Ranking Olímpico para Tóquio 2020 começa com seis sul-americanos, mas nenhum brasileiro

05/07/2018

Contagem masculina teve início com os torneios da última semana. Veja lista. Feminina começa agora

por: Ricardo Fonseca

Os torneios da última semana deram início à contagem regressiva para definir os 59 golfistas – além de um japonês que terá vaga assegurada – que terão direito de disputar os Jogos de Tóquio 2020. A lista masculina levará em conta todos os pontos conquistados no Ranking Mundial Profissional de Golfe (OWGR) num período de dois anos, que vai de 1º de julho de 2018 a 22 de junho de 2020. Para as mulheres, que jogarão na semana seguinte aos homens, em Tóquio, a classificação vai de 8 de julho – ou seja, começam com os torneios desta semana – até 29 de junho de 2020. O golfe dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 serão disputados de 24 de julho a 9 de agosto, no Kasumigaseki Country Club, primeiro o masculino, depois o feminino.

Considerados os critérios de convocação, que impõe um limite de dois jogadores por país, com exceção dos Top 15 do ranking mundial, onde o limite é de quatro, estariam classificados pelo ranking inicial desta semana, seis golfistas sul-americanos, mas nenhum brasileiro. O 60º e último da lista (há dois japoneses classificados por seu próprio mérito) é o porto-riquenho Rafael Campos, número 359 do mundo.

Brasileiros – O brasileiro mais bem classificado esta semana é o gaúcho Adilson da Silva, 414º do ranking, ou seja, não muito distante de entrar na lista para defender o Brasil nos Jogos Olímpicos pela segunda vez, depois de ter sido o único homem no Rio 2016. O segundo é o paulista Alexandre Rocha, 919º do OWGR, que hoje joga no PGA Tour Latinoamérica, que dá poucos pontos, e que pretende voltar até o final do ano ao Tour Europeu e ao Web.com Tour, para tornar mais viável sua classificação.

O Brasil tem hoje apenas seis jogadores no ranking mundial masculino, mas somente quatro jogam atualmente em circuitos que valem para o OWGR: Adilson, que joga no Tour Asiático e Tour Sul-Africano; Rocha que tem cartão condicional do Web.com Tour, mas joga no PGA Tour LA, onde também estão Rodrigo Lee (1.228 do ranking) e Rafael Becker (1.282). Tiago Lobo (1894) é amador e joga na NCAA, sem chances de pontuar, e Lucas Lee (1.973), desde que perdeu seu cartão do PGA Tour, no final de 2016, está sem circuito para jogar e prestes a deixar a lista.

Latino-americanos – Os seis sul-americanos da lista são os argentinos Emiliano Grillo (24º) e Andrés Romero (58°), o venezuelano Jhonattan Vegas (29º), o paraguaio Fabrizio Zanotti (40º), o chileno Joaquín Niemann (47º) e o colombiano Sebastián Muñoz (56º). A Argentina tem ainda Julian Etulain, 293º do ranking, que fica fora da lista por ser o terceiro de seu país. Há ainda mais dois latino-americanos: os mexicanos Abraham Ancer (44º) e José de Jesús Rodríguez (50º), além de Rafael Campos, de Porto Rico, que fecha a listagem inicial.

Países – Os EUA, com sete Top 15 no ranking mundial, vão, mais uma vez, classificando quatro jogadores – Dustin Johnson (1º), Justin Thomas (2º), Brooks Koepka (4º) e Jordan Spieth (6º) – e a Grã Bretanha todos os seus três Top 15 – Justin Rose (3º), Tommy Fleetwood (9º) e Paul Casey (10º).

Com dois jogadores cada estão Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Alemanha, Índia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, México, Nova Zelândia, África do Sul, Suécia e Tailândia. Com um jogador cada aparecem Chile, China, Taiwan, Malásia Colômbia, Grécia, Holanda, Paraguai, Filipinas, Portugal, Porto Rico, Venezuela e Zimbábue. No total, 35 países estão representados.

Crítica – O ranking olímpico publicado pela Federação Internacional de Golfe (IGF), embora sirva de referência, não passa disso e como lista olímpica é uma grande bobagem. Entenda: para efeito de classificação valerão apenas os pontos conquistados por dois anos, a partir da última semana (1º de julho). A lista da IGF leva em conta pontos dos dois anos imediatamente anteriores, que não terão valor algum na hora da definição dos jogadores para Tóquio.

O ideal e muito mais lógico seria criar uma Corrida Olímpica levando em conta apenas os pontos conquistados no período de validade, dois anos a partir de agora. Quem pontuar nesses dois anos vai entrando na lista, num processo acumulativo, que mostra a realidade, não um passado que não interessa. Tiger Woods, por exemplo, que ficou em quarto lugar no Quicken Loans National, encerrado domingo, já estaria na lista olímpica, como terceiro melhor jogador dos EUA, e não seria apenas o 36º americano (32º reserva dos EUA) como hoje.

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