16/07/2009
Espanhol joga seis abaixo numa volta sem erros; Tiger erra muito e está sete atrás, ameaçado até de não passar o corte
Depois de suas voltas de treino em Turnberry, Tiger Woods sabia o que precisava para ter a chance de vencer o British Open pela quarta vez na carreira: “tenho que evitar as bancas e ter a sorte de sair do lado certo da draw”. Ele conseguiu as duas coisas – não caiu em uma única banca e encontrou tempo firme e pouco vento -, mas esteve longe de jogar bem, num dia em que fez apenas três birdies para jogar 71 (+1) e terminar acima do par em uma volta de estréia no British Open pela primeira vez desde 2003.
Com o rough vitaminado do verão escocês chegando à altura dos joelhos, Tiger tratou de usar pouco o driver, mas não adiantou. Ele errou seis das 14 raias, metade delas batendo drive do tee. Ele errou ainda um terço dos greens e deu 30 putts para terminar o dia empatado na 68ª colocação e ter que se preocupar até em passar o corte.
Calmaria – Woods queria estar “no lado certo da draw”, temendo uma situação comum em torneios como esse, onde há saídas contínuas durante quase dez horas, das 6h30 às 16h21. Não é raro um jogador sair à tarde com vento, depois que metade da turma aproveitou a calmaria da manhã para economizar tacadas, e ser surpreendido por mais vento na manhã seguinte, que depois amaina e deixa o campo mais fácil para a mesma turma sortuda do dia anterior.
Mas, desta vez, Tiger não teve nem essa desculpa. Enquanto ele se digladiava com o campo e tinha como destaque do dia o bom bogey que “salvou” depois de jogar a bola no córrego à direita do green do 16, Tom Watson, de 59 anos, que saiu em horário próximo, jogou 65 (-5) para liderar até mais da metade da rodada. E os parceiros de Tiger em campo foram três tacadas melhor do que ele, com a sensação japonesa Ryo Ishikawa e o inglês Lee Westwood jogando 68 (-2).
Corte – Um terço – 50 dos 156 jogadores – terminaram a volta de abertura abaixo do par do campo, sendo que nove estão com quatro abaixo ou melhor. Mais da metade deles jogou pela manhã, no mesmo lado do draw de Woods. A linha de corte, por enquanto, está em uma acima, o que faria Tiger passar raspando para o final de semana.
Mas teve gente pior. Anthony Kim caiu numa “pot bunker” – aquelas bancas pequenas e profundas -, no buraco 2, e precisou dar três tacadas para sair. Não escapou de um quíntuplo bogey. Mas o dia podia ser pior. Pouco depois, ele virou o pescoço num gesto rápido, sentiu um estalo e uma dor que o levou ao chão. Ele chegou a receber massagens no pescoço para continuar jogando e quase se recupera do primeiro desastre ao jogar para birdie em quase todos os buracos, e recuperar quatro tacadas. Mas um duplo bogey no 17 o fez terminar com 73 (+3), fora das 100 primeiras colocações.
Harrington – O irlandês Padraig Harrington, que tenta o tricampeonato do British Open, não fez feio com seu swing “novo” e jogou uma abaixo, com apenas dois birdies e um bogey no dia. Entre os dez primeiros colocaos há muita gente boa, como Vijay Singh, Mike Weir, Retief Goosen e Jim Furyk, todos com 67; e Camilo Villegas e Steve Striker, com 66. Mas também há surpresas, como o japonês Kenichi Kuboya, vice-líder com cinco abaixo.
O veterano Tom Watson entra em campo amanhã, sexta, sonhando em se tornar o mais velho jogador a vencer o British Open e um major. Old Tom Morrys tinha 46 anos e 29 dias, quando venceu o Open, em 1867. Jack Nicklaus tinha 46 anos, dois meses e 23 dias, ao conquistar o Masters de 1986. No U.S. Open, o recordista é Hale Irwin, que venceu aos 45 anos e 15 dias de idade, em 1990. O mais velho campeão de um major ainda é Julius Boros, campeão do PGA Championhsip de 1968, aos 48 anos, quatro meses e 18 dias.
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