o segundo profissional brasileiro a se classificar para esse major através das seletivas, a honra de se tornar o primeiro representante do país a passar o corte num US Open. O feito de Rocha foi em 2011, no Congressional Country Club, em Bethesda, Maryland, ao lado de Washington. Rocha somou 297 (69-76-76-76) tacadas, 13 acima, para empatar em 68º lugar e ganhar US$ 17.178. Foi mais um ano memorável, com Rory McIlroy vencendo seu primeiro major com 16 tacadas abaixo do par e oito de vantagem sobre o segundo colocado.

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