02/03/2017
LPGA está em Singapura; Web.com está de férias. Faça como os americanos e veja golfe na tevê
Com 49 dos 50 melhores profissionais do mundo em campo, o golfe do México vive um momento único em sua história com a disputa do primeiro dos quarto torneios dos World Golf Championships (WGC), a série de campeonatos mundial que se disputa há mais de dez anos e que só perde em importância para os quatro majors. E esta é uma cena que irá se repetir por sete anos, uma vez que o agora chamado Mexico Championship, com patrocínio do Grupo Salinas, tem contrato até 2023. As empresas de Ricardo Salinas Pliego incluem meios de comunicação, telecomunicação, finanças e comércio, empregando 70 mil pessoas em sete países latino-americanos e também nos EUA.
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Enquanto isso, o agora chamado Trump Doral, em Miami, sede de torneios do PGA Tour por 55 anos seguidos e do WGC Championship desde 2007, está em silêncio. E não é só em Miami que isso acontece. Algo antes inimaginável em março, não há torneios de golfe nos EUA esta semana! O LPGA Tour está em Singapura, com o HSBC Women’s Champions, a versão feminina de outro dos WGC, o HSBC Champions, jogado no final do ano, na China. E o Web.com Tour está em recesso e só volta a ter torneios no final do mês.
Ironia – A transferência do torneio do Trump Doral para o México – por sete anos – foi mais do que uma ironia do destino com o milionário que comprou o complexo de golfe da Flórida, em 2012, com a promessa de torná-lo “um dos melhores lugares para se jogar golfe no mundo”. Mas depois que o agora presidente Donald Trump deixou os quase 80% da população latino-americana de Miami em pé de guerra, com repetidas declarações – e atos – xenofóbicos, sobretudo contra mexicanos, a Cadillac não quis renovar o contrato de patrocínio que terminou em 2016 e o PGA Tour não encontrou nenhuma outra empresa americana disposta a correr o risco de investir dezenas de milhões de dólares para enfrentar protestes e manchetes negativas antes e durante a semana do torneio.
A ideia da criação dos WGC, em 1999, era que os quatro torneios rodassem o mundo, sendo o embrião de uma série realmente mundial, como o tênis tem, por exemplo. Os dois primeiros WGC Championships foram jogados em Valderrama, na Espanha, em 1999 e 2000, e o de 2001, previsto para St. Louis, foi cancelado depois do 11 de setembro. Depois disso o torneio esteve apenas mais três vezes fora dos EUA, na Irlanda, em 2002 e 2004, e no Inglaterra, em 2006.
Mundial ? – O outro dos WGC começou como torneio de duplas e é o único que dá sentido ao nome “mundial” dos WGC. Foi jogado de 2000 a 2006 com o nome de WGC-World Cup, antes de ser substituído pelo HSBC Champions da China, individual. Na primeira fase esteve na Argentina, Japão, México (2002), Espanha, EUA, Portugal e Barbados. Já o WGC Invitational, que foi NEC de 1999 a 2005 e depois Bridgestone, mas sempre jogado no Firestone Country Club, exceto em 2002, quando foi para, Washington. O quarto e último desses torneios mundiais, o hoje Dell Technologies Match Play jogado desde 1999, só saiu dos EUA uma vez, em 2001, quando foi jogado na Austrália.
Goste ou não a quase metade da população americana que votou em Trump, o México é o centro do golfe mundial esta semana, mais exatamente o Club de Golf Chapultepec, felizmente para jogadores e públicos um pouco longe da poluição e congestionamentos da Cidade do México, numa área montanhosa, a oeste, e a 2.300 metros de altitude média. Será 77 jogadores, sendo 49 dos 50 primeiros do ranking (Jason Day, gripado, não joga) e 70 dos 100 melhores do mundo.
Altitude – Este campo hoje com par 71 (35-36) e 7.330 jardas, que nessa altitude equivaleria a um percurso de 6.750 jardas, já recebeu todos os Mexican Open de 1944 a 1960, além das edições de 1974, 1981, 1991 e 2014, esta última quando Alexandre Rocha obteve um de seus melhores resultados no PGA Tour Latinoamérica, ao terminar em terceiro lugar.
Dustin Johnson, que acaba de assumir e vai defender o posto de número 1 do golfe mundial pela primeira vez, é a grande atração da semana. Na verdade, sem Jason Day, o número 2 do mundo em campo, a chamada “defesa” da liderança do ranking promete ser bem fácil para DJ, uma vez que apenas Rory McIlroy, o número 3, que volta de um mês parado por causa de uma contusão na costela, é o único que pode lhe tomar o posto, e isso se vencer e DJ jogar bem mal. Hideki Matsuyama, o número 4, não tem chances de chegar a número 1 nem se vencer.
Televisão – A ESPN+ transmite o Mexico Championship ao vivo, quinta e sexta-feira, das 16 horas às 21 horas. No sábado, a transmissão do golfe começa bem atrasada, depois do futebol, e vai ao ar das 16h30 às 20 horas. No domingo, não há cortes, com o jogo sendo transmitido da 14 horas às 20 horas.
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