Golfe 2016: Jordan Spieth abandona Jogos do Rio 2016, que não terá os Top 4 do mundo

11/07/2016

O coreano KT Kim, 41 do mundo, e o francês Victor Dubuisson, 78º, aumentam desistências para 17

 

Jordan Spieth dá tiro de misericórdia no golfe olímpico, apesar de sete dos Top 15 ainda não terem abandonado o barco

por Ricardo Fonseca

Poucos minutos depois da Federação Internacional de Golfe (IGF) publicar, já com atraso, a lista final do ranking olímpico para os Jogos do Rio 2016, mais três jogadores anunciaram que também não virão ao Brasil, com destaque para o Jordan Spieth, número 2 do mundo, o segundo americano a abandonar o barco. Desta forma, a primeira competição de golfe olímpica após 112 anos não terá os quatro melhores do mundo – Jason Day (AUS), Dustin Johnson e Spieth (EUA) e Rory McIlroy (IRL) – todos alegando a desculpa padrão: medo do Zica vírus, por causa de jovens esposas que querem ter filhos em breve.

Aproveitando os holofotes voltados para Spieth, que este ano já venceu dois torneios, foi vice em dois, incluindo o Masters, e acaba de ser terceiro colocado no Bridgestone, o coreano KT Kim, 41º do mundo, e o francês Victor Dubuisson, 78º, também se juntaram os que parecem estar querendo enterrar qualquer chance de o golfe permanecer olímpico depois de 2020. Já são 17 as desistências entre os homens e uma entre as mulheres.

Falta de respeito – Mais do que desistir dos Jogos do Rio – Spieth já avisara que havia subido no telhado – o que é um direito de qualquer atleta, por mais mal ajambrada que seja a desculpa, há de se lamentar e criticar esses três elementos por terem esperado a publicação do ranking olímpico “definitivo”, nesta segundo, para avisar que não jogariam. Uma repercussão negativa extra e desnecessária que macula o golfe ainda mais e o caráter de quem não teve o respeito com a IGF e com os torcedores, para comunicar com antecedência. Indesculpável.

Spieth, segundo americano a desistir, será substituído por Matt Kuchar, número 15 do mundo, e defenderá os EUA ao lado de Bubba Watson (5º do ranking mundial de golfe), Rickie Fowler (7º) e Patrick Reed (13º). Se mais um desses americanos não jogar, os EUA terão direito a apenas três jogadores no Brasil e abre-se uma vaga para o primeiro reserva geral. O coreano KT Kim, segundo de seu país, será substituído por Jeunghun Wang, 76º do mundo, que jogará juntamente com Byeong Hun An, o 31º; Já Dubuisson, 78º e melhor francês do ranking, terá Julien Quesne, 123º, que jogará ao lado de Gregory Bourdy, o 112º.

Desculpas e realidade – O Zica vírus, a segurança no Rio de Janeiro e a crise política do Brasil, com o afastamento da presidenta eleita e vice como interino repercutem fortemente nos jornais das tevês internacionais, numa dimensão que só quem assiste a alguns deles diariamente pode calcular. Mas é o calendário internacional apertado, onde se abriu com má vontade uma janela para o golfe olímpico entre oito das competições mais importantes do ano, o real motivo de todos.

Com o British Open desta semana e o PGA Championship dentro de mais duas, serão três majors em sete semanas, seguidos do golfe olímpico, de quatro torneios dos Playoffs do PGA Tour, onde estará em jogo o destino de US$ 75 milhões entre prêmios e bônus, e a Ryder Cup, única competição sem dinheiro em jogo que rende dividendos para os profissionais.

Dirigentes são os maiores culpados – Até a turma do fim da fila foi prejudicada uma vez que o PGA Tour marcou um torneio oficial de golfe para a mesma semana – acreditem – do golfe olímpico. O colombiano Camilo Villegas é um dos que deve abdicar de vir ao Rio e jogar nos EUA para defender o cartão para a próxima temporada, que por enquanto ele vai perdendo. É isso ou ficar sem emprego no ano seguinte.

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