PGA Tour Matsuyama supera Simpson no quarto buraco extra para ser bicampeão em Phoenix

06/02/2017

Esse foi o quinto título do japonês nos últimos nove torneios. Evento teve recorde de público

 

Matsuyama: japonês de 24 anos mostra que relatório “Golf’s 2020 Vision” que o HSBC produziu em 2012 pode ter sido até conservador ao prever que antes da virada da década o homem  número 1 do mundo seria um asiático

por Ricardo Fonseca

O profissional japonês Hideki Matsuyama, número 5 do mundo e mais bem ranqueado em campo, precisou de quatro buracos extras contra Webb Simpson, neste domingo, 5 de fevereiro, no TPC Scottsdale, no Arizona, para defender com sucesso seu título no Waste Management Phoenix Open. Esse foi o quinto título de Matsuyama em seus últimos nove torneios do circuito mundial, e o terceiro no PGA Tour, desde outubro, quando começou a temporada 2016/2017 do maior circuito profissional de golfe do mundo.

Nem mesmo a concorrência da final do Super Bowl, com direito a show do quarterback Tom Brady, marido de Gisele Bündchen, na virada do New England Patriots sobre Atlanta Falcons impediu que o torneio batesse recorde de público pelo segundo ano consecutivo, com 655.434 pagantes na semana. Sábado teve o recorde de 204.906 pessoas em campo, enquanto no domingo esse número caia para 58.654 torcedores, já que muito preferiram ficar em casa zapeando entre o golfe e o Super Bowl, que além de tudo teve show de Lady Gaga, no intervalo

Vitória – Matsuyama que vinha de uma vitória no HSBC Champions, o quarto dos World Golf Championships, em outubro, e do Hero World Challenge, o torneio extraoficial de Tiger Woods, em dezembro, venceu com 267 (65-68-68-66) tacadas, 17 abaixo do par, pondo fim à reação de Simpson (67-71-65-64), que fez birdies nos três buracos finais, contra par do adversário, para fazer a melhor volta de domingo e levar o jogo para o playoff. Após ambos fazerem par nos três primeiros buracos do desempate, numa decisão que foi teste para torcedores cardíacos, Matsuyama venceu com um birdie no 17, o mesmo para 4 em que derrotou Rickie Fowler no playoff do ano anterior.

Matsuyama, de apenas 24 anos, vem de uma incrível série nos últimos dez torneios, com cinco títulos e dois vice-campeonatos ao redor do mundo, nos últimos três meses e meio. O japonês começou o melhor momento de sua carreira com um quinto lugar no Tour Championship, o torneio final dos Playoffs da Fedex Cup na última semana de setembro. Na semana seguinte, venceu o Japan Open, do Tour Japonês, foi vice-campeão do CIMB Classic, do PGA Tour, também válido pelo Tour Asiático, e venceu três torneios seguidos: o HSBC Champions, o Mitsui Sumitomo VISA Taiheiyo Masters, do Tour Japonês, e p Hero.

Recordes – O fenômeno do golfe japonês abriu 2017 com um vice-campeonato no Torneio dos Campeões, na Havaí. Matsuyama teve resultados “modestos”, a seguir, com um 27º lugar no Sony Open e um 33º, no Farmers Insurance Open, antes de vencer em Phoenix. Apesar do título, Matsuyama continua como número 5 do mundo, agora bem perto de Dustin Johnson, o único americano ainda Top 5, que perdeu o terceiro lugar para o sueco Henrik Stenson, que foi vice-campeão em Dubai neste domingo. Jason Day e Rory McIlroy continuam como números 1 e 2 do mundo.

Matsuyama tornou-se o sexto jogador a defender o título do Phoenix Open com sucesso, mas o primeiro a fazer isso nesse campo, o TPC Scottsdale. Os outros cinco foram Ben Hogan (1946 – 1947), Jimmy Demaret (1949 – 1950), Lloyd Mangrum (1952 – 1953), Arnold Palmer (1961 – 1963) e Johnny Miller (1974 – 1975). O japonês é também o primeiro a vencer o mesmo torneio dois anos seguidos num playoff, desde Nick Faldo no Masters (1989 – 1990).

Profecia ou visão? – Em 2012, em um dos primeiros trabalhos sérios sobre o impacto da volta do golfe aos Jogos Olímpicos, o HSBC, um dos maiores patrocinadores do golfe mundial, produziu em parceria com a agência “The Futures Company”, um longo e sério estudo intitulado “Golf’s 2020 Vision”, no qual em uma lista de 12 conclusões dizia que “O próximo Tiger Woods – o golfista com a marca mais forte em 2020 – vai ser um jovem jogador asiático”.

Não se tratava de um mero exercício de futurologia e sim de um abrangente e bem embasado trabalho de pesquisa baseado também em entrevistas com especialistas líderes do setor e jogadores. Para esse grupo, não havia dúvidas de que, assim como já acontece com o golfe feminino, o masculino verá os jogadores asiáticos crescer e dividir igualmente o espaço com europeus e americanos. Matsuyama mostra que ter um número 1 do mundo de olhos puxados pode acontecer alguns anos antes do previsto.

Destaques – O coreano Byeong Hun An, que começou o dia vencendo por uma, colapsou na segunda metade do campo e acabou apenas em sexto, com 14 abaixo (66-66-65-73). O sul-africano Louis Oosthuizen foi o terceiro colocado, a uma tacada do playoff, com 16 abaixo (68-67-68-65), seguido por dois jogadores, em quarto, com 15 abaixo: Rickie Fowler            (67-68-69-65) e J.J. Spaun (71-64-67-67).

Phil Mickelson empatou em 16º, com 10 abaixo. Mickelson reagiu com quatro birdies na primeira metade do campo, mas devolveu as quatro tacadas na segunda metade do campo, incluindo um duplo bogey no 17 que lhe deu um cartão de 71 em sua centésima rodada neste torneio que venceu em 1996, 2005 e 2013. O espanhol Jon Rahm, que vinha de um título em Torrey Pines, terminou com 10 abaixo.

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