19/01/2020
Estreante Gui Grinberg foi destaque do Brasil, empatando em 13º com Andrey Xavier
Gallegos com o troféu do LAAC e os cobiçados convites para o Masters e para o The Open: Fotos: Enrique Berardi/LAAC
por | Ricardo Fonseca
Abel Gallegos, de 17 anos, tornou-se o primeiro argentino campeão do LAAC – Latin America Amateur Championship, neste domingo, 19 de janeiro, no El Camaleón Mayakoba Golf Course, em Playa del Carmen, no México, ao vencer de virada e ser o único a terminar abaixo do par no mais difícil teste em seis anos de história do maior torneio amador do continente. Desta vez, não houve brasileiros entre os Top 10, mas o estreante Gui Grinberg foi disparado o destaque do Brasil durante a semana tendo passado a maior parte dos 72 buracos entre os dez primeiros, antes de um duplo bogey no buraco final o derrubar para o 13º lugar, empatado com Andrey Xavier, que vinha de um quinto lugar em 2019 e era apontado entre os favoritos para vencer.

De cima para baixo, os seis brasileiros no LAAC 2020: Gui Grinberg, Andrey Xavier, Lucas Park e Fred Biondi, que passaram o corte, e Matheus Park e Daniel Kenji, que não jogaram no final de semana. Fotos: Enrique Berardi/LAAC
Gallegos, que nasceu numa pequena cidade e aprendeu golfe num campo de nove buracos vai, agora, mudar de vida. O título do LAAC lhe garantiu uma vaga no Masters, em Augusta, de 9 a 12 de abril, e – novidade introduzida este ano – uma vaga no The Open, também conhecido como British Open, o mais antigo major do golfe mundial, de 16 a 19 de julho, o Royal St. George, em Sandwich, na Inglaterra (desde que permaneça como amador até esses eventos). Gallegos também poderá jogar o US Amateur e o British Amateur, dois majors do golfe amador mundial, e qualquer outro torneio do R&A e USGA para o qual seja elegível. Além disso, pode entrar direto na seletiva final para o US Open, que vai ser jogado de 18 a 21 de junho no campo do Winged Foot.
Vitória – Único entre os 107 participantes a quebrar o par em três das quatro rodadas (nenhum dos nove primeiros fez isso mais do que uma vez), Gallegos começou a volta final perdendo por duas, mas aproveitou o único dia com pouco vento da semana para fazer cinco birdies, incluindo um consagrador no 18, e ser campeão com 280 (73 -70 -70 -67) tacadas, quatro abaixo do par. O mexicano Aaron Terrazas, outro que fez cinco birdies, três deles nos cinco buracos finais, e também jogou quatro abaixo neste domingo, terminou sozinho como vice-campeão, com 284 (72 -74 -71 -67) tacadas, o par do campo. Com isso, Terrazas garantiu ao menos vaga nas seletivas finais para o The Open e para o US Open.
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O grande derrotado do dia foi o colombiano Jose Vega, líder desde o segundo dia, quando jogou seis abaixo, com uma volta sem bogey, recorde do LAAC 2020. Vega começou a volta final liderando por duas, mas já perdia para Gallego no começo da segunda metade do campo. Vega sentiu a pressão e acabou por entregar o jogo com uma bola no mato no buraco 14, que lhe custou um duplo bogey. Pior do que isso, ele fez bogey no 18 para perder o segundo lugar empatado, o que lhe daria o direito de jogar as seletivas finais do US Open e do The “British” Open ao lado de Terrazas. Terminou sozinho em terceiro, com 281 (74-65-72-74), uma acima do par.
Brasileiros – Gui Grinberg começou a encantar a torcida brasileira logo no primeiro dia, quando jogou à tarde, debaixo de vento muito forte, e vinha com duas abaixo do par, em segundo lugar, uma atrás do líder, até o tee do 11. Uma bola fora lhe custou um duplo bogey no 12, mas ele reagiu com birdie no 14, antes de subir três tacadas nos três buracos finais e ainda terminar em sexto. No segundo dia, Gui fez seis birdies para jogar três acima, vítima de dois duplos bogeys seguidos nos buracos 2 e 3 (começou pelo 10), deixando momentaneamente o Top 10.
Sábado, Gui voltou a jogar três acima, mas como o dia foi difícil para todos, chegou à volta final em 9º lugar, a dez tacadas do líder Vega, mas ainda de olho num Top 10, o que já seria um excelente resultado para um estreante e feito só conseguido três vezes por brasileiros desde 2015. Gui vinha no par do campo neste domingo, sempre entre os dez primeiros, até jogar uma bola fora no 18, fazer duplo bogey e terminar em 13º, ainda assim um resultado para comemorar. “Eu vim para o LAAC para ganhar, esse era meu objetivo” conta Gui, que só tinha um plano na cabeça: “tudo o que queria era me divertir em campo e jogar bem, já que num campo difícil como esse é difícil planejar que buracos atacar; você tem que aproveitar o momento”.
Dificuldade – Os organizadores do LAAC dizem que esse foi o torneio mais difícil desde a estreia da competição organizada em conjunto pelo R&A, USGA e Augusta National, em 2015. Gui concorda. “Só tinha enfrentado um vento como esse no Campo Olímpico, mas as condições nem se comparam, pois o Mayakoba tem pares 4 longos e pares 5 muito difíceis”, compara Gui, que volta nesta segunda-feira para o Brasil e na quarta já embarca para defender o Brasil na Copa General Jose Artigas, no Uruguai, ao lado de Renato da Silva Filho, do Paraná. Dos Top 10, apenas Gallegos jogou abaixo em três rodadas. Todos os demais Top 10 jogaram apenas uma rodada abaixo do par.
Para os seis brasileiros classificados via ranking mundial amador de golfe (WAGR) as dificuldades ficaram claras ainda nas primeiras rodadas. Matheus Park (83-77 = +18) e Daniel Kenji Ishii (86-78 = + 22), o mais experiente em campo, e, não passaram o corte, que foi o mais alto da história do LAAC, 13 acima, superado por apenas 52 jogadores. Lucas Park e Fred Biondi, que estreou no LAAC com um sexto lugar em 2019, se esforçaram para conseguir jogar no final de semana. Lucas terminou em 33º, com 304 (76-77-77-74), 20 acima, e Biondi, em 36º, com 305 (81-72-80-72), 21 acima. Fora o quinto e sexto lugares de Andrey e Biondi, em 2019, o outro único Top 10 do Brasil na competição foi o terceiro lugar de Andre Tourinho, no torneio de estreia, em 2015.
Altos e baixos – Infelizmente Andrey, que chegou como favorito e até foi selecionado pela organização para dar entrevista como tal, e era a grande esperança dos brasileiros, não começou bem e voltou a jogar mal no sábado. Terminou em 13º, com 294 (77-69-78-70) tacadas, empatado com Gui. Mas Andrey, que só apareceu entre os Top 10 depois da segunda rodada, foi o único brasileiro a quebrar o par de campo duas vezes, feito só conseguido por mais dois jogadores: o campeão (três vezes) e pelo argentino Andy Schonbaum, 11º colocado com 293 (77-69-78-69) tacadas. O maior contraste de resultados do torneio foi de Lucas, nesta volta final. Começou pelo 10 jogando 43, oito acima de ida, antes de marcar 31, cinco abaixo, de volta, quando foi o único em todo o torneio a fazer quatro birdies seguidos (3 ao 6).

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