Tiger pode quebrar nesta semana o recorde mais antigo do golfe, no campo mais longo do mundo

22/01/2020

Ele já venceu oito vezes em Torrey Pines. McIlroy pode voltar a ser o nº 1 do mundo

por | Ricardo Fonseca

De um lado, Tiger Woods tentando quebrar o recorde mais antigo do golfe. Do outro, Rory McIlroy tentando terminar a semana como número 1 do mundo. Como coadjuvantes, outros três Top 10 do ranking mundial: John Rahm, Justin Rose e Xander Schauffele. O palco, Torrey Pines, sede do Farmers Insurance Open, com o South Dois de “esticado” em 67 jardas para ser o campo de golfe mais longo não só do PGA Tour, mas do circuito mundial. O North Course, mais curto, é usado no rodízio dos dois primeiros dias.

Tiger tem duas obsessões esportivas desde que começou a jogar golfe: a primeira, superar o recorde de 18 majors de Jack Nicklaus, que completou 80 anos nesta terça-feria. Tiger já tem 15, depois do título do Masters de 2019, com que encerrou um jejum de quase 11 anos sem majors. A outra obsessão é quebrar a marca de Sam Snead (1912 – 2002), que venceu 82 vezes no PGA Tour. Este, que entre os grandes recordes o mais antigo do mundo, construído entre 1936 e 1965, Tiger igualou no final de outubro ao vencer o The ZOZO Championship, seu título de nº 82 do circuito americano.

Recorde – Mas igualar não é quebrar, pois oficialmente o recorde ainda pertence a Snead. A expectativa do mundo do golfe é que Tiger supere a marca de Snead esta semana. Afinal ele é considerado o “Rei de Torrey Pines”, onde já venceu oito vezes: o US Open de 2008 e sete Farmers, sendo quatro seguidos (1999, 2003, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2013). Levando o título de 2020, este seria também o terceiro torneio do PGA Tour onde Tiger teria oito vitórias, seguindo-se ao Arnold Palmer Invitational e ao World Golf Championships Invitational, atualmente com o nome de FedEx St. Jude.

Depois de vencer duas vezes em Torrey Pines na temporada de 2008 (uma foi no US Open), Tiger passou por problemas físicos e familiares e não voltou a jogar lá até 2011, quando terminou em 44º lugar. Dois anos depois, em 2013, venceu o torneio pela última vez. Desde então, jogou cinco vezes, todas com atuação modesta: ficou em 80º lugar, em 2014; abandonou o torneio, em 2015; não passou o corte – pela primeira vez – em 2017; foi 23º, em 2018; e 20º, em 2019. Só que na soma de tudo isso, Tiger está 176 abaixo do par em 18 aparições no Farmers, inferior apenas a seu desempenho no BMW Championship, onde acumula 183 abaixo.

Razão x Emoção – Com exceção dos demais jogadores em campo, o resto do mundo torce por uma vitória de Tiger. Mas quando o assunto é dinheiro, a razão supera a emoção. Os apostadores apontam Rory McIlroy, número 2 do mundo, como favorito absoluto ao título, pagando 7 por 1. O espanhol Rahm, terceiro do ranking, cuja primeira das três vitórias no PGA Tour foi no Farmers de 2017, paga 9 por 1. Tiger, nº 6 de mundo, é o terceiro da lista, cotado em 12 por 1. E isso com as apostas concentradas em poucos jogadores, pois há apenas 12 dos Top 50 do mundo em campo entre os 156 jogadores inscritos.

McIlroy, escolhido como o “Jogador do Ano” de 2019, só jogou uma vez no Farmers, no ano passado, quando estreou em quinto lugar. Ele “só” tem 18 vitórias no PGA Tour, mas quatro delas no ano passado. No primeiro torneio da temporada americana, que começou em outubro, Rory venceu o WGC – HSBC Champions, em Xangai, superando Xander Schauffele no playoff. Mas, em 2020, esse será – como para Tiger – o primeiro torneio.

Ranking Mundial – McIlroy entre em campo com uma motivação a mais: se vencer em San Diego volta a ser o número 1 do mundo, superando Brooks Koepka, com quem vem mantendo uma crescente rivalidade. Koepka assumiu o posto de número 1 em maio de 2019, mas jogou apenas oito rodadas competitivas desde agosto, por causa de uma contusão no joelho. Ficou três meses parado e voltou na semana passada com um bom começo, mas um 34º lugar no final do Abu Dhabi HSBC Championship, do Tour Europeu. Disse ainda não estar 100% e não joga esta semana.

Brandt Snedeker, que vai a campo nos dois primeiros dias ao lado de McIlroy, já venceu o Farmers duas vezes, em 2012 e 2016, além de ter sido vice em 2010 e 2013. Cameron Smith, que completa o trio do um dos dois “grupos da televisão”, abriu 2020 vencendo o Sony Open no Havaí, num playoff contra Brendan Steele. O outro “grupo da televisão” tem Tiger, Rahm e o americano Collin Morikawa, número 1 do ranking mundial amador de golfe (WAGR) em 2018, que entrou para o PGA Tour em 2019 e já venceu o Barracuda Championship.

Tamanho é documento – O Farmers é jogado no South Course de Torrey Pines, que já era o maior campo dos torneios do PGA Tour, com 7.698 jardas. Mas ele ganhou 67 jardas este ano, para chegar a 7.765 jardas e passar a ser também o campo mais longo onde os torneios do PGA Tour são jogados. Explica-se: dois campo do US Open, torneio organizado pela USGA, e não pelo PGA Tour, foram mais longos. Aparentemente quando o assunto é publicidade, o tamanho importa.

O primeiro campo a superar Torrey Pines em tamanho no calendário do PGA Tour foi Chambers Bay, sede do US Open de 2015, quando foi jogado com 7.710 jardas. Essa marca, no entanto, foi quebrada em 2017, quando o US Open em Erin Hills foi jogado com 7.710 jardas. Torrey Pines está 55 jardas maior este ano e é bom que parem por aí.

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