03/03/2019
Justin Thomas detona publicamente a decisão e é chamado "para conversar" com a entidade
por | Ricardo Fonseca
Adam Schenk é a mais recente “vítima” das novas Regras do Golfe e da guerra entre os profissionais do PGA Tour e USGA que as constantes entrevistas com críticas às mudanças e os posts irônicos nas redes sociais provocaram. Muitas das punições impostas até agora – algumas até revistas – não tiveram como consequência mais do que centenas ou milhares de dólares em prêmios perdidos, mas desta vez podem custar o título do Honda Classic a Schenk, que foi penalizado em duas tacadas, pouco antes de começar a rodada de sábado, por uma infração no buraco 17 de sexta-feira, o que o tirou do pelotão de domingo.
A penalidade, ressalte-se, foi correta pela letra da lei, uma vez que o caddie de Schenk estava na linha de jogo dele, conversando sobre a tacada, quando o profissional tomou seu stance na banca e o manteve quando o caddie saiu da posição. Pela já famigerada Regra 10.2b (4) o caddie não pode estar na linha de jogo quando o golfista toma seu stance. Depois das confusões no começo do ano com as punições, pelo mesmo motivo, de Li Haotong, em Dubai, que perdeu quase US$ 100 mil na brincadeira, e a Denny McCarthy, em Phoenix, o PGA Tour se rebelou contra a Regra, disse que não ia mais aplicá-la, retirou a punição de McCarthy, tudo a tempo de não punir também Justin Thomas, que estava na mesma situação.
Cinza – Parece que quando chega aos profissionais famosos, o preto sobre branco da Regras costuma virar cinza. A rebelião do PGA Tour por cauda de Thomas levou USGA e R&A a publicar uma “explicação” da Regra 10.2b (4), eliminando a punição quando o jogador “alinhado” pelo caddie deixa o stance e o refaz sem o caddie na linha, em qualquer lugar do campo (antes isso valia só nos greens). Você se lembra do caso de Tiger Woods no Masters de 2013 quando depois de mandar a segunda tacada para a água dropou propositadamente de local errado (mais para trás), confessou a intensão e não foi punido em clara afronta às Regras? Pois é. As Regras do Golfe para os famosos podem ser como um bloco de gelo, pesa menos para quem tem as costas quentes…
Com a punição aplicada tardiamente, no sábado, a 40 minutos de começar a jogar, Schenk, que jogou 62 (-9), sábado, no São Paulo GC, no Brasil Champions, do Web.com Tour de 2016, teve seu bogey no 17 transformado em triplo bogey, passou de seis abaixo e de um lugar no pelotão, a quatro abaixo, e joga neste domingo no quinto último grupo. Schenk fez questão apenas de frisar que foi um descuido, que “não estava trapaceando”, enquanto seu caddie disse que como o patrão estava na banca e o publico das salas VIP ao lado fazia muito barulho, não tinha outro lugar para conversar e ser ouvido.
Ironias – Ao saber da punição do amigo, Thomas não perdeu a chance de atacar as novas Regras do Golfe, mais uma vez. Comentou o Post do PGA Tour anunciando a penalidade com um irônico “#growthegame” (fazendo o jogo crescer). Foram milhares de “likes” e mais de uma centena de comentários. Dois dias antes, Rickie Fowler, punido com duas tacadas por ter feito um drop da altura do ombro, publicou uma foto sua (ao lado), na frente de um árbitro, soltando a bola da altura do joelho, como é exigido agora, mas atrás das costas, com as pernas flexionadas, como se estivesse defecando. “Esta é a forma apropriada de dropar, conforme demonstrado por…)”.
Para a USGA, que divide com o R&A o comando do golfe mundial, incluindo as Regras, mas é quem manda no golfe dos EUA, essas foram as gotas d’água. Numa atitude inédita, a USGA usou as mesmas redes sociais para chamar Thomas às falas: “Justin, nós precisamos conversar. Você cancelou todas as reuniões que planejamos com você, mas estamos entrando em contato novamente (…) Ligue para nós.” Destas Thomas responde: “Concordo totalmente … Se ainda digo coisas é na esperança de que a USGA comece a se comunicar com os jogadores atuais para melhorar o jogo e o esporte. As regras são regras, não se discute. “Mas essa comunicação é esperada por TODOS OS GOLFISTAS”.
74 vira 73 – O PGA Tour, também vale ressaltar, tem tomado atitudes inéditas em favor dos jogadores. Lembra que você aprendeu que resultado menor do que o real em um buraco, em cartão entregue, resulta em desclassificação, e que resultado maior passa a valer? Isso acontece desde os tempos que o argentino Roberto de Vicenzo deixou de ir ao playoff do Masters de 1968 porque seu adversário marcou uma tacada a mais em um buraco da volta final e ele assinou o cartão. Foi vice e entrou para a história, mas poucos sabem quem venceu naquele ano em Augusta.
Bem, isso, agora, não é mais bem assim. No WGC-Mexico Championship, num caso pouco divulgado e inédito, e que por isso o retomo, Tony Finau teve seu 74 do primeiro dia transformado me 73. Isso aconteceu porque Finau marcou um cinco, em vez de quatro, no buraco 1, por acreditar que teve uma tacada de penalidade ao dropar uma bola que ficou em cima de uma árvore que estava numa área que Finau não sabia estar definida como Obstrução Temporária Irremovível (sic), conhecidas como TIO – Regra 16.1a -, que dá direito a alívio sem penalidade.
Trapalhada – Finau chamou um árbitro (Gary Young, do PGA Tour) e disse que ia declarar injogável. Young disse que primeiro ele tinha que identificar a bola, o que foi feito. Young então deu o drop free fora daquela área, mas não deixou claro para o jogador que era uma TIO, embora tenha dito ao marcador que aquela seria a segunda tacada. Finau nunca soube disso e achou que teve a penalidade, que colocou no cartão. Quando, na manhã seguinte, o árbitro se deu contra, chamou o erro para si, por não ter sabido se explicar, procurou a Comissão e retirou a tacada de penalidade.
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