PGA Tour LA: Alexandre Rocha tenta ser Top 4 no Peru para voltar ao KFT em 2020

16/10/2019

Felipe Navarro e Herik Machado também jogam no país que vive crise política há semanas

Rocha: único brasileiro com cartão do PGA Tour LA a jogar em Lima

por | Ricardo Fonseca

Alexandre Rocha, único dos três brasileiros membros do circuito que jogará no torneio do PGA Tour Latinoamérica, terá esta semana a oportunidade de ficar bem mais perto de seu objetivo de reconquistar o cartão do Korn Ferry Tour (KFT), o nome atual circuito de acesso ao PGA Tour. Rocha é o 14º colocado do ranking de prêmios ganhos do PGA Tour LA e se terminar entre os quatro primeiros no Peru Open, de quinta a domingo, no Los Inkas Golf Club, em Lima, pode terminar a semana entre os 10 primeiros do ranking, o que lhe garantiria vaga automática na seletiva final da Q-School para o KFT.

Na final da Q-School estarão em disputa 40 cartões para jogar no PGA Tour, em 2020. Além disso, todos que jogam na seletiva final ganham algum tipo de status no KFT, conforme a classificação final do 41º lugar em diante. Isso significa que eles terão chances de jogar em algum torneio do começo da temporada e, se passarem o corte, melhorar sua prioridade de inscrição após a reclassificação feita depois dos oito primeiros torneios do ano e a cada quatro torneios subsequentes. Foi assim que Rafa Becker, finalista da Q-School passado, conseguiu jogar oito torneios do KFT de maio a julho deste ano.

Brasileiros – Com três Top 10 na temporada, incluindo o vice-campeonato do Bupa Match Play, Rodrigo Lee será o único dos 20 primeiros do ranking do PGA Tour LA que não jogará no Peru. Rodrigo é o 18º da lista de prêmios e precisaria de ao menos terminar em segundo, empatado com no máximo com mais um jogador, para terminar a semana como Top 10. Becker, 33º em prêmios, precisaria vencer para terminar a semana como Top 10 do ranking, mas também não joga.

Rodrigo e Becker não foram a Lima – estão defendendo as Forças Armadas nos Jogos Militares, na China e vão concentrar seus esforços nos três últimos torneios do ano, todos na Argentina, em novembro –, mas Felipe Navarro (que tinha direito de jogar no torneio anterior em Quito, e não foi) e Herik Machado jogarão esta semana como convidados dos organizadores. Se terminarem entre os Top 25 ganham vaga automática no próximo torneio o primeiro dos três seguidos na Argentina.

Destaques – O campeão de 2018 no Peru foi o americano Harry Higgs, mas não estará em campo pois acaba de estrear no PGA Tour. Entretanto haverá muita gente forte disputando os US$ 175 mil da bolsa de prêmios, sendo US$ 31,5 mil para o campeão, no campo de par 72 (36-36) e 6.887 jardas, que fica praticamente ao nível do mar. Estarão em campo 19 dos Top 20 do ranking do PGA Tour LA, incluindo os ganhadores dos 11 torneios do ano. O destaque da temporada é o argentino Augusto Núñez, líder do ranking com quase US$ 100 mil ganhos, após ser campeão em Quito, há duas semanas.

O PGA Tour chega ao Peru em meio a uma séria crise política. Há quase três semana o presidente Martín Vizcarra dissolveu o Congresso majoritariamente contra ele, para evitar que a corte superior do país fosse controlada por nomes ligados à oposição fujimorista. O Parlamento reagiu depondo o presidente e empossando a vice-presidente, Mercedes Araoz, que pediu demissão no dia seguinte. Vizcarra, que era vice de Pedro Pablo Kuczynski, que se demitiu no final de 2018, após denúncias de corrupção ligadas à Operação Lava Jato, sobrevive no cargo apoiado pelas Forças Armadas. Ele decretou estado de exceção e, pressionado, acaba de convocar novos eleições para 2020.

Mais crises – Há duas semanas, o PGA Tour LA estava em Quito, quando a população do Equador se rebelou contra um aumento de mais de 100% no preço dos combustíveis, com o fim dos subsídios, exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI) em contrapartida a um empréstimo emergencial ao país. A revolta popular foi tamanha que o presidente Lenín Moreno transferiu a capital de Quito para Guayaquil. Felizmente a crise não afetou o evento do PGA Tour LA.

Os próximos três torneios serão na Argentina, que vive grande crise financeira, com inflação acelerada, endividamento e ameaça de default. O primeiro turno, juntamente com eleições gerais, será dia, 27 de outubro, o domingo anterior ao Termas de Rio Hondo Invitational, o primeiro torneio, quando os jogadores começam a chegar ao país. As pesquisas indicam que Mauricio Macri, candidato à reeleição, será derrotado por Alberto Fernández, que tem Cristina Kirchner como vice. Se Fernández não vencer no primeiro turno com 40% dos votos válidos, mais 10% de vantagem sobre o segundo colocado, ou ainda 45% dos votos válidos, o segundo turno será em 24 de novembro.

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