29/03/2011
Em apenas um mês, jogadores do continente no ranking mundial passaram de 48 para 62

Rocha faz birdie no 18 do São Fernando para ira ao playoff do último torneio de golfe do TLA no Brasil
por: Ricardo Fonseca
Pouca gente se deu conta do impacto que o Tour das Américas (TLA) passou a ter em 2011, quando, como membro efetivo da Federação Internacional de PGAs, todos os torneios do circuito profissional latino-americano e do Caribe passaram a valer pontos para o ranking mundial. Quando a temporada do TLA de 2011 começou, dia 3 de março, com o Aberto do Chile, havia 48 profissionais das Américas do Sul, Central e México no ranking mundial de golfe. Quatro torneios depois, esse número já havia aumentado para 62, um acréscimo de quase 30% no número de jogadores que ganharam presença no circuito internacional. Os latino-americanos passaram de 13 para 15 entre os 500 primeiros do mundo, e de 33 para 42 entre os classificados até 1.000.
O ranking mundial de golfe vem crescendo enormemente de importância nos últimos dez anos e hoje é o que decide a maioria das vagas para as oito maiores competições do mundo – os quatro majors e os quatro torneios da série mundial. As vagas em seletivas para os majors e circuitos internacionais, também dependem do ranking mundial, que será ainda o critério de convocação para os Jogos Olímpicos, quando o golfe voltar à competição, a partir de 2016. Hoje, se um brasileiro estivesse entre os 260 primeiros do mundo, ele teria vaga garantida nos Jogos do Rio.
Prejuízo – O Brasil já organizou vários torneios do Tour das Américas nesta década, incluindo o Aberto do Brasil, que fez parte do circuito algumas vezes. O último torneio válido para o TLA no Brasil foi jogado no São Fernando GC, em Cotia (SP), em junho de 2005, quando o argentino Sebastian Fernandez derrotou Alexandre Rocha, no playoff. Desde então, o Brasil nunca mais voltou a fazer parte do circuito, com prejuízo para seus profissionais que ficaram alijados do circuito internacional.
Este ano, em sua nova fase, apenas o profissional Ronaldo Francisco foi em busca dos tão preciosos pontos do TLA. Ele jogou três torneios consecutivos na Colômbia, em março, passou o corte em dois, mas não pontuou. Hoje o Brasil tem apenas três jogadores no ranking mundial: o gaúcho Adilson da Silva, que ganhou seus pontos jogando na África; o paulista Lucas Lee, que pontuou no Tour Canadense e no Tour Asiático; e Alexandre Rocha, que marcou pontos pela última vez na Europa.
Brazil Open – O Aberto do Brasil deste ano prepara-se para viver uma nova fase internacional e, de 2012 em diante, fará parte do PGA Tour das Américas, o novo nome do circuito latino-americano, que passará a ser administrado pelo PGA dos EUA e a classificar seus melhores jogadores para o Nationwide Tour, o circuito de acesso ao PGA Tour. Embora não esteja nos planos da CBG e da Brasil 1, que vai organizar o Brazil Open de 2011, ainda há uma chance do torneio deste ano integrar o Tour das Américas, permitindo que muito mais brasileiros possam pontuar para o ranking mundial, sem ter que esperar outros 12 meses.
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