Web.com Tour: Alexandre Rocha passa fácil pela primeira seletiva para a temporada 2019

08/10/2018

Brasileiro também foi adiante no Tour Europeu, mas agora terá que optar por um dos circuitos

Rocha enfrenta o dilema de ter que optar entre Europa e EUA por causa de trombada no calendário dos circuitos profissionais. Foto: Enrique Berardi/PGA Tour

por: Ricardo Fonseca

Depois de passar em terceiro lugar na primeira fase de seletivas para o Tour Europeu, no final de setembro (saiba mais aqui), o profissional paulista Alexandre Rocha voltou a fazer bonito, desta vez nos EUA, onde terminou em quarto lugar para conquistar fácil uma vaga para a segunda fase da Q-School do Web.com Tour, o circuito de acesso e única porta de entrada para o PGA Tour. O objetivo de Rocha, que atualmente disputa o PGA Tour Latinoamérica é estar em um dos maiores circuitos de mundo em 2019 para acumular os pontos do ranking mundial e garantir uma vaga nos Jogos de Tóquio 2020.

Rocha jogou sua seletiva nos EUA de 2 a 5 de outubro, terça a sexta-feira da semana passada, na sede de Lakeland, na Flórida, disputada no Grasslands Golf & Country Club. O brasileiro somou 269 (69-65-69-66) tacadas, 19 abaixo, para empatar em quarto lugar com mais dois jogadores e ser um dos 24 golfistas (22 primeiros e empatados) com 15 abaixo ou melhor, que avançaram para a segunda das três fases das seletivas americanas.

Trombada – Rocha agora enfrenta um dilema de ter que desistir de um dos dois circuitos, a partir da segunda fase, uma vez que o PGA Tour e o Tour Europeu não fazem questão de se entender e marcaram suas próximas etapas das seletivas para dias seguidos: a segunda fase da Q-School do Tour Europeu termina dia 5 de novembro e a seletiva dos EUA começando no dia 6, o que impossibilita que um profissional jogue nas duas.

Sem poder combater o calendário, Rocha vai tentar se aproveitar o máximo dele. Rocha joga a segunda fase da Q-School do Tour Europeu de 2 a 5 de novembro na Espanha, em sede a ser determinada pelo circuito. Assim, ele vai jogar até o terceiro dia na Europa e avaliar suas chances de seguir adiante na volta final.

Decisão – Se estiver jogando bem, com chances de passar para a seletiva final, Rocha desiste de ir jogar nos EUA. Mas se sentir que está mal na Espanha, abandona a volta final viajando dia 4 à noite, a tempo de estrear na segunda fase dos EUA, na Flórida, no dia 6. Cansado da viagem intercontinental, mas com nova chance de estar num circuito importante em 2019.

“A Europa é minha prioridade, por ser um caminho mais seguro e rápido para uma potencial classificação para Tóquio 2020”, diz Rocha. O Tour Europeu dá no mínimo 24 pontos para o campeão de um torneio, com os 27 primeiros somando pontos para o ranking mundial profissional (OWGR). Já o Web.com Tour distribui apenas 16 pontos para o campeão na maioria de seus torneios, com os 19 primeiros pontuando.

Tóquio 2020 – O único brasileiro classificado hoje entre os 60 jogadores do ranking olímpico para Tóquio 2020 é Adilson da Silva, que aparece em 57º lugar na lista por ser o número 265 do ranking mundial, com 35,07 pontos (média de 0,6744). Rocha, o segundo brasileiro da lista, é o 1053º do ranking, com 4,23 pontos (média de 0,1058).

Desta forma, para chegar perto da segunda vaga do Brasil (há limite de dois representantes por país), Rocha precisa ganhar mais de 30 pontos para o ranking mundial, o que seria muito difícil jogando no PGA Tour Latinoamérica, que dá apenas 6 pontos para o campeão de um tornei. A corrida olímpica (ou seja, os pontos do ranking mundial que valerão para Tóquio 2020), começou duas 1º de junho de 2018 e termina dia 22 de junho de 2020.

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