Golfe 2016: Brendon de Jonge desiste de jogar no Rio para tentar manter o cartão do PGA Tour

06/07/2016

Desta vez a culpa não foi do Zica, e sim dos dirigentes, que agendaram três torneios junto com a Olimpíada

 

De Jonge: negócios e seu futuro no golfe em primeiro lugar. e Villegas pode fazer o mesmo

por: Ricardo Fonseca

Brendon de Jonge, que seria o único golfista do Zimbábue nos Jogos do Rio 2016, tornou-se o 12º jogador da elite do golfe mundial a desistir de participar da Olímpiada, dentro de um mês. Desta vez, a culpa não é o medo do Zica vírus, motivo alegado pela maioria dos desistentes, e sim dos dirigentes do PGA Tour, que apesar de terem sete anos para se preparar para este momento, não conseguiram manejar seu calendário para acomodar o golfe olímpico, e marcaram competições para a mesmo semana do Rio 2016.

Se o John Deere Classic, que vai ser jogado nos mesmos dias do golfe masculino nos Jogos Olímpicos – 11 a 14 de agosto – não é importante para a maioria dos profissionais de ponta, no caso de Brendon de Jonge – e do colombiano Camilo Villegas, que já avisou que os Jogos do Rio subiram no telhado – a competição será fundamental para os que precisam manter seu cartão do PGA Tour, sob o risco de não ter onde jogar no ano seguinte.

Trombada – Brendon de Jonge é o número 160 no ranking da FedexCup – Camilo é o 141º – e apenas os 125 primeiros no final da terceira semana de agosto, quando acaba a temporada regular do PGA Tour, manterão seu cartão do circuito mais importante e bem pago do mundo. “Foi uma decisão estritamente profissional” revela De Jonge, que terá, apenas cinco torneios para recuperar os postos que faltam para não só manter o seu cartão, como para jogar os quatro torneios dos Playoffs da Fedex Cup, no final de agosto e setembro.

“Para competir no Rio significaria perder o Travelers Championship, que termina um dia após a cerimônia de abertura dos Jogos do Rio, o John Deere Classic, que será disputado nas mesmas datas, e eu ainda teria que viajar do Rio para a Carolina do Norte na segunda-feira, para jogar todas as minhas fichas no Wyndham Championship, o torneio final de classificação, que começa na quinta-feira seguinte” explica.

De Jonge é o 12º de 60 jogadores a desistir de viajar para os Jogos do Rio, que marcam a volta do golfe após 112 anos de ausência na maior competição esportiva do mundo, mas o primeiro a citar essa absurda trombada de calendário. Sete outros, incluindo o australiano Jason Day, número 1 do mundo, e o irlandês Rory McIlroy, o número 4, alegaram, medo do Zica para não vir ao Brasil.

Substitutos – Sem De Jonge, o Zimbábue não terá mais representantes nos Jogos do Rio, assim como Fiji, que teve Vijay Sing, o único do país classificado, como o primeiro a desistir de jogar no Rio. Scott Vincent ainda tem uma última chance de jogar pelo Zimbábue mas vai precisar vencer o torneio do Mackenzie Tour, no Canada, esta semana, que é a última antes da definição do ranking final para a Olimpíada.

A saída de De Jonge, 319º do mundo, depois de uma temporada ruim, onde passou apenas quatro cortes em 15 torneios, foi a primeira a fazer o fim da fila olímpica andar. Sua vaga, por enquanto, fica para Lin Wen-Tang, 335º do mundo, como o segundo jogador de Taiwan entre os 60 do ranking olímpico.

Culpados – É lamentável que sete anos depois de o golfe ter sido votado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para voltar a integrar os Jogos Olímpicos, em 2009, os dirigentes do golfe mundial, sobretudo os do PGA Tour, não tenham conseguido ajustar seu calendário para que os três torneios finais de sua temporada regular não coincidissem com os Jogos do Rio. Nem conseguido uma forma de impedir que os três majors finais da temporada fossem jogados em apenas sete semanas. Isso sem falar em antecipar o Bridgestone, da série mundial, para a mesma semana do 100º Open de France o que levou o Tour Europeu a protestar e excluir o torneio do Firestone, que reuniu apenas 60 jogadores, de seu calendário.

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