01/03/2011
Ranking mundial desta semana revela fragilidade crescente do time Internacional

Norman: abacaxi na mão com uma equipe de golfe sem estrelas num torneio que perde interesse
por: Ricardo Fonseca
O ranking mundial desta semana acendeu a luz de alerta do PGA Tour sobre o destino da Presidents Cup, a competição bienal entre uma seleção dos melhores profissionais dos Estados Unidos e uma equipe Internacional, formada por jogadores do resto do mundo, sem os da Europa. Criada nos moldes da Ryder Cup, onde os EUA enfrentam a a seleção da Europa, a Presidents Cup já nasceu manca e nunca despertou o mesmo interesse e nem atingiu o equilíbrio que faz da competição original uma das mais interessantes do mundo.
O domínio europeu no topo do ranking mundial trouxe consigo uma outra conseqüência: o sumiço dos jogadores internacionais das principais colocações. Hoje, não há ninguém que não seja dos EUA ou Europa entre os dez primeiros do mundo e apenas dois entre os 20 primeiros (veja tabela abaixo). Prenúncio de mais uma lavada americana, que desde a criação da competição, em 1194, só perdeu um título para o time Internacional, e mesmo assim há 13 anos.
Liquidação – A dificuldade para vender os ingressos, que já se encontram em liquidação, juntamente com os pacotes de viagem para a Presidents Cup deste ano, no Royal Melbourne Golf Club, na Austrália, reflete-se também no interesse dos patrocinadores, preocupados com a possibilidade do torneio chegar ao domingo com o título praticamente garantindo em favor dos americanos e com pouca audiência na televisão, que para piorar vai passar os jogos de madrugada nos EUA (e também no Brasil).
A fragilidade do time Internacional deve-se em grande parte à hecatombe que atingiu o golfe da Austrália – a sede da Presidents Cup de 2011 -, até há pouco tempo uma das principais forças do mundo. Hoje não há um australiano sequer entre os 25 primeiros do mundo e apenas quatro entre os 50 primeiros do ranking mundial. O trunfo da equipe Internacional está nas mãos dos sul-africanos, graças aos veteranos Ernie Els e Retief Goosen, os dois únicos que ainda restam daquele país entre os 20 melhores do mundo
Abacaxi – O próprio Greg Norman, capitão do time Internacional pela segunda vez consecutiva, ainda não sabe como descascar esse abacaxi e tentar evitar um derrota ainda mais vergonhosa do que a dos dois últimos torneios, quando os EUA venceram fácil e por cinco pontos de vantagem. Ou melhor, sabe, como confessou em seu blog: vai precisar contar com seus azarões sul-africanos Louis Oosthuizen e Charl Schwartzel para barrar os americanos, que podem se vingar no time Internacional das seguidas derrotas para a Europa na Ryder Cup.
A classificação automática para a Presidents cup colocaria hoje sob o comando de Norman jogadores como Kyung-tae Kim e Jason Day, que sequer estão entre os 30 melhores do mundo, com Ryo Ishikawa, Y.E. Yang e Yuta Ikeda vindo a seguir. Do lado dos americano, a maior preocupação do capitão Fred Couples é saber se Tiger Woods vai conseguir se classificar para a equipe, ou se ele vai ter que queimar uma de suas duas escolhas para contar com o ex-número 1 do mundo, que hoje é o quinto reserva de sua lista.

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