09/08/2010
Ele supera Woods por 30 tacadas e deixa nº 1 do mundo mais longe da equipe americana

Hunter Mahan: vitória histórica marca início de nova fase da carreira no golfe profissional
Há uma semana, ninguém, nem o próprio Hunter Mahan, acreditaria ser possível vencer o Bridgestone Invitational com 30 tacadas de vantagem sobre Tiger Woods, no campo do Firestone CC, em Akron, no Ohio, considerado o parquinho de diversões do número 1 do mundo, que, em 11 anos, venceu sete vezes e nunca terminou além da quarta colocação. Mas uma atuação melhor a cada dia, contra uma pior a cada rodada de Woods, deu a Mahan essa inusitada vitória, a maior e mais importante de sua carreira.
Muita coisa mudou na vida de Mahan, de 28 anos completados em maio, depois desse seu segundo título do ano e terceiro em sete anos de carreira. Com o prêmio de US$ 1,4 milhão ele subiu para o quarto lugar do ranking americano, com US$ 3,3 milhões ganhos em 2010; para o 12º lugar do ranking mundial, um salto de 19 posições; e garantiu vaga antecipada na equipe americana da Ryder Cup, empurrando Tiger Woods para o 10º lugar, duas posições fora da zona de classificação.
Tiger – Três horas antes de Mahan entrar em campo para a volta final, Tiger Woods deixava o campo com dois duplos bogeys e seis bogeys e uma volta de 77 tacadas que o deixou com 18 acima do par na soma dos quatro dias, em sua pior exibição como profissional. Pela primeira vez na carreira Tiger não quebrou o par do campo nenhum dia ao jogar 74-72-75-77 no campo de par 70 e pela primeira vez não marcou pontos para o ranking mundial num torneio onde passou o corte.
Após o colapso de Woods, todas as atenções voltaram-se para Phil Mickelson, que precisava apenas de um quarto lugar para fechar a semana como o novo número 1 do mundo. Mas Mickelson desperdiçou a oitava oportunidade consecutiva de superar Woods ao jogar 78, oito acima do par, graças a um birdie solitário no 17. Com isso, adiou para esta semana, no PGA Championship, a nona batalha pela liderança do ranking mundial.
Vitória – Finalmente as atenções se voltaram para Mahan, que vinha fazendo sua melhor volta da semana. Cinco birdies na primeira metade do campo o colocaram na liderança do torneio, que ele manteve com mais um birdie no buraco 13, e cinco buracos tensos onde ele fez o par para jogar 64, o melhor resultado do dia, e vencer com 12 abaixo do par e duas de vantagem sobre Ryan Palmer, um texano de 33 anos que também já havia vencido em 2010. Retief Goosen, que entregara a liderança, no sábado, com uma volta de 73 tacadas, jogou 65 para ainda ser o terceiro colocado, empatado com Bo Van Pelt, com nove abaixo do par.
Mahan tornou-se o quinto jogador a vencer mais de um torneio na temporada de 201º do PGA Tour. Seu outro título foi em fevereiro, no Waste Management Open, em Phoenix, no Arizona, onde ele jogou 65 na volta final. Mahan participou de três equipes americanas – duas da Presidents Cup, em 2007 e 2009, e uma da Ryder Cup, em 2008, sempre saindo campeão. Na primeira ele conquistou sua vaga em campo, como este ano, mas nas outras duas foi por escolha do capitão, por ser considerado um forte jogador de match play.
Ryder Cup – Para Woods, a escolha do capitão parece ser a única maneira de ele chegar à sua sexta Ryder Cup, onde estreou em 1997 e só não esteve em 2008, quando operou o joelho. “Ninguém vai ajudar o time jogando 18 acima do par”, disse Woods antes de viajar para o Whistling Straits, onde terá sua última chance de ganhar vaga na equipe. Caso isso não aconteça, ele já tem uma conversa agendada com o capitão Corey Pavin para tratar do assunto.
Pavin disse há um mês que Woods não estava automaticamente na equipe, que dependeria de seus resultados, mas uma desistência pública de Woods iria lhe poupar muitas críticas e dores de cabeça. Afinal, se convocar Woods jogando mal, para um torneio onde os constrangimentos pós-escândalo sexual serão inevitáveis e podem agravar a situação, vai ser cucificado. Se não convoar, também. Que ano para ser capitão!
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