Interclubes Scratch de SP:  Damha conquista bicampeonato e São Fernando vence divisão de acesso

27/11/2017

São Paulo foi o vice da Divisão Especial, seguido por Clube de Campo. PL também subiu

 

Acima, a equipe do Damha, bicampeã, com a Taça do Interclubes. Abaixo, Gomez e Leme entregam a taça e medalhas aos campeões; o São Fernando, compeão da Divisão A, e todos os participantes comemorando o sucesso do evento. Fotos: Thais Pastor/F2 Comunicação

Num dia difícil para todos, com rajadas de vento que chegaram a 60 km/h, o Damha Golf Club, de São Carlos, ampliou ainda mais a vantagem que mantinha desde a primeira rodada, para conquistar o bicampeonato da Divisão Especial do 28º Torneio Interclubes Masculino Scratch do Estado de São Paulo, encerrado neste domingo, 26, no Clube de Campo de São Paulo. Na Divisão A, de acesso, o São Fernando Golf Club, de Cotia, que também venceu de ponta a ponta, e o PL Golf Club, de Arujá, o vice, ganharam o direito de jogar na Divisão Especial, em 2018.

Veja as fotos da premiação em alta definição

Organizado pela Federação Paulista de Golfe (FPG), o Interclubes Scratch teve dois dias de duplas: fourball (melhor bola), no primeiro, e foursomes, no segundo, além de jogos individuais na terceira e última rodada. Para o resultado final, valeu a somatória de tacadas da melhor das duas duplas de cada clube, nas duas rodadas iniciais, e os três melhores resultados individuais, dos quatro que jogaram por cada time. Em 2018, a modalidade foursomes não será mais jogada, com o torneio passando a ter duas rodadas de fourball.

Divisão Especial – A equipe do Damha, patrocinada pela Inove Transformadores, que começou a volta final vencendo o São Paulo por cinco tacadas, abriu mais quatro de vantagem e venceu por nove de diferença, graças aos resultados de Igor Pereira, que jogou 72 (+1) o melhor resultado da Divisão Especial; Marcos Negrini (76); e Alan Freire (82). O time marcou 230 tacadas no domingo, e foi campeão com 368, somados o 67 e o 71 das duplas.

O time do Damha, que se preparou com antecedência para defender o título ganho em 2016, dedicou a vitória ao clube e a seu presidente, Carlos Gonzalez, o Cartão, pelo apoio que dá a seus jogadores – todos foram revelados em São Carlos – e a Gledson Sant’Ana, o Madruga, que não pode jogar este ano por ter ido morar em Portugal. O Damha sonha agora com o tricampeonato, uma vez que irá receber a próxima edição do torneio, em 2018, em seu campo. Também jogaram pelo Damha Matheus de Paula, Alan Freire e Rogério Cardoso.

Destaques – O São Paulo lutou bastante, mas ficou em segundo, da primeira à última rodada. Neste domingo o destaque do São Paulo foi Thomas Mantovanini, que bate muito longe e impressionou a todos ao bater o drive no buraco 11, um par 4 de 370 jardas, em subida, na altura na bandeira – “o mais longo que da história do clube”, segundo Roberto Gomez. Thomas jogou 74 e pontuou ao lado de Marcelo Gullo (78) e Tito Mantovanini (82), o irmão mais velho de Thomas, que vinha ajudando a ameaçar o título do Damha até fazer um quíntuplo bogey no buraco 15, de par 3. Também jogaram pelo São Paulo, Filipe Rossi e os juvenis Gabriel Pedone e Pedro Marchioni.

O Clube de Campo, que jogou em casa, mas até dois dias antes do torneio estava com a equipe desfalcada, ainda foi terceiro colocado, oito tacadas atrás do São Paulo, jogando com os experientes Roberto Gomez, Fernando Barreto, e o capitão Rodrigo Leme, e os juvenis Francisco Corrales e Mateo Schimitt. Neste domingo pontuaram Gomez (73), Corrales (79) e Leme (83).

Como o Paradise, de Mogi das Cruzes, campeão da divisão de acesso, em 2016, não pode jogar este ano por estar com os seus principais jogadores defendendo o clube no Tour Nacional Juvenil, no Gávea (dois deles foram campeões – veja reportagem ao lado), apenas um time da Divisão Especial, que teve sete integrantes, foi rebaixado para a Divisão A: o Bastos Gol Club, que atravessou o estado para defender o clube e terminou 11 tacadas atrás do Ipê, sexto colocado.

Acesso – Na divisão A, de acesso, o São Fernando sobrou na turma e venceu com 238 tacadas, curiosamente o mesmo total do Damha, campeão na Especial. Tivessem jogado na mesma categoria, o São Fernando teria sido campeão nos critérios de desempate, o que promete um bom duelo, para 2018. O PL Golf Club, vice-campeão, com 422 tacadas, também ganhou o direito de acesso à Divisão Especial. O Santos São Vicente ficou em terceiro, apenas três tacadas atrás.

O campeão São Fernando pontuou na rodada final com Pedro Nagayama, que jogou 71, o par do campo e melhor resultado individual de todo o torneio, Alex Hirai (76) e o juvenil Pietro Alvin (80). O clube teve ainda James Alvin e o juvenil Rafael Kulb. O PL ganhou o direito ao acesso jogando com Francisco Ishihara, Ricardo Hirakawa, Jyun Onuma, Américo Katayama, Francisco Açakura, Katsumi Ota e Eduardo Muranaka.

Premiação – Mauro Batista, diretor executiva da Federação Paulista de Golfe (FPG), comandou a entrega de prêmios, que teve a mesa composta pelo capitão Rodrigo Leme e por Roberto Gomez, diretor técnico da Confederação Brasileira de Golfe. Mauro agradeceu ao clube por ter cedido o campo e por ajudar a valorizar ainda mais uma das mais importantes competições de golfe do Brasil.

Além da taça do Interclubes, de posse transitória, a FPG ofereceu aos clubes campeões e vice réplicas do troféu e medalhas de ouro e prata, a todos os participantes. A chuva, que ameaçou a rodada final, rodando em volta do campo durante todo o dia, só chegou em forma de chuvisco, quando os jogos já haviam terminado.

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