PGA Tour tem quatro torneios sem patrocinadores para 2011

25/09/2010


Tim Finchem diz que o problema é a economia mundial, não a ausência de Tiger Woods


Tim Finchem: otimismo cauteloso, mas com quatro torneios de golfe sem patrocinadores para 2011
  Tim Finchem: otimismo cauteloso, mas com quatro torneios de golfe sem patrocinadores para 2011

Afirmando que mantém um otimismo cauteloso, Tim Finchem, o executivo-chefe do PGA Tour, fez esta semana uma balanço da temporada passada e não escondeu sua preocupação com o fato de quatro torneios – incluindo um da série mundial – ainda não terem conseguido patrocinadores para a temporada de 2011. Para o dirigente, a culpa pela situação ainda são os reflexos da crise financeira mundial, que abalaram todos os esportes, e não Tiger Woods, que perdeu boa parte da temporada e não venceu nenhum torneio pela primeira vez, em 14 anos de carreira.

Desde que o CA anunciou que não mais patrocinaria o primeiros dos quatro campeonatos mundiais da temporada, no Doral, o PGA Tour vem tentando sem sucesso encontrar outra empresa que encampe a competição. Finchem diz que ainda acredita ser possível encontrar um patrocinador para esse torneio, mas não tem o mesmo otimismo com os outros três que permanecem órfãos: o Bob Hope Classic, o de Hilton Head, e o St. Jude Championship, em Memphis.

Dificuldades – Finchem diz que apesar das dificuldades o PGA Tour não vai subsidiar esses torneios, que, segundo ele, teriam acumulados lucros suficientes para suportar um ano sem patrocinadores. Os torneios mais atingidos são os que são esnobados pelos grandes jogadores e, com isso, vêem seu retorno de mídia cair drasticamente, tornando inviáveis patrocínios que oscilam por volta de US$ 15 milhões anuais.

A solução parece estar próxima, com o PGA Tour estudando como obrigar que os melhores jogadores – incluindo Tiger Woods – adotem novos torneios em seus calendários. Uma fora seria obrigar os mais bem colocados do ranking a jogar alguns torneios extras por ano, mas a fórmula ainda não está bem definida. “Mas algumas coisa será feita já em 2011”, assegura Finchem, preocupado com os contratos de patrocínio que estão terminando no próximo ano.

Renovações – Para Finchem, o lado bom é que 18 patrocinadores já renovaram seus contratos com o PGA Tour desde 2009, quando a crise financeira internacional atingiu seu pior momento, e que o número de expectadores dos torneios da televisão caiu apenas 2%, apesar de Tiger Woods não ter jogado nos três primeiros meses da temporada e de ter conseguido somente duas colocações entre os dez primeiros.

“Dadas as circunstâncias, dadas as dificuldades, dados os cortes que vimos acontecer em outros esportes e dado o fato de estarmos no meio das negociações dos pacotes de televisão, nós estamos cautelosamente otimistas”, diz Finchem, para quem Tiger Woods não foi um fator complicador.

Efeito Tiger – “Eu penso que Tiger traz muitos expectadores novos para o golfe na televisão, mas não é ele que gera o grupo que segue o golfe semana após semana”, diz Finchem. “Nós temos 47 torneios e Tiger só joga em 16 numa temporada completa”, argumenta. “O problema é a economia, não Tiger”.

A verdade é que os torneios da série mundial e os quatro majors ajudaram a manter a audiência do golfe alta na televisão, mas os demais torneios do PGA Tour tiveram quedas significativas na audiência. É isso que está empurrando para baixo os valores que estão sendo negociados para a renovação dos contratos de televisão, tanto para os EUA como para as transmissões internacionais.

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