O dia em que o Blue Monster virou Blue Bear

13/03/2011


A ameaçador campo do Doral não passou de um ursinho de pelúcia para D.J., o novo líder


Dustin Johson: sete abaixo no sábado apra liderar por dua na volta final do torneio de golfe do Doral
   Dustin Johnson: sete abaixo no sábado para liderar por duas na volta final do torneio de golfe do Doral

por: Ricardo Fonseca

Num dia em que o vento virou brisa e o monstro do lago do 18 passou quase todo o tempo adormecido, e o Blue Monster, apelido do campo mais difícil do Doral, em Miami, estava mais para bichinho de pelúcia, 41 dos 66 golfistas jogaram abaixo do par, sendo que 23 deles terminaram os 18 buracos  na casa das 60 tacadas, fazendo com que a sede do Cadillac Championship estivesse mais para par 68 do que 72. Ninguém se aproveito melhor do indefeso percurso do que Dustin Johnson, o DJ, que fez oito birdies para jogar 65, sete abaixo, e chegar à rodada final do segundo torneio da série de campeonatos mundiais da temporada vencendo por duas, com 13 abaixo no total.

DJ não foi o único a fazer poucas e nem está em situação tão confortável assim. Uma dúzia de jogadores, incluindo três dos dez primeiros do ranking mundial de golfe, vem a seguir, entre 11 e oito tacadas abaixo do par, prontos para dar o bote a qualquer vacilada. Luke Donald, o número 3 do mundo, que pode terminar a semana como o segundo do ranking se vencer seu segundo torneio consecutivo dos World Golf Championships (vem de uma vitória no Accenture, há duas semanas) é um dos vice-líderes, ao lado de Matt Kuchar, o 10 do mundo, e de Nick Watney.

Bicho Papão – Como bom bicho papão que se preze, o buraco 18 do Doral, um par 4 com 467 jardas com água à esquerda, do tee ao green, cobrou seu pedágio. Na verdade, Blue Monster é o apelido desse buraco que já derrubou muito gente famosa, e teve seu nome extrapolado para todo o campo. Watney, que vinha com um eagle e cinco birdies, deixou duas lá, para jogar 68 e sair da liderança. Donald devolveu uma tacada para se distanciar do líder, assim como metade dos jogadores que ainda tem chances de lutar pelo título neste domingo, com transmissão ao vivo pela ESPN, das 17h00 às 20h00.

Ninguém negociou melhor sua passagem para a rodada final do que Rory McIlroy, o número oito do mundo, que fez birdies no 17 e no 18 para jogar 69 e ser um dos quatro jogadores empatados em quinto, com 10 abaixo. Os outros são o italiano Francesco Molinari, que também pagou seu tributo no 18; Adam Scott, voltando a jogar bem depois de muito tempo, e Hunter Mahan, líder desde o primeiro dia, que fechou a volta com dois bogeys para jogar 71 pelo segundo dia consecutivo.

Por fora – Não dá para deixar de colocar um olho ainda em mais cinco jogadores que tem chances reais de lutar pelo título se DJ tropeçar: Padraig Harrington e Martin Laird, empatados em nono, com nove abaixo; e Anders Hansen, Vijay Singh e Steve Stricker, classificados a seguir, com oito abaixo, a três tacadas dos vice-líderes.

Só quem não soube aproveitar o cochilo do Blue Monster foi a elite do golfe mundial, que se digladiou, lado a lado, em grupos de três, nos dois primeiros dias. Martin Kaymer, que vai mantendo seu posto de número 1 do mundo pela terceira semana, foi o único dos 19 primeiros colocados a jogar acima do par. Marcou 74 e caiu da vice-liderança para a 14ª posição, seis atrás do líder. Lee Westwood, que já havia tropeçado no dia anterior jogou 70, pouco para a média do dia e subiu quaro posições para ser o 30º colocado, com duas abaixo.

Decepção – Tiger Woods, que já venceu esse torneio seis vezes, três delas consecutivas, em quatro países e seis campos diferentes, incluindo o do Doral, e nunca terminou fora das dez primeiras posições, até que melhorou nos putts – 28 – mas continuou espantado os drives para todos os lados. Jogou 70 para terminar o dia em 30º lugar, a dois dígitos dos líderes. Johnny Miller não perdoou: minha mulher passava fácil dois drives que Tiger bateu hoje”, disparou. O ex-número 1 do mundo, agora 5, saiu do campo irritado, alegou que estava indo para o driving range para não dar entrevista ao PGA Tour, se enfiou no carro e foi embora.

Decepção ainda para Graeme McDowell, o número 4 do mundo, que vinha de muitos bons resultados, mas teve que fazer birdies no 15 e no 16 para jogar 71 e terminar o dia ao lado de Woods e West. Phil Mickelson conseguiu ser o pior de todos eles ao fazer um duplo bogey no 14, jogar 72 e ficar em 42º lugar, no par do campo, há duas semanas de defender seu título no Masters.

Simbolismo – A transmissão da CBS deste sábado, nos EUA, com cinco horas de duração, começou com Tiger Woods e Phil Mickelson deixando o green do 18, algo impensável há poucos meses, uma vez que no fim de semana os jogadores vão a campo pela ordem inversa à da classificação e os dois melhores jogadores dos EUA costumavam sempre estar nos grupos finais.

Deixaram o palco para a nova geração do golfe mundial, com Dustin Johnson (-13), Luke Donald (-11), Matt Kuchar (-11), Nick Watney (-11), Adam Scott (-10), Rory McIlroy (-10), Francesco Molinari (-10) e Hunter Mahan (-10) separados por apenas três tacadas no topo do placar. Jogadores que tem em média 28,4 anos, contra os 35 de Tiger e 40 de Mickelson, que mais uma vez não vão aparecer na transmissão. Estão 11 e 13 tacadas atrás do líder, respectivamente.

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