16/10/2010
Galea vai responder ao Grande Júri por tratamento ilegal de atletas e uso de drogas proibidas

Anthony Galea: julgamento por cinco crimes federais pode comprometer Tiger Woods
Anthony Gálea, o médico canadense que tratou ilegalmente de mais de vinte atletas nos Estados Unidos, entre 2007 e 2009, incluindo Tiger Woods, foi indiciado nesta sexta-feira pelo Grande Júri de Búfalo, em Nova York, por cinco crimes federais. Os jurados analisaram as provas contra o médico conhecido como o “Rei do Doping” e decidiram que a promotoria deveria dar andamento aos processos contra ele por conspiração; posse de drogas proibidas – hormônio do crescimento humano (HGH, na sigla em inglês) – com a intenção de distribuí-la; comércio de drogas falsificadas; contrabando; e falso testemunho.
Galea, que não tinha permissão para clinicar nos Estados Unidos, foi indiciado depois que Mary Anne Catalano, sua assistente, foi presa na fronteira com o Canadá tentando entrar nos EUA com HGH e outras drogas ilegais escondidas no carro. Ele mentiu para os agentes de fronteira dizendo que estava indo a um congresso, mas depois confessou que estava indo levar as drogas para Galea, em Washington, onde ele faria um tratamento ilegal num atleta profissional.
Woods – Na época, um notebook de Galea foi apreendido pelo FBI, que descobriu uma lista de pacientes de Galea, que incluía Tiger Woods. Tanto o médico, que chegou a ficar alguns dias preso, como o golfista número 1 do mundo, alegaram que Galea foi pelo menos quatro vezes à casa de Woods, na Flórida, para fazer um tratamento que não seria proibido por lei. Ao que se sabe, o FBI ainda não encontrou provas de que Galea tenha ministrado a Woods tratamento ilegal, a menos que o médico decida falar em troca de algum benefício oferecido pela promotoria.
A história dos dois é tão estapafúrdia, que ninguém acreditou em Woods e Galea. Depois de operar o joelho com a equipe médica mais cara dos Estados Unidos, Woods não soube explicar porque contratou um médico clandestino, conhecido como o “Rei do Doping”, para que, escondido por não ter licença para trabalhar como médico nos EUA, e usando uma centrífuga alugada em nome de terceiros de uma clínica particular, ministrasse ao atletas mais bem pago do mundo um tratamento simples e legal, que poderia ter sido feito por milhares de médicos legalizados na própria casa do atleta ou em qualquer hospital ou clínica dos EUA.
A alegação de Woods e de Galea é que o tratamento do atleta consistiu na técnica conhecida como plasma enriquecido com plaquetas. Ela consiste em retirar o sangue do próprio paciente, centrifugá-lo, recolher o plasma, agora com uma concentração bem maior de plaquetas, os fragmentos de células da medula óssea. Esse plasma enriquecido de plaquetas é injetado diretamente sobre lesões com o objetivo de acelerar a recuperação dos tecidos.
Galea, que contrabandeava HGH, nutropin (uma forma de HGH) e actovegin (um estrato feito de sangue não humano) do Canadá para os EUA, pode ser condenado a muitos anos de cadeia e a multa milionárias. Resta saber se em função de acordos com a promotoria para reduzir as penas, ele não vai revelar aquilo que os agentes do FBI ainda estão avaliando: quantos e para quais atletas profissionais de ponta ele ministrou tratamentos ilegais com drogas que aumentam o desempenho.
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