02/12/2010
Brasileiro terminou o primeiro dos seis dias em 65º lugar. São 25 vagas para 162 jogadores

Rocha: estréia difícil, mas com muito tempo para buscar a vaga para jogar golfe nos EUA em 2011
O brasileiro Alex Rocha não fez a estréia de seus sonhos na última seletiva para o PGA Tour de 2011, mas seu resultado também não foi nada desesperador. O brasileiro jogou 72, uma acima do par, para empatar na 65º colocação entre 162 jogadores da elite do golfe mundial. Os 25 primeiros e empatados após seis dias de jogo (108 buracos) recebem o grande prêmio, o cartão do PGA Tour de 2011. Os 25 seguintes e empatados – o que pode empurrar a lista até o 60º colocado ou adiante – recebem o cartão para o Nationwide, o circuito de acesso ao PGA Tour.
Embora ninguém queira estrear abaixo da linha de classificação para um dos dois circuitos, a situação de Rocha não é tão grave porque ele jogou no campo do Panther Lake, que se mostrou o mais difícil dos dois percursos do Orange County National, na Flórida, a sede desta final. Apenas quatro dos 15 primeiros colocados jogaram o mesmo campo do brasileiro. Todos os demais, incluindo o líder Kyle Stanley, que marcou 65, sete abaixo, jogaram no Crooked Cat, de par 72, onde Rocha joga a segunda rodada.
Birdie – Rocha abriu a volta pelo buraco 10, um par cinco, com birdie, mas devolveu a tacada logo a seguir, no 11, um par 3. A situação se complicou com um duplo bogey no 18, seu nono buraco do dia, mas Rocha reagiu com birdie no 2, outro par 5, para jogar uma acima no total. Nesta quinta, quando todos completarem 18 buracos em cada um dos campo, será possível fazer uma avaliação mais precisa.
O nervosismo certamente contribuiu para Rocha não ter conseguido um resultado melhor. Afinal, é um dos eventos de maior pressão do golfe mundial, pois dele não depende apenas um título ou um prêmio, e sim toda uma temporada. É a diferença entre trabalhar num bom emprego ou ser condenado a viver 12 meses de “bicos”. Em campo há campeões de majors, de um ou mais torneios do PGA Tour, recordistas de prêmios e uma infinidade de gente que está em ritmo de jogo e em muito mais experiência do que Rocha nesta seletiva final, onde ele nunca havia conseguido chegar.
Campo – Rocha mora a 10 minutos de carro desses campos, conhece e sabe jogar neles. Uma volta ruim ou até duas não são o fim do mundo num torneio de seis dias. A pressão vai pegar para todo mundo. O único risco é perder a confiança e isso não pode acontecer. Rocha tem talento para estar lá, já provou isso em três temporadas do Tour Europeu, onde tudo era mais difícil para ele, que tem família e agora filho nos EUA.
Até agora Rocha está seguindo os passos de seu professor Jaime Gonzalez, até hoje o único brasileiro a chegar duas vezes à seletiva final e também o único a jogar no PGA Tour. Espera-se que ele faça também como o mestre, e se classifique logo na primeira vez. E, que ao contrário de Jaime, depois disso não precise voltar à escola de classificação. Faltam cinco rodadas e Rocha tem 190 milhões a seu lado. Afinal, o golfe é a pátria de tacos nas mãos.
Televisão – O sonho dos brasileiros é ver Alex Rocha no Golf Channel, que transmite as três rodadas finais, de sábado a segunda, ao vivo, com exclusividade para o Brasil.
Sábado das 16h00 às 18h00
Domingo das 16h00 às 19h00
Segunda das 15h30 às 19h00
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