03/09/2016
Além do ouro por equipes, no masculino e feminino, time levou seis das nove medalhas individuais
Times do Brasil, com seu comadante, o coronel aviador Mário Moreira (esq.): cinco ouros, uma prata e dois bronzes, oito das nove medalhas possíveis
por Ricardo Fonseca
Cinco medalhas de ouro – todas em disputa – e seis das nove em jogo nas três categorias individuais. Este foi o saldo dos golfistas do Brasil no 10º Campeonato Mundial de Golfe Militar, encerrado nesta quinta-feira, no Golfclub Houtrak, em Amsterdã, na Holanda. Com mais essa avassaladora conquista, o Brasil, que já havia sido medalha de ouro nos Jogos Mundiais das Forças Armadas, em 2015, revolucionou para sempre o golfe militar, e agora pode se esperar encontrar adversários muito mais fortes e preparados nas próximas competições internacionais da modalidade.
Na competição masculina individual, o Brasil ganhou as três medalhas em disputa, com Daniel Stapff (ouro), Rodrigo Lee (prata) e André Tourinho (bronze), este ao vencer no desempate com
Rafael Barcellos, que terminou em quarto lugar, depois de ter começado a volta final em primeiro. Stapff venceu com 284 (71-73-67-73) tacadas, quatro abaixo do par, uma à frente de Rodrigo, que somou 285 (69-72-71-73), três abaixo. Tourinho não começou na zona de medalhas, mas foi o melhor do final de semana para levar o bronze com 288 (73-73-71-71), o par do campo.
Incidentes – Barcellos também somou 288 (72-70-68-78), o que forçaria um playoff pelo bronze contra Tourinho, mas como ele iria levar o ouro sênior e o regulamento não permitia acumular medalhas no individual, o desempate não foi necessário. Barcellos jogou 78 na volta final ao dar 38 putts com um putter novo, comprado emergencialmente na loja do clube, depois que a vara do taco que usava havia 16 anos quebrou no dia anterior, quando ele se apoiou nela para pegar bolas no buraco, no green de treino. Ele teve que comprar outro correndo antes de ir a campo e quase perde o horário de saída.
Esse não foi o único incidente que ameaçou a medalha de outro do time do Brasil. Rodrigo Lee, que começou o torneio na vice-liderança a caminho de ganhar a medalha de prata, quase teve que abandonar o torneio durante a segunda rodada, depois de ser picado por um inseto na mão direita que ficou muito inchada com a reação alérgica (foto ao lado), dificultando muito que ele segurasse o taco. Mesmo assim, Rodrigo acabou a volta e só depois foi para um hospital, onde foi medicado para poder voltar a campo no sábado.
O alemão Sebastian Kannler, líder do primeiro dia, com 67 (-5), a melhor volta da semana, depois igualada por Stapff, jogou um 80 no terceiro dia e caiu para o oitavo lugar, com cinco acima, empatado com o americano Kyle Westmoreland e atrás do francês Leonard Bem, que terminou em quinto, com uma acima, depois de estar na zona de medalhas por três dias, seguido pelo paquistanês Amjad Yousaf, com duas acima, e pelo alemão Timo Vahlenkamp, com três acima.
Seniores e equipes – Barcellos perdeu o bronze individual, mas, em compensação, levou a medalha de outro na categoria sênior, com grande vantagem sobre o canadense James Dickson, prata, com 13 acima, e sobre o paquistanês Nisar Hussain, bronze, com 15 acima. Ronaldo Francisco havia começado o dia empatado em terceiro lugar, mas perdeu a medalha por apenas uma tacada ao terminar com 16 acima. Com isso, Ronaldo foi o único brasileiro a ganhar uma só medalha, a de equipes, enquanto os outros seis traziam duas para casa, uma de equipes e uma individual cada.
Com esses resultados, o Brasil liderou de ponta a ponta a disputa pelo ouro por equipes, ao somar 1143 tacadas, nove abaixo do par, na soma dos quatro melhores resultados do time a cada dia, ou seja, i pior resultado era descartado. Dos cinco brasileiros, todos pontuaram ao menos um dia para a equipe. O Paquistão levou a prata, com 1.189 tacadas, seguido pela Alemanha, com 1.200, no desempate com os EUA, que também somou 1.200, mas ficou sem medalha.
Feminino – Entre as mulheres, Miriam Nagl, nossa jogadora olímpica, foi imbatível e levou o outro de ponta a ponta e por grande vantagem. A paranaense radicada na Alemanha venceu com 288 (70-72-70-76) tacadas, o par do campo, e 15 de vantagem sobre a francesa Anyssia Herbaut, que fez a melhor volta final para levar a prata com 303 (77-77-78-71) tacadas. A carioca Clara Teixeira, que começara em segundo lugar na semana, terminou com o bronze, com 312 (77-79-80-76).
Por equipes, valendo os dois resultados da equipe acada dia, o Brasil também levou o ouro feminino de ponta a ponta, com 600 tacadas. A França ficou com a prata, com 643, num bom duelo com os EUA, que ficou com o bronze, a única medalha da maior potência do golfe mundial.
Resumo – O time comandado pelo coronel aviador Mário Moreira, golfista do Itanhangá (RJ), que teve sete jogadores, sendo cinco no masculino e duas no feminino, conquistou oito das nove medalhas que poderia ganhar. O Brasil jogou com Daniel Stapff, Rodrigo Lee, Rafa Barcellos, Ronaldo Francisco, Miriam Nagl e Clara Teixeira, todos terceiro-sargentos da Aeronáutica, e André Tourinho, terceiro-sargento da Marinha.

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