12/03/2011
Kaymer está em segundo, uma tacada atrás. Tiger não passou tee das mulheres e jogou 74

Hunter Mahan: liderando por uma tacada sobre Martin Kaymer no torneio de golfe do Doral
por: Ricardo Fonseca
O vento que soprou a partir das primeiras horas desta sexta-feira, quando muitos jogadores voltaram ao TPC Blue Monster, do Doral, para completar a rodada de abertura do Cadillac Championship, segundo torneio da série de campeonatos mundiais, atrapalhou a vida dos melhores profissionais do mundo. No final dos 36 buracos, a liderança era do americano Hunter Mahan, com nove abaixo, seguido pelo alemão Martin Kaymer e pelo italiano Francesco Molinari, com oito abaixo. O americano Matt Kuchar, dez do mundo, e o norte-irlandês Rory McIlroy, de 21 anos, oitavo do ranking, vem a seguir, empatados em quarto com sete abaixo.
Quando o jogo foi interrompido na quinta-feira, por causa de um temporal que parou a rodada por quase três horas no começo da tarde, Mahan estava com sete abaixo em 11 buracos. No recomeço, com vento, ele jogou apenas mais uma abaixo nos sete buracos restantes e jogou 71 nos 18 buracos da segunda rodada, o suficiente para ainda permanecer líder. A média de tacadas da segunda rodada foi de 72,4 tacadas, contra 70,8 dos primeiros 18 buracos.
Vento – Mahan começa o final de semana com 13 jogadores até quatro tacadas atrás dele, todos com chances de atacar. Mas o norte-irlandês Graeme McDowell e os americanos Tiger Woods e Phil Mickelson, números 4, 5 e 6 do mundo, não estão entre eles. McDowell, que se aplicou uma tacada de penalidade no buraco final, quando o vento fez sua bola se mexer ligeiramente quando ele já havia tomado o stance e iniciado a tacada no green, somar uma acima e está oito tacadas atrás do líder. Woods e Mickelson estão com duas acima, nove atrás.
Jogar ao lado de Tiger foi um tormento para McDowell e Mickelson, assim como é para qualquer golfista ter que suportar 18 buracos ao lado de um jogador mal-educado que não para de praguejar, falar palavrões e bater tacos ostensivamente. A tal ponto que a televisão parou de mostrar a reação do ex-número 1 do mundo após as tacadas, para não ter que mandar tirar as crianças da sala ou levar a transmissão para a madrugada.
Tee das mulheres- Tiger começou a perder a compostura ainda no buraco dois, quando seu drive, um misto de gancho com papa – que Tiger preferiu chamar de “snipe” – andou 122 jardas e não passou o tee das mulheres. Mickelson e McDowell viraram o rosto para esconder o sorrisinho maroto que escapava entre os lábios e não lhe cobraram a brincadeira que varia de clube para clube nessas ocasiões vexatórias. Tiger fez bogey. No 14, Tiger fez mais um “lay up” de driver, desta vez um tiro de 188 jardas, que ainda lhe permitiu salvar o par após bater uma madeira para antes do green.
Tiger errou mais raias (8 de 14) e greens (8) do que no dia anterior, mas foi em cima dos greens que o atual número 5 do mundo mais sofreu. Foram 32 putts, contra 31 no dia anterior, com a péssima média de 1,92 putts por green acertado. E errou quatro putts com menos de três metros. Sua média de distância com o drive – que não computou os dois desastres – também encolheu para 291,5 jardas, contra 313,5 no dia anterior. McDowell escapou da parceira, mas Mickelson vai ter que jogar ao lado de Tiger pelo terceiro dia consecutivo, pela primeira vez na carreira.
Revanche – Do outro lado da chave, tranqüilo com a sua posição de número 1 do mundo, que parece não estar mais ameaçada pelo inglês Lee Westwood, o número 2, que fez um duplo bogey no 8 ao jogar duas bolas na água, marcar 74 e cair para o 34º lugar entre 66 jogadores, ao lado de Phil e Tiger, Kaymer vai jogar no pelotão ao lado de Mahan, numa espécie de revanche do campeonato da série mundial anterior, o Accenture, quando o alemão derrotou o americano por 2 & 1 na terceira rodada. Eles vão a campo a partir das 15h50. Às 18 horas começa a transmissão da ESPN no Brasil.
Molinari, que joga um grupo antes, terá menos pressão do lado de Martin Laird, quarto colocado com sete abaixo. Outros grupos que vale a pena acompanhar são de Nick Watney e Matt Kuchar; de Rory McIlroy e Aaron Baddeley, dois bons e divertidos amigos; Dustin Johnson e Adan Scott; Ernie Els e Luke Donald; e Steve Stricker e Padraig Harrington, que vão aparecer pouco na transmissão reduzida de cinco para duas horas que a televisão vai mostrar no Brasil.
Em tempo: Um leitor do Portal Brasileiro do Golfe nos escreve dizendo que ouviu informações “estranhas” sobre a presença de americanos no ranking mundial e no Caddilac Championship.
Realmente, se alguém falou isso que você relata estava desinformado. Há apenas 17 americanos entre os 50 primeiros do mundo esta semana, contra 17 europeus e 16 jogadores internacionais (muitos deles membros do Tour Europeu), como mostramos em detalhes e com uma tabela, dia 1º de março, na reportagem que explica por que a Presidents Cup deste ano perdeu grande parte de sua competitividade e está preocupando seus patrocinadores.
E a maioria de americanos e outros membros do PGA Tour no torneio da série mundial desta semana não se deve à seleção ser feita apenas pelo ranking mundial. Realmente entram os 50 primeiros do mundo. Mas o que inchou o torneio de jogadores do PGA Tour foi que há vaga garantida para todos os 30 primeiros do ranking americano (Fedex Cup) e para os 10 primeiros da lista Fedex Cup da semana anterior ao torneio. O Accenture já acabou com essa distorção inaceitável para um evento que se propõe como um dos “campeonatos mundiais”, passando a adotar apenas o ranking mundial como critério.
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