Tour Europeu pretende incluir torneio profissional de seis buracos no calendário de 2017

25/07/2016

Executivo-chefe do circuito diz que é preciso encarar a realidade da perda de audiência do golfe

 

 

Pelley: chegando ao Tour Europeu para transformar o esporte e inserir o golfe no século 21. Foto: Tour Europeu

por Ricardo Fonseca

Keith Pelley, o chefe-executivo do Tour Europeu, afirmou que o circuito deve adotar novos formatos em busca da audiência que vem perdendo, a começar pela criação de torneios de seis buracos no circuito profissional do próximo ano. O canadense, que sucedeu George O’Grady no ano passado, tem se esforçado para modernizar o jogo e já permitiu aos jogadores usar bermudas em Pro-Ams e vem combatendo o jogo lento em várias frentes, mas esse será sem dúvida seu lance mais ousado.

“Golfe e tênis têm que ser um pouco mais abertos para atrair os jovens não só para ver, mas para praticar o esporte”, disse à Pelley à BBC Radio. “Nós acreditamos que precisamos de novos e revolucionários formatos voltados para a geração do milênio, urgentemente”, diz. “Precisamos ser honestos – e as pesquisas provam isso – pois o interesse pelo golfe está diminuindo em vez de aumentar, pois temos uma realidade totalmente diferente de 35 ou 40 anos atrás, quando chega a hora desses jovens escolherem o que irão consumir como esporte”, adverte.

Tempo – Para Pelley o tempo é a chave “Precisamos mudar para nos adaptar ao tempo que as pessoas estão dispostas a ceder para o esporte”, explica o dirigente. “Eu acho que cada campo de golfe deve ser construído de três voltas de seis buracos, de modo que as pessoas passam jogar uma partida inteira antes de ir para o trabalho”, afirma o dirigente, lembrando que os que tiverem mais tempo podem jogar 12 buracos ou mesmo 18.

“Um jogo de seis buracos pode levar uma hora, uma hora e meia, ser muito divertido para jogar e para mostrar na tevê”, diz Pelley, que vai além disso. “Imagino os jogadores vestidos de forma diferente, ouvindo música e jogando com cinco ou set tacos”, antecipa o dirigente. Para Pelley, o formato de 18 buracos era compatível com o passado. “Se o golf fosse inventado hoje provavelmente seria um jogo de 12 buracos”, aposta.

Nações – “O placar do Tour Europeu mostra sempre uma grande variedade de bandeiras e o que me vem à cabeça é uma competição por países, onde, por exemplo, a Inglaterra enfrentaria a Escócia num match play de seis buracos com horário pré-determinado e música”, diz Pelley. “Se você não está preparado para mudar, se você não está preparado para ser inovador, se você não está preparado para arriscar, então você pode ficar para trás”.

“Nós gostaríamos de experimentar já em 2017 e talvez estender para 2018”, avisa Pelley. “A tradição, a integridade do jogo, o torneio de 72 buracos estará sempre lá, de alguma forma, mas se você olhar 10 ou 15 anos à frente o jogo de golfe vai ser consumido de forma completamente diferente e haverá diferentes formatos que serão bem sucedidos e aceitos fabricantes de entretenimento de conteúdo”.

Rumo à Ásia – Pelley não se recusa nem a mudar o nome de Tour Europeu para refletir a natureza global que o circuito tem assumindo nos últimos anos, com apenas 19 dos 50 torneios do Tour Europeu sendo jogados em solo europeu. Algo que ficou ainda mais forte com a parceria com o Tour Asiático anunciada na semana passada, com a criação de um escritório conjunto. “Você não pode jogar 47 semanas na Europa, por isso a aliança estratégica com o Tour Asiático, por isso a nossa exposição na Ásia vai crescer, por isso abrimos um escritório na Coréia”, lembra o dirigente.

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