19/07/2020
Assista ao vivo disputa que pode mudar a vida do espanhol. Tiger joga três horas antes do pelotão
Rahm pronto para fazer história. Foto: Sam Greenwood/Getty Images
por | Ricardo Fonseca
Quatro birdies seguidos na segunda metade do campo, num dia em que o Muirfield Village foi implacável com o mais forte grupo de jogadores da história do PGA Tour, exceto os majors, deram a Jon Rahm Rodriguez quatro tacadas de vantagem na liderança do Memorial e uma grande chance de se tornar neste domingo, 10 de julho, apenas o segundo espanhol da história a ser o número 1 do mundo. Seve Ballesteros foi o outro único espanhol número 1 do mundo, ocupando o posto por 61 semanas não consecutivas entre 27 de abril de 1986 e 19 de agosto de 1989. Sergio Garcia chegou apenas a número 2, em 2008.
A ESPN2 transmite a rodada final, ao vivo, neste domingo, 19 de julho, a partir das 14 horas. O pelotão, com Rahm (-12) e Ryan Palmer (-8) começa às 15h35, logo após Tony Finau (-8) e o inglês Danny Willett (-6) irem a campo. Tiger Woods (+2), começa às 12h25, jogando ao lado de Marc Leishman (+2), com transmissão pelo PGA Tour Live (golf.tv) que mostra os Grupos em Destaque da manhã, entre eles o de Woods, desde as 9h45. O jogo esteve tão difícil neste sábado que Tiger, mesmo marcando 71 (-1), ganhou 27 posições e agora está em 37º em seu primeiro torneio oficial em cinco meses.
Fazendo história – Rahm, de 25 anos, será número 1 do mundo se vencer e Rory terminar pior do que segundo empatado com mais um. Mas o espanhol pode ainda chegar lá se terminar sozinho em segundo e Rory McIlroy, o atual número 1, terminar em 28º empatado com mais quatro; em 29º, empatado com mais três, ou sozinho em 30º lugar. Rory vem em 12º lugar, com duas abaixo. Justin Thomas, número 3 do mundo, que começa a rodada final em 24º, no par do campo, não está tão bem, mas poderia ser número 1 do mundo se vencesse o Memorial e Rory terminasse pior do que empatado em terceiro com mais um jogador.
Rahm que pode se tornar, com quatro anos e 27 dias como profissional, o terceiro jogador da história – e primeiro Europeu – a chegar mais rápido a ser número1 do mundo. Apenas Tiger (290 dias) e Jordan Spieth (2 anos e 245 dias) chegaram mais rápido ao topo do ranking. Rory (profissional desde os 18 anos) levou 4 anos e 170 dias para ser número 1 do mundo pela primeira vez. Rahm tem ainda a chance de ser número 1 do mundo com vitória, o que não aconteceu nas últimas vezes. Em 2018, Justin Rose chegou lá perdendo um playoff, enquanto Rory, em fevereiro, voltou a ser número 1 do mundo sem sequer ter jogado na semana.
As estatísticas estão do lado de Rahm. Nos últimos 10 anos, em apenas outras 25 ocasiões, um Top 10 do mundo liderou uma volta final do PGA Tour por quatro tacadas ou mais de vantagem. Desses, 22 venceram. As exceções foram Rory, no Masters de 2011; Dustin Johnson, no WGC-HSBC de 2017; e Thomas, no Riviera, no ano passado. Nos últimos 15 anos, jogadores com quatro tacadas ou mais de vantagem na volta final venceram em 78,6% das vezes. E a maior virada do Memorial foi de cinco tacadas, em três ocasiões. Rahm vence por quatro.
Merecido – Rahm pode até não chegar a número 1 do mundo neste domingo, mas fez por merecer e é apenas uma questão de tempo para o espanhol fazer história. Ele já fez como amador, quando foi número 1 do WAGR por 60 semanas seguidas, mais do que qualquer outro jogador da história. E em seu primeiro torneio como profissional, no Quicken Loans National, de 2016, Rahm foi líder após 18 e 36 buracos, antes de terminar em terceiro. Rahm busca seu quarto título do PGA Tour, mas o primeiro desde o Hero World Challenge, no final de 2018. No PGA Tour, Rahm foi três vezes vice no ano passado. O espanhol venceu ainda três torneios do Tour Europeu, em 2019, incluindo dois seguidos, o Open de España e o DP World Tour Championship, em Dubai, evento que encerrou na temporada.
Neste sábado, num dia em que apenas dois jogadores quebraram as 70 tacadas no Memorial, com o set up do campo tão difícil como o de um US Open, Rahm jogou 68 (-4) graças a quatro birdies seguidos do 13 ao 16 e pares no 17 e no 18, onde invariavelmente cada um dos melhores do mundo devolveu tacadas para o campo, entre eles Finau, que fez duplo bogey no 17, seu segundo do dia, e Palmer, que fez bogey no 18. Curiosamente, na semana passada, nesse mesmo campo, no Workday, Palmer foi 23 tacadas pior em seus primeiros 36 buracos e não passou o corte.
Regras – Em tempo: muita gente dizendo que o quíntuplo bogey de DeChambeau, na lambança do buraco 15, de par 5, na sexta-feira, que lhe custou o corte – e ajudou Tiger a passar o corte raspando – teve um drop errado, o segundo dos três que fez da beira da área de penalidade vermelha do lado esquerdo da raia, onde o mato engoliu seu drive depois de a bola ricochetear em uma árvore. Talvez por se lembrarem da controvérsia com Tiger, no Masters de 2013, quando e então número 1 do mundo mandou um approach na água, depois que a bola acertou a haste da bandeira, e deliberadamente – até confessou – não dropou no ponto original, como exigiam as Regras do Golfe. Mas não foi penalizado…
A falsa controvérsia de agora é porque DeChambeau claramente não dropou do mesmo lugar – podia-se ver pela posição de seus pés em relação à linha da área de penalidade – antes de bater sua quinta tacada. Acontece, gente, que as Regras do Golfe mudaram em janeiro de 2019, sendo bastante simplificadas, para quem as lê. Agora, a Regra 14.6b, “Tacada Anterior Jogada da Área Geral…” diz que a bola original, ou outra bola, deve ser dropada a um taco do ponto de referência, que é aquele ponto de onde se jogou da última vez (mesmo que estimado, se não souber o ponto exato). Logo não é preciso dropar do mesmo local – isso raramente vai acontecer – e foi um drop normal. cqd
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