26/04/2011
Geração de Alexandre Rocha e Candy Hannemann foi a última a dar título da categoria ao Brasil

Sul-Americano Junvenil de Golfe, em Lima: em busca da medalha perdida no passado
por: Ricardo Fonseca
Os três meninos e meninas que estão em Lima, no Peru, para representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano Juvenil de Golfe esta semana, talvez nunca tenham ouvido falar da equipe das Três Marias, mas passados 14 anos, aquele time continua sendo um marco na história do golfe brasileiro. Foi em 1997, que Maria Cândida Hannemann, Maria Priscila Iida e Maria Francisca Bragança, as tais Três Marias, conquistaram uma vitória história, no Sul-Americano Juvenil, no Rio de Janeiro, que inspirou gerações.
Candy ainda integrou a equipe que repetiu o feito, na Colômbia, em 1998, ao lado de Mariana de Biase e Isabel Dornellas, mas, depois disso, o Brasil nunca mais conseguiu sequer uma medalha na competição mais importante da categoria no continente. O quarto lugar, numa América do Sul dominada por argentinas, chilenas e colombianas, tem sido o limite do golfe feminino brasileiro que, muitas vezes, luta para fugir do último lugar.
Rocha – Entre os meninos, o Brasil não ganha uma medalha desde que Alexandre Rocha, Eudes de Orleans e Bragança e Ricardo Góes foram campeões sul-americanos juvenis na Venezuela, em 1995. No ano anterior, com Rocha no time, ao lado de Leonardo Conrado e Vinicius Muller, o Brasil tinha sido vice-campeão. Mas, desde então – e lá se vão 16 anos -, nunca mais uma equipe brasileira passou do quarto lugar no torneio.
Esperar que voltem com uma medalha de ouro pode ser exigir demais do gaúcho Gustavo Chuang, do paranaense Henrique Pombo e do paulista Luigi Pedrinola, entre os meninos, e das irmãs cariocas Clara e Vitória Teixeira e da paulista Julia Shin, no feminino. Mas com uma medalha, de bronze que seja, todos temos o direito de sonhar. Afinal, trata-se de uma geração de inegável talento e o melhor que pudemos reunir.
Equipes – Gustavo, o campeão brasileiro da categoria, vem fazendo uma temporada excepcional do circuito juvenil dos Estados Unidos, enquanto Henrique, que voltou de lá há pouco, e Luigi, provaram mais de uma vez que tem muito jogo para mostrar enfrentando os adultos no ranking brasileiro. Embora mais frágil, a equipe feminina treina toda ela nos EUA, e a qualidade do jogos dessas meninas cresceu muito.
O maior problema do Brasil no torneio que vai ser jogado de quarta a sábado, no Country Club de Vila, em Lima, é que os países que já eram bons no golfe sul-americano se aprimoraram muito mais nos últimos anos, e de forma bem mais rápida do que os brasileiros. Em 2007, quando o Sul-americano Juvenil retornou ao Brasil, depois de dez anos, perdemos a chance de voltar a conquistar uma medalha, terminando com dois quartos lugares. Agora, só nos resta torcer para que não tenhamos que esperar até 2017, depois dos Jogos Olímpicos, no Rio, para voltar a sonhar com um lugar de destaque no golfe juvenil do continente.
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