Lima 2019: Brasileiros enfrentam profissionais e amadores de ponta nos Jogos Pan-Americanos

02/08/2019

País vai em busca de medalhas inéditas e tem suas melhores chances no masculino

por: Ricardo Fonseca

A segunda competição de golfe na história dos Jogos Pan-Americanos, em Lima, de 8 a 11 de julho, quinta-feira a domingo da próxima semana, no Country Club Villa, será marcada por duelos entre muitos dos melhores profissionais e amadores do continente. Estarão em disputa nove medalhas: masculinas, femininas e de duplas mistas, essas na somatória do melhor resultado do masculino e o melhor do feminino, de cada país, em cada um dos quatro dias de jogo. Participam 64 golfistas, 32 homens e 32 mulheres, de 17 países. Alguns não têm dois jogadores em cada chave.

Na estreia do golfe nos Jogos Pan-Americanos de 2015, em Toronto, a Colômbia ganhou as três medalhas de ouro, com Marcelo Rozo, Mariajo Uribe e a de duplas, onde também competiam Mateo Gómez e Paola Moreno, a única que volta a jogar este ano. As medalhas de prata ficaram com o argentino Tommy Cocha, com a americana Andre Lee, e com o time dos EUA que teve ainda Kristen Gillman, Beau Hossler e Lee McCoy. Nenhum retorna este ano. As de bronze foram para o chileno Felipe Aguilar e para a paraguaia Julieta Granada, que retorna para tentar o ouro, e para o time argentino, completado por Alejandro Tosti, Delfina Acosta e Manuela Carbajo, outra que volta a jogar.

Brasil – No Pan de 2015, os brasileiros Adilson da Silva, profissional, e André Tourinho, amador, empataram em oitavo, com duas abaixo, a oito tacadas do pódio. No feminino, Clara Teixeira terminou em 28º lugar, e Luiza Altmann foi desclassificada na última rodada. Por equipes, o Brasil ficou em nono, muito longe das medalhas, mas com todos os quatro pontuando ao menos uma vez para o time. Adilson e Luiza voltam a defender o Brasil, desta vez ao lado de Alexandre Rocha e da juvenil Nina Rissi, que mora e joga na Espanha. Todos estarão em Lima já a partir deste domingo.

Adilson da Silva, que representou o Brasil nos Jogos do Rio 2016, tem oscilado entre os 200 e 400 melhores do ranking mundial, não foi bem nos últimos torneios e está em recesso dos circuitos onde joga, na Ásia e África. Alexandre, em melhor fase, também aguarda o recomeço do PGA Tour LA, em setembro, e tem a experiência de duas temporadas no PGA Tour e de cinco no Tour Europeu. Já Luiza, que estreou no Tour Europeu em 2018, está sem cartão este ano e vem de um período de treino na Coréia. Nina, a caçula do time, é promissora, mas uma incógnita, pois mal começou a jogar torneios do ranking mundial.

Adversários – No masculino, o Brasil não é o único país que terá dois profissionais em campo, sendo que a maioria dos adversários joga no PGA Tour Latinoamérica. Argentina (Miguel Ángel Carballo e Estanislao Goya), Chile (Felipe Aguilar e Guillermo Pereira), Colômbia (Ricardo Celia e Santiago Gómez), Guatemala (José Toledo e Daniel Gurtner), México (Gonzalo Rubio e Raúl Cortes de la Riva) e Paraguai (Carlos Franco e Fabrizio Zanotti), também serão representados no masculino apenas por profissionais. Mas quem preocupa são os EUA, que jogarão com dois amadores, mas ambos Top 7 do mundo: Stewart Hagestad, 5º do ranking mundial amador de golfe (WAGR), e Brandon Wu, 8º.

Entre as mulheres, os EUA não fizeram diferente e inscreveram Emilia Migliaccio, 8ª do mundo, e Rose Zhang, 25ª. Outros fortes times só com amadoras são os do Canadá, com Brigitte Thibault (167ª) e Mary Parsons (361ª); Chile, com Natalia Villavicencio (523ª) e Antonia Matte (615ª); Guatemala, com Pilar Echeverría (103ª) e Valeria Mendizabal (618ª); e Uruguai, com Sofia Garcia Austt (683ª) e Jimena Marquez (795ª). O Paraguai vai jogar com a profissional Julieta Granada, 294ª do mundo, e a amadora Sofía García, 39ª do WAGR. O chile apostou em duas profissionais, Paula Hurtado (818ª) e Paola Moreno (1283ª), mas há outras profissionais de alto nível, como a peruana María Palacios (747ª) e a mexicana Alejandra Llaneza (847ª).

Favoritos – Pelos resultados recentes, o Brasil tem suas melhores chances de medalha no masculino, mas Argentina, Canadá, Chile, EUA e Paraguai também têm equipes muito fortes. No feminino, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, EUA, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela são as favoritas, com o Brasil correndo por fora. Já as medalhas por equipes dependem de combinação de resultados, nos dias certos.

No masculino, o profissional mais bem ranqueado em campo é o paraguaio Fabrizio Zanotti, 234º do OWGR, seguido pelo brasileiro Adilson da Silva (339º), pelos argentinos Miguel Ángel Carballo (446º) e Estanislao Goya (531º) e pelo brasileiro Alexandre Rocha (656º). No feminino, a mais bem ranqueada também é paraguaia, Julieta Granada (294ª), seguida por María Palacios (747ª), do Peru, Alejandra Llaneza (847ª), do México, e Laura Restrepo, (944ª), do Panamá. Entre os amadores, os mais bem ranqueados são, disparado, são os quatro americanos.

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