Lucas Lee: o milagre do buraco 18

21/09/2009


Depois de dia desastroso, eagle garante brasileiro em mais um torneio do Nationwide Tour




Clique aqui e assista ao vídeo
do eagle feito por Lucas Lee
no último buraco do torneio.


por: Ricardo Fonseca

O profissional paulista Lucas Lee (foto) viveu nesse domingo, o que ele classificou de “um dia muito louco” na rodada final do Albertons Boise Open, torneio do Nationwide Tour com US$ 725 mil em prêmios, jogado no Hillcrest Country Club, em Idaho (EUA). Depois de jogar 64 (-7), o melhor resultado de sua carreira, no sábado, nada estava dando certo para o brasileiro até o buraco 18 de domingo, quando ele embocou do meio da rua para fazer eagle, terminar entre os 25 primeiros e garantir uma vaga no torneio do Nationwide Tour desta semana.

“Eu estava jogando muito mal”, diz Lucas. “Nenhum putt meu entrava, todos passavam raspando”, conta o brasileiro que deu 30 putts na rodada final contra 25 nos dois dias anteriores. O resultado foi uma sucessão de bogeys – seis ao todo, sendo quatro num intervalo de seis buracos -, que o derrubaram da sexta para a 33ª colocação do placar. Foi aí que aconteceu o milagre.

Eagle – “No 18 (par 4), eu estava a 124 jardas da bandeira, mas queria bater umas 10 jardas mais curto porque os greens estavam muito duros”, diz Lucas. “Bati com um pouco de draw (efeito controlado da direita para esquerda) e, de repente, todo mundo começou a gritar”, conta. “Só então eu soube que tinha feito um eagle para terminar entre os 25 primeiros e garantir vaga para jogar no Texas esta semana”, comemora o brasileiro, que assegurou sua presença em mais um torneio do Nationwide, o WNB Golf Classic, com US$ 525 mil em prêmios, de quinta a domingo, no campo do Midland Country Club, em Odessa, no Texas.

Lucas terminou o torneio com 277 (70-69-64-74) tacadas, sete abaixo do par, para empatar em 17º lugar em seu torneio de estréia no circuito de acesso ao PGA Tour. Com a classificação para jogar no Texas, o brasileiro desistiu do torneio do Canadian Tour que jogaria esta semana.

Experiência – Para Lucas, jogar nessas condições, acabou sendo um experiência muito boa. “Foi muito parecido como o que senti nas duas vezes em que jogava no último grupo no Tour Canadense”, compara Lucas, que foi duas vezes vice-campeão no circuito. “Eu não sei por que – talvez estivesse tentando me superar e fazer algo milagroso -, mas as coisas não estavam indo bem”, avalia o brasileiro. “Da próxima vez vou jogar mais relaxado”, promete.

O título – e o prêmio de US$ 130 mil, dos US$ 750 mil distribuídos esta semana -, ficou para o americano Fran Quinn, que fez birdie no 18 para somar 270 (68-65-68-69) tacadas, 14 abaixo, e vencer por uma. Blake Adams, também dos EUA, líder desde o primeiro dia, ficou em segundo, com 271 (63-65-71-72), 13 abaixo.

Recordes – No final de julho, Lucas tornou-se o primeiro brasileiro a passar o corte num torneio do PGA Tour, em mais de 24 anos. No Nationwide, apenas três brasileiros tinham chegado aos prêmios em dinheiro nesta década. O último deles foi Fernando Mechereffe, que jogou cinco vezes no Nationwide e só passou o corte na última tentativa, no The Rex Hospital Open, em junho de 2008.

Philippe Gasnier, que jogou três vezes no circuito de acesso (além do U.S. Open de 2008) também passou um corte, no Lake Erie Charity Classic, em julho de 2005. O primeiro a conseguir isso foi Alex Rocha, que além de três torneios do PGA Tour, jogou quatro vezes no Buy.com, antigo nome do Nationwide Tour, passando o corte do Monterrey Open, em março de 2001, e no Samsung Canadian PGA Championship, em julho de 2003.

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