12/07/2010
Segundo título consecutivo em torneios do Grand Slam dá novo alento ao golfes dos EUA

Paula Creamer: dando ao golfe feminino americano seu segundo major consecutivo em 11 anos
Há anos o golfe feminino dos Estados Unidos sonhava em ter uma americana como número 1 do mundo e ver uma estrela local vencer seu maior torneio, o U.S. Women`s Open. Agora, tem os dois. Num intervalo de três semanas as americanas conquistaram dois majors consecutivos, o que não acontecia havia 11 anos, e uma golfista dos EUA assumiu pela primeira vez na história a liderança do ranking mundial de golfe.
O domínio estrangeiro em majors – apenas sete vitórias em 37 torneios do Grand Slam – começou a ser quebrado, dia 27 de junho, por Cristie Kerr, que venceu o LPGA Championship para ser a número 1 do ranking mundial feminino de golfe. Mas nenhum título foi mais comemorado do que o de Paula Creamer, de 23 anos, que venceu neste domingo o U.S. Women`s Open para se despedir o título de “melhor jogadora sem vitórias em majors”, colocar sua carreira em novo patamar e dar um nova e importante alento ao combalido LPGA Tour.
Choro – O público se comoveu junto com Paula quando ele cobriu o rosto no green do 18 e chorou para comemorar a volta de 69 tacadas que fez dela a única golfista a terminar o difícil campo de Oakmont abaixo do par na soma dos quatro dias e lhe deu o título por quatro tacadas de vantagem. E isso no segundo torneio em que jogou desde que fez uma cirurgia para reparar os ligamentos do dedão da mão esquerda em 30 de março.
“Isso só mostra como a parte mental do golfe é importante”, disse Paula, que disse estar apenas 60% recuperada da cirurgia. “Eu acreditei que podia fazer isso e venci”, resume a jogadora que está entre as favoritas da torcida, não só por seu talento, mas sobretudo por sua simpatia e beleza.
Greens – Paula venceu o U.S. Women`s Open sem nunca ter jogado acima de 72 e sendo a única a conseguir três voltas abaixo do par em Oakmont, um campo que começou injusto e impossível com seus greens duros e rápidos – a velocidade passava de 13 no Stimpmeter – mas que foi domado pelo temporal de sexta-feira e permitiu que o melhor golfe prevalecesse. Para não falar dos tees, que foram avançados pelos organizadores na volta final.
Paula jogou 72-70-70-69 para somar três abaixo do par (71) e terminar quatro tacadas à frente da coreana Na Yeon Choi, que encerrou o torneio com 66 tacadas, a melhor volta da semana, e a norueguesa Suzann Pettersen, que jogou 69. Oakmont foi o campo onde o argentino Angel Cabrera venceu o U.S. Open de 2007, com cinco acima do par.
Estrangeiras – Além das duas vice-campeãs, In-Kyung Kim, Jiyai Shin, Inbee Park, Britanny Lang e Yani Tseng também jogaram na casa das 60 tacadas na volta final, mas nenhuma conseguiu ameaçar Paula, que vinha na liderança desde que a falta de luz natural interrompeu a terceiro rodada, no sábado.
“A influência asiática no LPGA Tour nunca foi tão grande, mas eu e a Kerr provamos que as americanas continuam vivas”, comemorou Paula, conhecida pela torcida como Pink Panter, graças à mania de jogar sempre vestida com cor-de-rosa, nem que seja um detalhe da roupa.
Majors – Tseng, de Taiwan, venceu o Nabisco, o primeiro major da temporada, para dar a quarta vitória consecutiva em torneios do Grand Slam para as estrangeiras. Mas Cristie Kerr, deu o troco ao vencer o LPGA Championship, duas semanas antes, e Paula deu mais uma vitória às americanas no U.S. Women`s Open.
A última vez que as americanas haviam vencido dois majors seguidos foi com os títulos de Juli Inkster no LPGA Championship e no U.S. Women`s Open de 1999. O Women`s British Open, ultimo major da temporada, começa no final do mês.
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