Masters 2019: Tiger Woods começa o final de semana a uma tacada dos líderes

13/04/2019

Após dia de momentos excelentes e bizarros, nove jogadores estão separados por uma tacada

por | Ricardo Fonseca

Tiger Woods não foi perfeito, quase foi atropelado por um segurança que escorregou na grama molhada ao tentar conter a multidão, mas jogou quatro abaixo do par, uma das melhores voltas de uma sexta-feira difícil para todos que teve até interrupção por ameaça de raios, para chegar ao final de semana do Masters aonde todos queriam que estivesse: a uma tacadas da liderança e com chances de voltar a vencer no Augusta National 14 anos após a quarta e última vez em que recebeu a jaqueta verde.

Depois de seu último título do Masters, em 2005, Tiger foi Top 5 em Augusta em cinco dos seis anos seguintes (2006 a 2011), incluindo dois vice-campeonatos, mas conseguiu jogar apenas quatro dos últimos sete Masters, sendo que seu quarto lugar, em 2013, foi a última vez em que teve chances reais de lutar pelo título e também a última em que terminou entre os 15 primeiros.

Como nos velhos tempos – Tiger começou a sexta-feira com duas abaixo e após dois birdies e dois bogeys, o segundo deles no buraco 8, de par 5, ainda estava com a mesma contagem. Tudo começou a mudar no 9, onde depois de reclamar bastante de seu tiro para o green, embocou de muito longe para chegar a 3 abaixo. No 11, um dos buracos mais difíceis do campo, embocou de três metros para chegar a quatro abaixo, mas viu a bola rodar o buraco num putt de 1,5 metro para birdie no 12, e desperdiçou o 13, de par cinco, onde com a segunda na beira do green ficou muito curto com a terceira e deixou a bola ao lado do buraco em outro putt curto desperdiçado.

Tudo mudou no 14, onde, do meio das árvores, Tiger achou um tiro para deixar a bola a cinco metros do buraco, de onde embocou para comemorou pela primeira vez como nos velhos tempos, com um soco no ar. E, no 15, o último par 5, onde fez lay up, soltou de vez o rugido de campeão ao embocar de cinco metros para chegar a seis abaixo, com seu sexto birdie do dia, quatro nos dez buracos finais. Foram mais três pares, desperdiçando de dois metros, no 17, e de cinco, no 18, a chance de dormir líder.

Tee Times – Tiger começa a jogar neste sábado às 15h05, uma hora antes de a ESPN entrar no ar, saindo ao lado do inglês Ian Poulter, que está empatado em décimo com o espanhol Jon Rahm, com cinco abaixo. Dos cinco líderes, o italiano Francesco Molinari, campeão do British Open de 2018 e do Match Play deste ano, joga ao lado do australiano Jason Day, que não vence há um ano, mas vez de dois Top 5 em 2019 e de um oitavo lugar no The Players.

No grupo à frente saem Brooks Koepka, campeão de três dois últimos seis majors, que vai tentar o tricampeonato do US Open, e o australiano Adam Scott, que não vem em boa fase, mas foi terceiro no último PGA Championship e vice no Farmers deste ano. O sul-africano Louis Oosthuizen, último dos cinco líderes, que vem de um vice-campeonato no Valspar e de um quinto (quartas-de-final) no Match Play, sai ao lado de Dustin Johnson, que venceu dois de seus últimos sete torneios, incluindo o WGC-Mexico, e tenta retomar o posto de número 1 do mundo que perdeu esta semana para o inglês Justin Rose, que não passou o corte.

No grupo à frente deles, duas “zebras”: o sul-africano Justin Harding, um dos últimos a se classificar para o Masters graças a uma vitória e a um vice em seus quatro últimos torneios do Tour Europeu, e Xander Schauffele, que apesar de nº 10 do mundo teve apenas um top 10 em seus últimos seis torneios e não passou o corte em um deles, mas jogou 65 (-7), com oito birdies, na melhor volta até agora do Masters 2019. Aí vem Tiger, ao lado de Poulter, que tenta retornar ao topo depois de quatro Top 6 consecutivos em seus últimos sete torneios.

Melhores e piores momentos – A melhor jogada desta sexta-feira foi de Keith Mitchell, que depois de seis pares consecutivos, embocou das 122 jardas para um eagle-2 no buraco 7. Mas depois de um birdie no 8, fez cinco bogeys e terminou com duas acima no total. Depois dele, o melhor momento foi de Rory McIlroy e Rickie Fowler, que jogando juntos quase fizeram hole-in-one no buraco 6, de 191 jardas. Rory deixou a menos de um palmo do buraco e viu Fowler cortar seu ponto e deixar na metade da distância.

Jogadas bizarras também não faltaram, a começar pelo segurança que atropelou Tiger. Mas Jon Rahm passou vergonha a dar um shank no oito, largou o taco no ar e espalhou a torcida, que viu aterrorizada o petardo vindo em sua direção. Não se sabe de vítimas, como o torcedor que ele acertou no peito com outro shank no The Players. Quem também passou vergonha foi o tailandês Kiradech Aphibarnrat, que perdeu o equilíbrio após sua segunda tacada no 17, para cair de costas na grama. Mas fez par e vem com três abaixo no total.

Salvo pelas novas Regras – Bem, e teve Zach Johnson, no tee de 13, onde ele acertou a bola sobre o tee com a ponta do taco, fazendo com que ela batesse na marca de saída à direita e parasse poucos metros à sua esquerda. Felizmente era um swing de prática e ele não foi penalizado. Pelas novas Regras do Golfe, a bola só está em jogo se o jogador teve intenção de bater nela.

Ah! E teve gente – muito mais gente do que o bom senso indicaria – mais preocupada com a camisa “não-polo” de Tiger, do que com o jogo. Depois do que mostrou nesta sexta-feira, Tiger deve adotar a camisa de gola careca mais vezes, como camisa da sorte. Para desespero dos chatos de plantão.

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