Golfe do Brasil está fora dos Jogos de Tóquio. Lista masculina será definida esta semana

15/06/2021

Corrida olímpica feminina só termina na semana que vem. Golfe começa dia 19 de julho

Campo Olímpico do Japão para os Jogos de Tóquio: foto: Kasumigaseki Country Club

por| Ricardo Fonseca

Embora a corrida olímpica ainda não tenha terminado, o Brasil não conseguirá classificar nenhum golfista para os Jogos de Tóquio, que terão sua cerimônia de abertura no dia 23 de julho, uma sexta-feira, no Olympic Stadium, das 20 horas às 23 horas locais (JST), ou das 8 horas às 11 horas pela hora oficial do Brasil (BRT). As competições de golfe serão jogadas em suas semanas consecutivas, sendo a masculina de 29 de julho a 1º de agosto, quinta-feira a domingo, e a feminina de 4 a 7 de agosto, quarta-feira a sábado. Todos os jogos serão no Kasumigaseki Country Club, a partir das 7h30 JST, ou 19h30 BRT do dia anterior.

A situação do golfe brasileiro no cenário internacional é bem diferente hoje do que foi em 2016, quando o golfe voltou a ser esporte olímpico, após 112 anos ausência, participando com grande sucesso dos Jogos do Rio. Daquela vez, o Brasil classificou três golfistas: Adilson da Silva, para a chave masculina, e Miriam Nagl e Vitória Lovelady, para a feminina. Todos os três entraram por mérito próprio, por ranking, sem necessidade de contar com a vaga oferecida ao país sede, caso nenhum atleta se classificasse.

Corrida Olímpica – A fase de classificação para aos Jogos de Tóquio, que duraria dois anos, foi estendida para três anos, por causa do adiamento das competições de 2020 para 2021, devido à pandemia de Covid-19. Assim, para os homens valem os pontos acumulados no ranking mundial (OWGR) de 1º de julho de 2018 a 21 de junho de 2021 (ou seja, até torneios jogados nesta semana); e para as mulheres os pontos do Rolex Ranking de 8 de julho de 2018 a 28 de junho de 2021 (incluirá ainda jogos da semana que vem). Em ambos os casos, valerão os pontos da semana mesmo que os campeonatos terminem, com atraso, até o dia seguinte. Se passar disso, não valem.

Tanto a chave masculina como a feminina terão 60 jogadores, assim classificados: os 15 primeiros da corrida olímpica, com limite de quatro por país. E os golfistas necessários para completar 60 jogadores, agora com limite de dois por país. Esse limite está permitindo que jogadores perto da 300ª colocação do OWGR, e da 400ª no Rolex Ranking, se classifiquem para os jogos. O Japão tem vários atletas de ponta, não depende da vaga para o país sede e terá dois golfistas em cada chave.

Brasileiros – A maior esperança de ter um golfista brasileiro nos Jogos de Tóquio era mais uma vez Adilson da Silva, hoje com 49 anos. Adilson esteve entre os 60 primeiros do ranking olímpico até o começo da pandemia, apareceu como reserva ainda por um bom tempo, mas como seu principal circuito, o Tour Asiático, ficou muito tempo sem competições por causa da pandemia (retornou recentemente, com poucos eventos), não teve onde buscar os pontos necessários. Seu outro circuito, o Sunshine Tour sul-africano, também foi abalado pela pandemia, voltou antes, mas distribui bem menos pontos.

O Brasil tem ainda mais três jogadores no OWGR, mas todos sem chances de jogar em Tóquio, uma vez que seus circuitos, o Korn Ferry Tour (KFT) e o PGA Tour Latinoamérica (PGA LA) também foram duramente afetados pela pandemia. Alexandre Rocha, do PGA LA, que começou o ano como 665 do mundo, agora é o 863º e mesmo que vencesse o torneio desta semana, na Colômbia, ainda ficaria longe da vaga. Rodrigo Lee, 1081 do OWGR, que joga no KFT, ainda tenta entrar no torneio desta semana, em Wichita, mas ainda é o quinto reserva. Mesmo conseguindo a vaga e ganhando, não chegaria a Tóquio. O mesmo acontece com Rafael Becker, 1864º do mundo, que joga no PGA LA.

No feminino, Nagl, alemã nascida do Brasil, parou de competir e Lovelady perdeu seu cartão para o Tour Europeu Feminino (LET) e seu circuito de acesso, onde conquistou os pontos que a levaram ao Rio 2016. A única brasileira no ranking hoje é Luiza Altmann, que conseguiu voltar ao LET este ano, mas ainda não está nem entre as Top 1000 do ranking (1139). Luciane Lee, a outra brasileira que estava na lista, deixou o Rolex Ranking no final de maio, quando caducaram seus últimos pontos conquistados no Futures Tour, circuito de acesso ao LPGA Tour, três anos antes.

Quatro atletas – No masculino, apenas os EUA competirão com quatro atletas em Tóquio, e poderiam ser mais, não fosse o limite, uma vez que os americanos são hoje 10 dos Top 15 do mundo. Dustin Johnson, o número 1 do mundo, desistiu de participar, o que vai classificando Justin Thomas, Collin Morikawa, Bryson DeChambeau, Xander Schauffele. Mas com 100 pontos em jogo no US Open, esta semana, Patrick Cantlay, Patrick Reed, Brooks Koepka, Webb Simpson e Tony Finau ainda tem chances de roubar algumas dessas vagas.

Não haverá brasileiros, mas teremos nove latino-americanos em campo: os mexicanos Abraham Ancer e Carlos Ortiz; os chilenos Joaquin Niemann e Mito Pereira; os colombianos Sebastián Muñoz e Camilo Villegas; o argentino Emiliano Grillo; o venezuelano Jhonattan Vegas; e o paraguaio Fabrizio Zanotti, esse em 58º lugar no ranking olímpico e com a vaga ainda ameaçada.

Feminino – No feminino, Coréia e EUA vão classificando quatro jogadoras cada. Pela Coreia, que domina o ranking mundial com todas as Top 3, jogarão Jin Young Ko, In Bee Park, Sei Young Kim e Hyo-Joo Kim; pelos EUA Nelly Korda, Danielle Kang, Lexi Thompson e Jessica Korda. Há apenas cinco latino-americanas na lista: as mexicanas Gaby Lopez e Maria Fassi estão garantidas, mas as três que estão ficando entre as cinco últimas classificadas, ainda estão ameaçadas: a colombiana Mariajo Uribe, a equatoriana Daniela Darquea e a argentina Magdalena Simmermacher.

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