Mesmo sem jogar, Dustin Johnson assumiu a liderança do ranking mundial de golfe nesta 2ª feira

04/03/2019

Americano aparece agora 0,0008 ponto de média à frente do inglês Justin Rose

por | Ricardo Fonseca

Mesmo sem jogar no Honda Classic, Dustin Johnson voltou à liderança do ranking mundial de golfe (OWGR), como previsto, nesta segunda-feira, graças aos ajustes semanais da pontuação relativa aos últimos dois anos corridos. DJ, que estava 0,0100 ponto de média atrás de Justin Rose, na semana anterior, agora aparece 0,0008 ponto na frente do inglês, que também não jogou esta semana, e caiu para número 2 do mundo. Brooks Koepka e Rickie Fowler, com seus vice-campeonatos no Honda, também ganharam uma posição esta semana (quadro abaixo).

DJ voltou a ser o número 1 do mundo pela quarta vez na carreira e pela 82ª semana. DJ foi número 1 do mundo pela primeira vez em 19 de abril de 2017, ocupando o posto até 21 de maio de 2018, 64 semanas seguidas. Ele voltou a ser o líder do ranking por mais 13 semanas, de 10 de junho a 9 de setembro de 2018, e depois por mais quatro semanas, de 23 de setembro a 20 de outubro. Rose, que chegou a número 1 pela primeira vez em setembro de 2018, soma, após esta quarta vez 12 semanas no topo do ranking. Desde junho de 2018 houve dez trocas de posições como número 1 entre os dois e Brooks Koepka.

Cálculo – Mesmo sem jogar, os golfistas perdem ou ganham posições no OWGR em razão da forma em que o ranking é calculado, uma média de pontos ponderados dos dois anos imediatamente anteriores – 104 semanas. Os pontos conquistados nas 13 semanas mais recentes valem na íntegra, para valorizar os desempenhos mais recentes dos jogadores, mas os pontos das 91 semanas restantes vão perdendo 1,099% de seu valor a cada semana, até sumir da lista. Com isso, há uma flutuação natural de pontos que muda o ranking da maioria, mesmo sem jogar, e mais raramente mexe com a ordem dos Top 10 do mundo.

Além disso, a média de pontos é calculada dividindo-se o total de pontos conquistados por um mínimo de 40 torneios e um máximo de 52 competições. Quem tem menos de 40 torneios jogados nos últimos dois anos vai acrescentando pontos e mantendo o divisor (40) e consegue subir rapidamente no ranking. Esse é o caso de Tiger Woods que, com o México, jogou 24 torneios nas últimas 104 semanas. Como não tem pontos “a defender” e pontua em quase todos os torneios, já é o 12º do mundo esta semana. Quem tem 53 torneios ou mais do OWGR jogados em dois anos também é beneficiado, por somar pontos sem mudar o divisor mas esses são poucos e nunca os melhores do mundo.

Clube restrito – Desde que o OWGR começou a ser divulgado, antes do Masters de 1986 tendo o alemão Bernhard Langer como número 1 do mundo, mais 22 jogadores conseguiram ser número 1 do mundo, com destaque para Tiger Woods que acumulou o recorde de 281 semanas consecutivas e 683 semanas no total (quase 10 anos!) como número 1 do mundo.

Antes de Tiger, de 1986 a 1997, apenas oito jogadores foram número 1 do mundo. Durante seu reinado, que durou de 1997 a 2014, mais oito novos profissionais assumiram o posto por algum tempo. Depois disso, nesses últimos quatro anos, outros sete jogadores chegaram a número 1 do mundo, mas com constantes trocas de posições. Com DJ, na próxima semana, terá havido 23 trocas de comando do ranking mundial.

Troca-troca – Se chegar a número 1 do mundo é difícil, manter a posição parece ser ainda mais. Tom Lehman, por exemplo, ficou apenas uma semana como número 1 do mundo, em abril de 1997. E apenas três golfistas em toda a história começaram e terminaram o ano como número 1 do mundo: Nick Faldo (1993); Greg Norman (1996), e Woods (2000, 2001, 2002, 2003, 2006, 2007, 2008 e 2009). Na próxima semana, o posto de número 1 do mundo estará trocando de mãos pela 79º vez na história.

Os 23 jogadores que chegaram a número 1 do mundo representam 10 países, dos quais oito americanos, quatro ingleses, três australianos e dois alemães. Com um jogador cada estão Irlanda do Norte, Espanha, Gales, Zimbábue, Fiji e África do Sul. Nenhum asiático, africano ou jogador da América do Sul ou Central chegou lá. Só sete profissionais passaram mais de um ano (52 semanas, consecutivas ou não) como líderes do ranking. E apenas dois jogadores foram nº 1 do mundo sem nunca vencer um major: os ingleses Luke Donald (56 semanas) e Lee Westwood (22).

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