Mundial Amador Feminino: Brasil perde posições e repete 36º lugar da edição anterior

19/09/2016

Nas quatro últimas edições - desde 2010 - país teve seus quatro piores resultados da história

 

Equipe brasileira no México teve Nathalie Silva como capitã

por Ricardo Fonseca

As melhores jogadoras do Brasil não foram capazes de reverter a situação ruim que o golfe feminino do país enfrenta desde 2010, quando os times femininos brasileiros acumularam as quatro piores colocações do Campeonato Mundial Amador de Golfe Feminino por Equipes, o Troféu Espírito Santo, competição bienal que este ano foi jogada de quarta a sábado nos campos do Iberostar Playa Paraiso Golf Club e Mayakoba El Camaleon Golf Club, em Riviera Maya, no México. Luiza Altmann, Lauren Grinberg e Clara Branco Teixeira terminaram em 36º lugar, repetindo a colocação que o Brasil obteve em 2014, no Japão, quando o time teve Luciane Lee, hoje profissional, que foi substituída por Lauren.

Esses dois 36º lugares foram os terceiros piores resultados da equipe feminina do Brasil no torneio, só perdendo para o 42º lugar de 2010, na Argentina, e para o 44º lugar de 2012, na Turquia. Antes disso o pior resultado brasileiro havia sido um 30º lugar, em 2004. Desde o último ano do século passado – 2000 – quando foi o Brasil 15º colocado, seu último bom resultado no torneio, o Brasil não termina entre os 20 primeiros no Mundial Feminino, feito que anteriormente conseguiu 13 vezes em 16 tentativas, incluindo um terceiro lugar em Portugal, em 1976, num total de três Top 10 e seis Top 15.

Brasil – O Brasil estreou em 21º lugar, com Luiza (73) e Clara (76) pontuando, mas depois perdeu posições a cada dia, entre as 55 equipes, recorde de inscritas, que competiram no México. Luiza (76) e Lauren (77) pontuaram no segundo dia; as duas voltaram a jogar 77 e pontuar no terceiro dia, e, na volta final, coube a Clara (76) e Lauren (78) pontuar. Com isso o Brasil somou 610 (149-153-154-154) tacadas, 34 acima do par.

Individualmente, Luiza foi a melhor do Brasil, em 70º, com 305 (73-76-77-79), 17 acima; Lauren ficou em 100º com 310 (78-77-77-78), 22 acima; e Clara em 115ª, com 314 (76-83-79-76), 26 acima. Competiram 163 jogadoras de 55 países. A competição masculina – Troféu Eisenhower – começa nesta quarta.

Vitória – O Troféu Espírito Santo ficou para a Coréia que venceu a competição pela quarta vez e segunda consecutiva, com um resultado de 547 tacadas, 29 abaixo do par e 21 tacadas de vantagem sobre as vice-campeãs. Os EUA já haviam vencido por 21 tacadas, em 1998, recorde igualado este ano. Os 29 abaixo da Coreia ficaram a uma tacada do recorde de 546 estabelecido em 2010.

A Suíça terminou em segundo, com oito abaixo, e a Irlanda em terceiro, com sete abaixo. Os EUA ficaram em sexto, com duas abaixo, atrás ainda da Dinamarca, quarta colocada com seis abaixo, e da Tailândia, quinta, com quatro abaixo. Hye Jin Choi e Min Ji Park jogaram 67 cada, cinco abaixo do par, na volta final, para definir o título coreano. Choi, de 17 anos, venceu também no individual, com 14 abaixo, superando a dinamarquesa Lyng Thomsen por duas tacadas (-12) e a coreana Park, de 16 anos, e a suíça Kim Metraux, por cinco (-9).

Sul-Americanos – O México, que jogava em casa, terminou em décimo com seis acima. Entre os sul-americanos, Equador e Paraguai empataram em 22º, com 20 acima, a Colômbia ficou em 24º, com 22 acima, e a Argentina em 32º, com 27 acima. Atrás do Brasil, que foi 36º, com 34 acima, terminaram Peru (27º; +35), Venezuela (38º; +40), Uruguai (41º; +43) e Chile (45º; + 50).

 

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