PGA Tour fica numa saia justa com seu mais antigo patrocinador, após mudanças no calendário

28/02/2019

Espremido entre torneio da série mundial e o The Players, Honda atraiu apenas três dos Top 20

por | Ricardo Fosneca

A Honda e o PGA Tour terão muito que conversar até o calendário de 2020 ser divulgado. O patrocinador mais antigo do PGA Tour – o Honda Classic é jogado ininterruptamente desde 1982 – viu seu torneio perder dezenas de grandes jogadores este ano, com uma mudança no calendário que trouxe o The Players de volta para março e o deixou espremido entre quatro grandes eventos. Como consequência, perdeu Tiger Woods e outros grandes nomes, ficando limitado a três dos Top 20 do ranking mundial.

O Honda Classic de 2019, que começa nesta quinta-feira, com transmissão ao vivo na ESPN 2, a partir das 16 horas, terá o mais fraco grupo de jogadores desde que passou a ser jogado no PGA National, em 2007, exatamente desde que Ken Kennerly assumiu a direção do torneio para fazer dele um dos maiores do PGA Tour. Em 2014, por exemplo, o Honda Classic atraiu os três primeiros do mundo, quatro dos Top 5 e sete dos Top 10.

Calendário – O Honda Classic sempre abriu o chamado Florida Swing, sequência de torneios na costa leste, depois de o PGA Tour passar o inverno no frio e tempo inconstante do Oeste. Mas, este ano, o Honda Classic passou a ser o evento do meio de cinco competições jogadas em semanas consecutivas, sendo que as outras quatro atraem muito mais os grandes jogadores. “Afinal, quem dos melhores do mundo joga cinco semanas consecutivas?”, pergunta o próprio Kennerly.

Agora, antes do Honda Classic, há o Genesis Open, em Los Angeles, que tem Tiger Woods como anfitrião, e WGC-Mexico Championship, torneio da série mundial que dá a maior pontuação para o ranking mundial depois dos majors, é limitado a cerca de 70 jogadores, não tem corte, e oferece alguns dos melhores prêmios em dinheiro do ano. Depois do Honda será jogado o torneio de Arnold Palmer Invitational, que tem o charme de seu anfitrião e serve como preparação final para o The Players Championship, que acaba de voltar para março, é considerado o quinto major e é o torneio de maior premiação da temporada regular do PGA Tour.

Negociações – Do alto dos 38 anos de patrocínio do torneio que comanda, Ken Kennerly foi polido em suas respostas, na entrevista para a imprensa, sobre a ausência de muitos jogadores importantes, lamentou que Tiger não vá jogar este ano, mas deixou claro que não está satisfeito, dizendo que seu evento “merece consideração” na definição do próximo calendário. “Tivemos discussões com o PGA Tour e sabemos que o Tour vai trabalhar com a gente”, disse o diretor do torneio. “Nós só não sabemos o que isso significa”.

Woods não é o único grande nome a cabular o evento. Justin Rose e Dustin Johnson, os dois primeiros do ranking mundial, Rory McIlroy e Patrick Reed são outros nomes que qualquer torneio lamenta perder. “O calendário nos atingiu fortemente”, diz Kennerly. “Infelizmente eu entendo o que levou às mudanças, mas não entendo por que somos nós que ficamos nesta posição”.

Destaques – O Honda Classic ainda tem Justin Thomas, terceiro do mundo, que defende o título, Brooks Koepka e Rickie Fowler, os outros dois Top 10 em campo, além de Adam Scott e Sergio Garcia. Mas são apenas 13 dos Top 50 do mundo. Está mais para evento paralelo à série mundial, como foi Porto Rico, do que para um evento de ponta do circuito, que mesmo antes de ter Tiger Woods jogando lá, a partir de 2012, já era uma grande festa para a torcida, com os camarotes do Bear Trap, a terceira sequencia de três buracos mais difícil do PGA Tour, e os concertos diários e os shows de fogos.

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