Mundial Amador: Brasil tem seu pior dia, na terceira rodada, mas perde só uma posição

24/09/2016

Meta agora é terminar nos Top 30 pela segunda vez em 14 anos. Austrália lidera com 16 de vantagem

Kenji: pontuadno para o Brasil pelo terceiro dias consecutivo, desta vez com o melhor resultado da equipe

por Ricardo Fonseca

Apesar do recorde de 50 resultados individuais válidos abaixo do par – a segunda melhor marca da história do torneio – registrados nesta sexta-feira, o Brasil tomou caminho inverso e fez sua pior exibição no terceiro dos quatro dias de disputa do 30º Campeonato Mundial Masculino de Golfe por Equipes – Troféu Eisenhower – que termina neste domingo em dois campos – Mayakoba El Camaleon Golf Club e Iberostar Playa Paraiso Golf Club, em Riviera Maya, no México, que estão sendo usados em rodízio. Apesar do revés, o Brasil perdeu apenas uma posição para empatar em 30º lugar e agora tem como meta ganhar ao menos uma posição e terminar entre os Top 30 pela segunda vez nos últimos 14 anos (foi 26º, em 2012).

O gaúcho Herik Machado pontuou para o Brasil pelo terceiro dia, mas depois de duas voltas de 70 tacadas (uma e duas abaixo), jogou 75, três acima do par, no campo do Iberostar, para fazer o segundo resultado válido do time. Desta vez, que fez o melhor resultado do Brasil foi o carioca Daniel Kenji Ishii, que jogou 73 (+1), o que deu ao time o parcial de quatro acima e um total de 433 (143-142-148) tacadas, três acima do par. o gaúcho Gustavo Chuang jogou 79 sua pior volta, que não valeu para o time (só contam as duas melhores de cada dia).

Divisão – Como terminou o terceiro dia na metade superior do placar, o Brasil ganhou o direito de jogar a volta final no campo principal, o Mayakoba (par 71). Os demais jogam no Iberostar (par 71), o que fará que alguns países tenham jogado três dias num campo e um no outro e outros dois em cada. Isso só permite comparar os resultados dos melhores, ficando a segunda metade dos concorrentes numa espécie de chave de consolação. A Itália, 33ª, irá jogar, por exemplo seu terceiro dia seguido no Iberostar.

Com isso, para terminar entre os Top 30, o Brasil precisa passar à frente de Marrocos e África do Sul, que estão empatados com nosso time em 30º e também jogam na chave principal, no Mayakoba, e ainda superar alguém à sua frente – a parte mais difícil, uma vez que há quatro países empatados em 25º com três abaixo – Taiwan, Holanda, Venezuela e Gales -, e um Singapura – em 29º, com duas abaixo, cinco tacadas à frente do Brasil.

Ouro na mão – Do outro lado da tabela, a Austrália disparou ainda mais na liderança ao somar 32 abaixo do par em três dias e abrir 16 tacadas de vantagem sobre a Irlanda (-16), com os EUA em terceiro (-15). Mas enquanto a medalha de ouro já é da Austrália, Irlanda e EUA terão que brigar pela prata e bronze com Áustria, Inglaterra e Polônia, que somam -13. Nova Zelândia, Noruega e Espanha e Tailândia, empatadas em sétimo, com 11 abaixo, também sonham com o pódio, seguidos por Canadá e Suíça, com 10 abaixo; e Escócia, em 9 abaixo.

Nesta sexta, os responsáveis pela Austrália ter ficado mais uma vez a apenas um recorde do torneio (para 54 buracos) foi Curtis Luck que jogou 63 (-9), melhorando em três tacadas a melhor marca do torneio até agora, e Cameron Davis, que marcou 68 (-4) – ambos com voltas limpas, sem bogey – no campo de par 72, e 6.888 jardas do Iberostar.

Individual – Luck, campeão do U.S. Amateur deste ano, fez nove birdies para estabelecer a quarta melhor volta abaixo do par da história do Troféu Eisenhower e deixar seu time uma atrás do recorde de 54 buracos estabelecido pelos EUA em 2014, no Japão. Davis teve a chance de igualar a melhor marca da história (-10), mas errou um putt de dois metros para birdie no buraco final. Nos dois primeiros dias ele não pontuou para o time.

Davis, por sua vez, jogou sua terceira volta na casa das 60 tacadas é o líder da classificação individual, com 14 abaixo (67-66-68), seguido por Luck, com 12 abaixo (69-71-63). Em terceiro vem o polonês Adrian Meronk, com 10 abaixo, seguido por três jogadores com 9 abaixo, entre eles o argentino Alejandro Tosti, o melhor sul-americano. A Argentina não começou bem, mas chega à rodada final em 16º, com nove abaixo, carregada por Tosti, uma vez que Gaston Bertinotti e  Andres Gallegos ainda não jogaram abaixo do par.

Brasileiros – Herik, que chegou a aparecer em 11º lugar no placar individual parcial, caiu para o 47º lugar, com 145 (70-70-75), o par do torneio. Kenji vem em 71º, com 218 (73-72-73) três acima, e Chuang em 123º, com 227 (73-75-79), 12 acima. Participam um total de 210 jogadores de 71 países, recorde da competição.

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