Um primeiro colocado improvável em Pebble Beach

11/02/2011


D.A. Points tem jogo para liderar, o difícil é fazer isso com Bill Murray falando em sua orelha


Bill Murray: flando sem parar, mas ajudando Points e liderar o torneio de golfe de Pebble Beach
   Bill Murray: falando sem parar, mas ajudando Points e liderar o torneio de golfe de Pebble Beach

Poucos profissionais gostam de jogar torneios em forma de Pro-Am, como o de Pebble Beach, onde além de fazer o seu árduo trabalho em busca de pontos e dinheiro, ainda tem que agüentar por três ou quatro dias amadores de qualquer handicap que talvez eles nunca tenham visto e com o qual não tenham afinidade. Imagine então se esse amador não para de falar um minuto sequer, não perde piada, mexe com o público o dia todo e ainda fica dando palpite em seu jogo.

Pois foi isso que D.A. Ponts suportou nesta quinta-feira, em sua primeira rodada no Pro-Am de Pebble Beach, onde jogou ao lado do comediante Bill Murray, que ele viu brevemente num evento beneficente na terça-feira, mas veio a conversar pela primeira vez, à noite, por telefone. “D.A., aqui é o Bill Murray…eu sei que você não me deu seu telefone…Eu consegui seu número com a polícia”, disse o comediante, numa prévia do que aguardaria o profissional no dia seguinte.

Caddyshack – Ponts disse que se sentiu no filme Caddyshack (Clube dos Pilantras, de 1980, que se passa num clube de golfe e tem Murray como um greenskeeper) “umas cinco mil vezes” durante a rodada, mas diz que isso o ajudou a jogar 63, por incrível que pareça e embora Murray às vezes tenha realmente atrapalhado sua concentração, como no buraco 14, onde o comediante embocou um putt longo e, virando-se para o parceiro, disparou: “Eu fiz o meu; isso deve ser fácil!”. Ponts deu três putts.

Ponts diz que Murray, no final das contas, o ajudou a relaxar e a conseguir um bom resultado. “Ele não me deixou pensar em coisa ruins entre as tacadas”, avalia. “Suas piadas me davam tempo de respirar entre as tacadas e me faziam rir o tempo todo”, garante Points, de 34 anos, que tem quatro vitórias no circuito, a última delas em 2008, e vem de um 16º lugar no PGA Championship, sua melhor colocação num major.

Título – Murray, que fez o que se esperava dele, bebericando do copo do público, puxando mulheres para ajudá-lo com o swing dentro do campo e dando autógrafos às centenas, deixou o campo mais excitado do que nunca depois que os dois juntos jogaram 59, 11 abaixo, para ficar em segundo lugar no Pro-Am. “Eu nunca venci esse torneio, acho que essa vai ser a primeira vez”, disse Murray, dessa vez sem brincar.

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