São Fernando Open: Pedro Nagayama encerra 22 meses de jejum e faz história, com título inédito

20/08/2018

Lucas Park teve a chance de levar o jogo para o desempate, mas perdeu por uma. Daniel Kenji completou pódio

Padula, Cabernite, Jaime e Somlo com o campeão. Fotos: Ricardo Fonseca/F2 Comunicação

Em um final emocionante, só decidido no último buraco, Pedro Nagayama encerrou 22 meses de jejum ao vencer, neste domingo, 19 de agosto, em Cotia (SP), o 50º São Fernando Open, torneio válido para o ranking mundial amador de golfe (WAGR). Com o título da principal competição de seu clube, Nagayama encerrou um jejum de 22 meses. Ele não vencia desde o Aberto do Estado Rio de Janeiro, dia 23 de outubro de 2016. Nagayama tornou-se também o primeiro jogador da casa a ganhar o Aberto do São Fernando desde Alex Hugo Hirai, em 2013.

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Nagayama viveu o auge de sua jovem carreira em 2016, quando numa sequência de 13 torneios válidos para o ranking mundial, terminou 11 vezes entre os sete primeiros, com destaque para as seis competições que jogou entre agosto e outubro, quando venceu três vezes e foi duas vezes vice-campeão. Um desses vice-campeonatos foi justamente na última edição do Aberto do São Fernando, em agosto de 2016 (não houve disputa em 2017, quando o campo passava por reformas), quando Nagayama deixou escapar o título ao perder para o gaúcho Gustavo Chung num quádruplo desempate que reuniu ainda o gaúcho Herik Machado e o mineiro Tomas Pimenta.

Recordes – Aquele foi um período em que Nagayama também bateu vários recordes, incluindo o do Campo Olímpico, no Aberto do Rio de 2016, que ele conquistou jogando 65 (-6) tacadas na volta final. Nagayama já havia quebrado outros recordes ao jogar 65 (-7), nas primeira e terceira rodadas do Tour Nacional Juvenil de 2015, em Goiânia, para vencer com 18 abaixo, também recorde brasileiro para torneios de 54 buracos. Ele bateu ainda recorde do Ipê, de Ribeirão Preto, ao jogar 64 (-8), no segundo dia do Aberto do Estado de São Paulo de 2015 (marca superada pelo profissional Rafa Becker que jogou 63 numa etapa do Mini Tour), e o do Guarapiranga, onde marcou 64 (-7), na primeira rodada do Aberto do Estado de São Paulo de 2016.

Nagayama perdeu muito de seu foco após essa boa fase ao ficar dividido entre a ideia de virar profissional, que o tentou por um bom tempo, até ser abandonada, e a de tocar a carreira profissional e se dedicar a ser um amador de ponta. Desde que se convenceu disso, Nagayama começou uma recuperação que começou a chegar ao auge na semana anterior, quando foi vice-campeão no Aberto do Estado de São Paulo, no Ipê, perdendo a chance de forçar um playoff contra Jinbo Há ao errar um putt de um metro para birdie no buraco 17 da volta final. E agora, com esse título, que consolida sua volta ao rol dos campeões.

Vitória – Como todos já esperavam, a rodada final do São Fernando Open de 2018 transformou-se em um match play entre Nagayama, que começou o dia vencendo Lucas Park, do Paradise, por uma tacada, com ambos muito à frente dos demais. Lucas empatou o jogo com um birdie no buraco 1, mas depois parecia ter entregado o título ao fazer um triplo bogey-7 no buraco 3, onde errou o green e deu quatro putts, seguido de um duplo-bogey-6 no buraco 4, onde bateu o drive para fora de campo. Ele ainda faria outro bogey no 8, para jogar 40 (+5) de ida, e ficar sete atrás de Nagayama, que, sereno, fez um birdie e oito pares.

Perdendo por sete tacacas, com nove buracos a jogar, Lucas fez o que parecia impossível: tirou cinco tacadas de diferença nos buracos 10 e 11, onde fez birdies, contra bogey e duplo bogey de Nagayama. Nos três buracos seguintes, foi a vez de Lucas voltar a sentir a pressão. Fez bogey no 12, de par 3, ao errar o green pela esquerda, flertando com o fora de campo; desperdiçou o 13, de par 5, ao errar o green, do meio da raia, a 180 jardas da bandeira, e também errar o flop shot que parou na banca; e ao arriscar muito e também parar na água no 14, depois de ver Nagayama ter cometido o mesmo erro antes dele. Só que Nagayama salvou o par; ele não. A diferença agora era de quatro tacadas, restando quatro a jogar.

Susto – A pressão voltou para Nagayama que errou o green do 15 duas vezes, obrigando-o a salvar um bom bogey. No 16, par 3 de mais de 250 jardas, Lucas acertou uma árvore à direita, mas deu um excelente tiro para o green e salvou o par. Nagayama, ao contrário, entrou no green com a primeira, mas não aproveitou: deu três putts. A diferença agora era de duas tacadas, restando dois buracos a jogar.

Depois de ambos fazerem o par no 17, com Nagayama errando um putt curto para birdie, Lucas foi para o tudo ou nada no 18, de par 4, onde bateu um driver para o green, deixando a bola a três metros da bandeira. Nagayama colocou a bola no meio da raia, foi com a segunda para o green e garantiu o par, para vencer com 217 (74-67-76) tacadas, quatro acima do par. Lucas jogou por último, mas errou por pouco o putt para eagle que levaria o jogo para o desempate. Somou 218 (70-72-76).

Destaques – Daniel Kenji Ishii, do Itanhangá, campeão do torneio em 2015, completou o pódio ao terminar com 230 (76-78-76) tacadas, graças a um birdie mágico no 18: bateu drive para o green, mas errou pela esquerda, vendo sua bola descer o morro e ficar na raia do 17. De lá, por cima das árvores, deixou a bola dada para uma das tacadas mais aplaudidas do dia. Pouco depois, foi a vez de Alê Fabietti, do São Fernando, que jogava no pelotão, fazer um birdie muito parecido, na última tacada do torneio, enquanto um show de fogos de artifício disparava ao fundo para comemorar o título de Nagayama.

O birdie deixou Alê empatado em quarto com 231 (76-74-81) tacadas, ao lado de Alex Yugo Hirai que fez a melhor volta do domingo (80-78-73), e de Thomas Choi, do São Paulo (77-75-79), que venceu o Aberto do São Fernando em 2014, aos 12 anos, o que fez dele o mais jovem campeão de um grande torneio do golfe brasileiro, superando o gaúcho Felipe Lessa, o Torito, que venceu o Aberto do Gávea, aos 13 anos.

Roberto Gomez, do Clube de Campo, de 60 anos, que venceu o Aberto do São Fernando oito vezes, em quatro décadas deferentes, a última em 2010, e vinha de um vice-campeão em 2015, terminou em oitavo, como o melhor sênior, com 237 (77-80-80) tacadas, depois de ter saído dois dias no vice-pelotão. O campeão brasileiro pré-juvenil Guilherme Grinberg, do São Paulo Golf Club ficou um posto à sua frente, em sétimo, com 235 (77-76-82).

Handicaps – Na classificação por handicaps índex até 8,5, venceu Renato Araújo, do Terras de São José, com 220 tacadas, seguido por Rafael Benadiba, do São Fernando, que acaba de ser convocado para o Sul-Americano Juvenil, com 221, e por Geraldo Vieira, do São Fernando, com 222. Na 8,6 a 14, o campeão foi outro juvenil da casa, Felipe Shuter, com 223, seguido por Valdir Bignardi, com 224, e por Eduardo Benegas, com 227, ambos também da casa.

Na 14,1 a 19,4, Luiz Carlos Fortino deu mais um título ao São Fernando ao vencer com 220 tacadas, contra 222 de Flávio Costa, do Portal do Japy, e 226 de Jean Pessey, do São Fernando, com 226. Cristiano Navajas, do São Paulo futebol Clube Golfe, ganhou o prêmio Nearest to the Pin Alabastour/FPG, pela bola mais perto da bandeira (1,48 m): uma hospedagem de uma semana (seis noites) para quatro pessoas num dos resorts de luxo de Orlando.

Festa e premiação – O torneio terminou com um almoço de massas servido até de noite, com open bar de cervejas e espumantes da Bueno Wines, que ofereceu ainda degustação de vinhos produzidos por Galvão Bueno. Houve ainda degustação de cachaças Dom Tápparo e de cafés Orfeu nos três dias do evento. Foram mais de 300 chances, em três dias, mas ninguém conseguiu ganhar o Mitsubishi Outlander 2.0 que estava sendo oferecido para quem fizesse um hole-in-one no buraco 16, o par 3 mais longo e difícil do campo.

Jaime Gonzalez, head-pro do São Fernando e professor de muitos dos campeões do dia, incluindo Pedro Nagayama, apresentou a entrega de prêmios que teve a mesa formada ainda por Sergio Cabernite, presidente do São Fernando; Rodrigo Somlo, capitão do clube, e Antônio Padula, presidente da Federação Paulista de Golfe. No final foram sorteados vários prêmios.

Patrocínio – O 50º São Fernando Golf Club Open – 2018 teve apoios de AXA, Buddha SPA, Bueno Wines, Copag, Dom Tápparo, FCB, Grupo Vita, Imperatriz Distribuidora, Informar Saúde, Johnnie Walker, Mitsubishi Motors, Orfeu, Pissani, Prudential, Quai D´Orsay, Serviços RB, Sofitel, Spec Plast, Tailormade, Visco, Viva Amazon e WDC Networks. A organização foi da Federação Paulista de Golfe (FPG) e do São Fernando Golf Club, com apoio técnico da Confederação Brasileira de Golfe, do Ranking Mundial Amador de Ranking (WAGR) e do R&A.

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