Tour Europeu: Adilson diz que precisa mais paciência para pontuar no ranking olímpico

16/03/2016

Brasileiro da equipe YKP/Azeite 1492 enfrenta Harrington e outras feras, no Aberto da Índia

 

 

Adilson, da equipe YKP/Azeite 1492 de golfe: defendendo o Brasil em mais um dos grandes torneios do mundo

por Ricardo Fonseca

Depois de jogar vinte torneios seguidos, de março a novembro de 2015, sem falhar um corte sequer, com seis Top 10 e um vice-campeonato no período, o profissional gaúcho Adilson da Silva iniciou uma fase irregular, onde não terminou mais entre os 20 primeiros colocados nos nove torneios seguintes. Pior do que isso foi sentir que estava batendo bem na bola, mas chegar às finais apenas em quatro dois oito torneios jogados até agora, em 2016, e pontuar uma única vez para os rankings mundial e olímpico de golfe, em fevereiro, em Singapura.

Esta semana, enquanto se preparava para estrear amanhã, quinta, no Aberto da Índia, válido para o Tour Europeu e Asiático, Adilson fez uma reflexão dos últimos resultados e avalia que sua maior falha estava sendo a ansiedade. “Preciso ser mais paciente comigo mesmo esta semana e esperar os resultados acontecerem”, diz Adilson, da equipe YKP/Azeite 1492, que é o brasileiro mais bem colocado do ranking mundial de golfe, o que vai lhe garantindo a classificação para defender o Brasil na volta do golfe aos Jogos Olímpicos, em agosto, no Rio 2016.

Paciência – “Nas últimas semanas sinto que tentava fazer um bom score, mas como não estava conseguindo eu ficava impaciente, comigo mesmo e isso só piorava as coisas”, valia Adilson. “Nesse campo (Delhi GC, em Nova Delhi), estreito do jeito que está e com o vento trocando de direção a toda hora, paciência vai ser ainda mais importante”, diz o brasileiro. “A maior dificuldade será escolher o taco certo, ter confiança nisso e jogar com segurança esperando a hora certa de atacar”.

Adilson gosta do campo do Delhi GC, onde ficou um 12º lugar, em 2015, quando ganhou importantes pontos para o ranking mundial de golfe. Mas por ser um torneio válido para dois circuitos, a pontuação deste ano será uma média entre os valores distribuidos em cada um. Desta forma, o campeão ganhará 19 pontos para o ranking mundial de golfe e apenas os 21 primeiros irão pontuar, contra 27 que costuma ser o número mínimo no Tour Europeu.

Favoritos – O brasileiro terá um forte grupo de adversários pela frente, onde se destacam o irlandês Padraig Harrington, ganhador de três majors, que volta a jogar na Índia pela primeira vez desde 1992, e o favorito local Anirban Lahiri, que defende o título ganho em 2015. Lahiri, 52º do ranking mundial de golfe, e o australiano Marcus Fraser, 64º, seguirão da Índia para os EUA, onde disputarão o Dell Match Play, da série mundial, na próxima semana.

Há ainda outros quatro Top 100 do mundo em campo: o holandês Joost Luiten (75º), o australiano Scott Hend (79º), o inglês Tommy Fleetwood (82º) e o escocês Marc Warren (89º). Outros favoritos são o tailandês Prayad Marksaeng, o filipino Miguel Tabuena, o coreano Soomin Lee, o inglês Lee Slattery, o americano Peter Uihlein, e os espanhóis Pablo Larrazabal e Alejandro Canizares. Dez dos jogadores em campo, incluindo Adilson, estariam nos Jogos do Rio 2016 se a competição fosse hoje.

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