05/04/2017
Brasil está em quinto no masculino. Meninas começam em último. Leia versão atualizada!
por: Ricardo Fonseca
Jogar em casa não se traduziu em vantagem para as equipes do Brasil que estrearam nesta quarta-feira, 5 de março, no Belém Novo GC, em Porto Alegre (RS), no 50º Campeonato Sul-Americano Juvenil, a principal competição de golfe do continente para jogadores de até 18 anos. Num dia em que Peru, no masculino, e Colômbia, no feminino, se isolaram na liderança com os únicos totais abaixo do par do dia, o Brasil ficou empatado em quinto no masculino, embora sem perder contato com a parte de cima da tabela, mas as meninas amargaram mais uma lanterninha em competições internacionais.
O dia foi marcado por três desclassificações, algo raro em torneios deste nível, e alguma confusão, devido ao descompasso entre as decisões da arbitragem e o que o placar oficial mostrava na classificação individual e por equipes, que por boa parte da noite desta quarta-feira eram incompatíveis entre si. Esses problemas de divulgação continuavam na manhã desta quinta-feira (leia abaixo em “Desclassificações”). E não houve explicações suficientes do Comitê sobre esses graves acontecimentos.
Brasil – O destaque brasileiro da rodada foi um “local player”, o jovem gaúcho Andrey Xavier, que garantiu sua vaga numa seletiva em seu próprio clube. Ele estreou empatado em sexto lugar (ganhou uma posição com as desclassificações), com 74 tacadas, duas acima, num dia em que fez dois birdies em três buracos, e quatro bogeys espalhados pelo percurso. Todas as demais vagas, masculinas e femininas do Brasil, foram decididas pela colocação no ranking nacional.
O segundo resultado válido para o time masculino do Brasil foi o do também gaúcho – de Santa Cruz do Sul – Rohan Boettcher, que ficou em 14º (ganhou duas posições com as desclassificações) entre trinta participantes de dez países ao jogar 76, quatro acima. Boettcher, que conhece bem o campo, esteve complicado até o final, quando fez birdies consecutivos nos buracos 14 e 15, para tirar o Brasil das ultimas colocações. Ele fez três birdies, cinco bogeys e um duplo bogey, esse logo no bruaco 3.
O paranaense Daniel Celestino, que chama a atenção por ser bem mais alto que seus companheiros de equipe e da maioria dos jogadores em campo, jogou 77 e não pontuou. Ele fez seis bogeys e um birdie de honra, no buraco nove para ficar em 21º (ganhou duas posições com as desclassificações). O Brasil somou assim 147 tacadas, seis acima, para dividir o quinto lugar com a Bolívia, só à frente de Equador (+9) e Uruguai (+13). Sobre a Venezuela, que inicialmente vinha empatada com o Brasil, leia abaixo em “Desclassificações”.
Liderança – O Peru lidera com 143, uma abaixo do par, graças a Julian Perico, 406º do ranking mundial amador, o segundo mais baixo em campo, que jogou 68 tacadas, quatro abaixo do par, graça a um eagle no 16, último par 5 do campo, e a cinco birdies, quatro deles seguido, do buraco 8 ao 11. Fez três bogeys.
O argentino Mateo Fernandez de Oliveira, 284º do mundo e mais bem ranqueado de todo o torneio, vem a seguir com 72, o par do campo, empatado com o colombiano Simon Estrada. Mateo fez dois birdies e dois bogeys. Simon, quatro de cada. Os paraguaios Andres Lird Martinez e Cristhián Aguayo vêm a seguir, com 73 (+1), o que deixou sua equipe empatada em segundo lugar com a da Argentina, ambas com duas acima (após a desclassificação do Chile). Pela Argentina pontuou ainda Federico Shin, sexto com 74 (+2). A Colômbia vem em quarto, com três acima.
Feminino – Entre as mulheres, Lauren Grinberg, uma das jogadoras mais bem colocadas no ranking mundial em campo e número 1 do Brasil, não conseguiu pontuar ao jogar 80, oito acima, com três duplos bogeys, três bogeys e apenas dois birdies, contribuindo para o 10º e último lugar do time. Ele empatou em 25º, à frente apenas de três das 30 jogadoras.
A melhor brasileira em campo foi a estreante Ana Beatriz Cordeiro, 11ª no individual, que fez quatro birdies para jogar 76, quatro acima. A outra a pontuar foi Laura Helena Caetano, de Brasília, 21º no individual, com 79 (+7) com dois birdies e nenhum duplo bogey.
Destaques – O destaque feminino, num dia em que quatro meninas jogaram abaixo do par, foi a colombiana Maria Alejandra Hoyos, que cravou 69 (-3) com seis birdies. Ela e Maria Jose Bohorquez, uma das vice-líderes, com 70 (-2) deram a liderança disparada para a Colômbia, com 139, cinco abaixo, e seis de vantagem sobre as adversárias.
Também jogaram abaixo do par a venezuelana Valentina Gilly, com 70 (-2) e a Paraguaia Giovanna Fernandez, com 71 (-1). A estrela argentina Ela Belen Anacona vem em quinto, no par do campo, seguida por sua compatriota Maria Cisterna, com 73. Com esses resultados, a Argentina se isolou em segundo, com 145 (+1), seguida pelo Paraguai, com 147 (+3) e por Venezuela e Chile, com 149 (+5).
Duas das três desclassificações do primeiro dia no masculino foram de jogadores do Chile, país que havia estreado em segundo lugar, com uma abaixo no total. Mas Carlos Ruiz Tagle Marietti, que abriu a volta com quatro birdies seguidos para jogar uma abaixo, e Benjamiín Saiz – Wen, que jogou duas acima, foram desclassificados. Marietti (subentende-se) por ter reposicionado a bola no green mais próxima da bandeira “repetidas vezes”, segundo comunicado do torneio (mas sem ligar o nome ao fato) e Benjamiín (subentende-se também) por ter assinado o cartão com resultado menor do que o real. Como valem dois resultados de três jogadores, o Chile não pode pontuar no primeiro dia e foi desclassificado da competição.
O outro desclassificado foi o venezuelano Ignacio Arcaya (inicialmente identificado como paraguaio) por ter assinado, como marcador, um resultado erado, menor do que o real, do adversário, mesmo sabendo que o placar que avalizava estava errado. Como Arcaya jogou com o Benjamiín Saiz, do Chile, depreende-se que o venezuelano armou para o chileno ser desclassificado fazendo-o assinar um cartão com resultado menor em um buraco, mas com uma diferença: o que o venezuelano fez pode – e deve – ser encarado como falta grave, por ter usado de má fé. O mesmo não acontece com o chileno, que foi ludibriado.
Sérias quebras de etiqueta – Tanto recolocar a bola repetidas vezes mais à frente do que estava no green, para ganhar vantagem própria, agindo com má fé, como induzir o adversário a ser desclassificado ao, agindo como marcador, registrar um resultado menor num buraco, que ele sabia estar errado, são sérias quebras de etiqueta e, portando, cobertas pela Regra 33.7 (Pena de desclassificação), que só pode ser transformada em outra menor em casos excepcionais. Dos dois jogadores que as cometeram. apenas o venezuelano não aparecia no draw desta quinta, na manhã de hoje, mas o chileno continuava escalado para a segunda volta. O Comitê deve uma explicação a todos. Ainda mais porque a Venezuela como equipe, sumiu do placar (devia aparecer em oitavo).
Essas desclassificações resultaram em várias mudanças no placar. O Chile, de segundo, foi eliminado do torneio como equipe, por não poder pontuar no primeiro dia, embora dois de seus jogadores (à exceção do que agiu de má fé) pudessem continuar jogando individualmente. Com isso o Brasil subiu de sexto lugar para quinto. A princípio, o Brasil vinha empatado com mais dois países, mas como o desclassificado da Venezuela foi um dos que jogou bem (+3), o seu time caiu para o oitavo lugar num primeiro momento e, depois, sumiu do placar por equipes, na manhã desta quinta-feira. Fica faltando muita explicação oficial.
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