01/03/2011
Preciso, ferino e sem papas na língua, comentarista da NBC é atração à parte da televisão

Johnny Miller: transformando qualquer transmissão de golfe num show impedível na televisão
por: Ricardo Fonseca
Há quem ame e há quem odeie. O difícil mesmo é encontrar quem não siga atentamente as transmissões internacionais de golfe apenas para ouvir Johnny Miller há 21 anos o âncora das transmissões de golfe da NBC Sports. Miller tem uma legião de fãs nos Estados Unidos e é adorado também no Brasil, onde pode ser ouvido nas transmissões onde está disponível o SAP, com o som original, em inglês.
Miller não tem papas na língua, não perdoa ninguém e pode até perder um amigo, mas não perde a brincadeira. Para muitos, exagera em suas posições, mas não há quem negue a sua capacidade. Afinal, ao contrário de outros comentaristas, Miller foi um dos melhores profissionais de golfe dos anos 70, e permaneceu por dois anos o número 2 do mundo, atrás apenas de Jack Nicklaus, na época do Mark McCormack World Golf Ranking, que deu origem ao atual ranking mundial. Miller teve 32 vitórias profissionais, 25 no PGA Tour, incluindo dois majors.
Garota Dourada – Os brasileiros amaram quando Johnny Miller encantou-se com Ângela Park, em 2007, ao ver a estreante no LPGA Tour surgir no topo do placar e quase levar o título do U.S Women`s Open: “Lá vai a Garota Dourada”, advertiu. “Ela tem o swing mais bonito do LPGA e pode vencer”. Miller tinha razão quanto ao swing, mas a vitória ela ficou devendo naquela e em outras ocasiões, antes de abandonar o golfe sem explicações.
Recentemente, no episódio da cusparada de Tiger Woods no green, ao lado da bandeira, ao errar um putt curto no Dubai, que lhe rendeu uma multa pública do Tour Europeu, Miller não perdoou. “Uma coisa é certa”, disse durante a cobertura da NBC já no Northern Trust Open, em Los Ângeles. “Ele causou dano ao jogo de golfe”, disparou. “Tenho que ser duro com ele”, advertiu. “Todo mundo que saber o que ele fez, aonde ele vai, o que ele pensa e ele nem liga”, disse. “Sofremos com ele quando ele pediu desculpas e disse que ia ser uma pessoa melhor e é isso que ele dá em troca”.
Mike Tyson – Uma semana depois, Tiger voltou a ser citado por Miller, desta vez numa mesa-redonda com Dan Hicks e Roger Maltbie, da NBC e com Brandel Chamblee e Sir Nick Faldo, do Golf Channel. “Para ser honesto com vocês, Tiger me lembra um pouco da história do Mike Tyson”, disse Miller, silenciando os companheiros. “Tido como invencível, amedrontando todo mundo, respondendo rapidamente quando colocado sob pressão, até aparecer Buster Douglas (o peso pesado que surpreendeu o mundo ao nocautear o até então invicto Tyson) e sua vida desmoronou. “No caso do Tiger, o Buster Douglas foi ele mesmo, o próprio Tiger”.
No sábado do Accenture Muller remoia-se para falar a respeito do swing do alemão Martin Kaymer que caminha para ser o número 1 do mundo, ao lado de grandes batedores do golfe mundial. Ao ver a reprise de seu swing todo encaixado, ritmado, perfeito, não se deu por vencido e murmurou, como que brincando, como que com um muxoxo de pouco caso: “Swing de LPGA, não?”
Esse é Miller. Ame-o, odeie-o, mas jamais o abandone.
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